2015 é o ano da Nintendo?

zelda wii u

Grande parte dos textos que posto por aqui têm uma interrogação no título, e esse não é diferente. A Nintendo vem se isolando tanto da indústria de games e cavando um caminho tão alternativo que seu futuro se tornou incerto demais para cravar exclamações acerca do assunto.

O que resta são dúvidas sobre a empresa que salvou os videogames em 1985. Três décadas após a derrocada da Atari e a ascensão da Nintendo, estaríamos presenciando o fim de uma era?

A Big N tem uma história centenária e já enfrentou desafios gigantescos para sobreviver, mas ela chegou em uma encruzilhada que realmente parece preocupante. Não, a empresa não vai acabar. Mas pela primeira vez ela parece ter perdido a capacidade de se reinventar como sempre tivera.

Uma companhia que começou vendendo cartas, entrou em diversos ramos – de utensílios domésticos à hotelaria – e se consagrou como uma das maiores empresas de videogames do mundo sabe criar novos caminhos. Foi assim que ela desenvolveu jogos que mudaram a indústria para sempre.

A Nintendo ditou as regras do mercado de games soberana até o lançamento do Game Cube. A virada do milênio parece ter trazido ventos agourentos para a gigante de Kyoto. Claro que houve a intensa rivalidade com a Sega na década de 90, mas analisando os produtos de ambas, quem dava as cartas nessa disputa era a casa do Mario. Alex Kidd, Sonic e companhia simplesmente entraram no jogo dela e a combateram de igual para igual.

Quem realmente subverteu as regras da competição foi a Sony, que chegou de paraquedas no setor de consoles – por culpa da própria Nintendo, que não consolidou a parceria que já estava quase estabelecida para o que seria o leitor de CDs do N64 – e causou um grande tumulto. O PlayStation chegou para bater de frente com a hegemonia da Big N.

A história mostrou que a Nintendo sabe agir na liderança, sendo pioneira e audaciosa. No entanto, quando ela tem de correr atrás de um oponente, não sabe ser ousada o suficiente e se esconde por trás de sua imensa base de fãs. Ao invés de seguir o rastro deixado pelo PlayStation – como a Microsoft fez com o primeiro Xbox -, ela tentou abrir uma vertente própria com o Game Cube, o que acabou não sendo muito bem sucedido.

É claro que a empresa se reergueu magistralmente com o lançamento do Wii, em 2006. No entanto, esse console foi um fenômeno curioso, pois ele se consolidou como o segundo aparelho de todos. Mais uma vez, a Nintendo se escondia sob a capa de seus milhões de fãs ardorosos e apaixonados, e a verdadeira briga se deu entre Sony e Microsoft. A consequência, no entanto, é que a Big N ficou isolada dos gamers mais hardcore;

O Wii U prometeu se aproximar desse público, mas o que aconteceu foi que ela se distanciou dos casuais que havia conquistado na geração anterior e ainda por cima não chegou nem perto de despertar a curiosidade dos jogadores de longa data. A Nintendo se tornou uma empresa de nicho, fazendo jogos não para o público mainstream, mas para os nintendistas fanáticos.

É importante dizer que estamos analisando o mercado de consoles de mesa, pois ela continua imbatível nos portáteis – pelos motivos que já foram abordados nesse texto. Mas o fato é que a Big N precisa tomar uma atitude, e uma das esperanças se encontra no novo Zelda do Wii U. Um dos problemas da empresa é que ela nunca aceitou muito bem ser influenciada, tentando sempre abrir caminho, e nunca seguir tendências. Finalmente, a Nintendo anunciou Zelda se tornaria um sandbox, gênero essencialmente ocidental, vindo de séries como GTA.

Claro que é muito cedo para dizer se ela vai voltar aos tempos de glória, se vai continuar estagnada ou se vai desaparecer de vez. Mas 2015 pode ser um ano chave para o futuro da Nintendo.

  • Delio Diego

    Esse texto é o mais controverso que já lí; penso que você, autor do texto, deve reler o que escreveu e ver quantas e quantas vezes se contradisse: você disse inúmeras vezes que a Nintendo sabe ser ousada, audaciosa, pioneira; mas disse, também, que a Nintendo não sabe ousar, não sabe ser ousada e depois disse que ela não aceita ser influenciada e sempre quis abrir seus próprios caminhos (porque é ousada) ué, que contradição. Afinal ela é ousada ou não é? Além disso, você disse que ela não sabe ser ousada o suficiente e se escondeu atrás de seus fãs no caso do game cube pois foi em contrapartida do ps2; você queria que o melhor era fazer igual a xbox que seguia as babas da Sony; eu não entendi nada do que você falou; ué, se ela não seguiu os rastros do ps2 como você mesmo disse, e optou por seguir seu próprio caminho isso não é uma ousadia? Cara, seu texto está todo controverso, essa sua análise não conta! Releia e interprete e você percebera.

    • luigiol

      Na verdade eu não o vejo se contradizendo. Ele comenta basicamente que a Nintendo, na época pré-Sony, agia como líder, e seus concorrentes jogavam o jogo em que ela comandava. Mas com o tempo a empresa foi envelhecendo, e ao invés dela se renovar e voltar a brigar contra as outras empresas, ela resolveu ficar na “zona de conforto” e produzir para seu nicho de fãs. Não seguir os concorrentes nesse caso não é ousadia, porque ela tá ficando pra trás, isso é envelhecer mal.

    • Na verdade eu não o vejo se contradizendo. Ele comenta basicamente que a Nintendo, na época pré-Sony, agia como líder, e seus concorrentes jogavam o jogo em que ela comandava. Mas com o tempo a empresa foi envelhecendo, e ao invés dela se renovar e voltar a brigar contra as outras empresas, ela resolveu ficar na “zona de conforto” e produzir para seu nicho de fãs. Não seguir os concorrentes nesse caso não é ousadia, porque ela tá ficando pra trás, isso é envelhecer mal. (agora da conta certa)

      • Delio Diego

        kkkk desculpe, mas qualquer um há de convir que ficar “seguindo” concorrendo é ficar na zona de conforto; ousar é seguir outro caminho para atrair pessoas , é tentar descobrir novas formas, novas técnicas de entretenimento ao contrário de apenas aumentar gráficos e é isso que a Nintendo faz; e as contradições do texto são muito, muito mais do que isso basta ler e interpretar

  • Daniel Difforene Marques

    A nintendo só precisa colocar gente mais jovem na Administração, apenas isso…coloquem o cara do “MY BODY IS REGGIE” no lugar dos japas lá que ele tem muito mais visão do que aquele bando de amarelo veio

    • Renato Machado

      Tirou as palavras dos meus dedos… kkk

  • Jean Pierre

    Na moral li até ” Mas pela primeira vez ela parece ter perdido a capacidade de se reinventar como sempre tivera.”
    Como você tem a capacidade de falar isso da empresa que inventou o controle de 6 botões, controle analógico, o rumble nos controles, o videogame com 4 controles, o controle com sensor de movimento, o portátil com tela de toque o portátil com tela 3D sem óculos, o controle com tela do wiiu pode não ter agradado a todos mais tambem foi uma invenção da nintendo, o nintendo wii foi sim consolidado como o segundo console de todos mais foi o mais vendido tambem o que fez ele ser o mais bem sucedido de todos eles.

    Tirando que a Nintendo não depende de ter o videogame mais vendido da geração só os fãs dela já mantem o aparelho e o mesmo vale para sony e ms, cada uma é boa naquilo que se propõe, ganha mais aquela que cria o videogame que agrada mais gente, na ultima geração foi o wii nesta não sabemos ainda qual venderá mais.

    Sony esta a ANOS isso mesmo ANOS tomando prejuízo em vários setores e ninguem fala que ela vai fechar ou desaparecer, então meu amigo PARA DE BABAR ESSE OVO.

    • André Silva

      Percebe-se que vc parou de ler no 3º parágrafo mesmo, hehe.

  • Storm

    Jogadores “hardcore” cara? auueuaheuh
    vai la pegar 3 moedas em todas as fases do super mario pra ver o que é mais hardcore auehuehiuahei