A ascensão da simplicidade #1

Autor: André Monsev Em: Especiais/ Microsoft/ Nintendo/ PC/ Sony/ Vídeos Data: 06/12/2009 às 14:56

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Nos anos de 2005 e 2006 lembro perfeitamente que a cada grande título novo divulgado no mundo dos games, os jogadores de PC entravam em desespero. A pergunta que nunca calava era “será que vai rodar na minha máquina?!”. Caso não rodasse, a culpa era exclusivamente do usuário que não acompanhava o avanço da tecnologia. Na verdade, o problema era que a tecnologia de placas de vídeo mal acompanhava o bolso dos estrangeiros, então imagine só o dos brasileiros!

A pirataria, no entanto, veio crescendo. Não era de se espantar, já que os upgrades em PC tinham de ser bem frequentes. O problema foi quando os downloads ilegais realmente começaram a complicar a situação das empresas de games. Elas começaram a deixar de lucrar rios de dinheiro, e de repente fazer jogos com tecnologia super avançada e uma equipe de 2 mil programadores pra cada jogo já não era mais garantia de sucesso. No final de 2006, a Nintendo, que saía de uma geração não muito boa para si – o GameCube não foi lá um sucesso de vendas, esmagado pelo Playstation 2 – anunciou que estaria lançando um novo videogame de mesa, barato, com jogabilidade nova e intuitiva, e com um poder gráfico não tão avançado – consequência do seu preço, provavelmente – e esse videogame era o Wii.

A partir de 2006, jogos pequenos, vendidos através de download nos consoles começaram a crescer também. Xbox Live, Playstation Network e Wii Shop Channel. Já no PC, o espaço para esse tipo de jogo surgia em grande escala através do programa de vendas Steam, da Valve (e sim, eu sei que o Steam surgiu lá por 2003/2004).

Ótimo. Em suma, foi o seguinte: o complexo mercado de jogos deixou de ser uma batalha unicamente pelos gráficos, e retomou aquela idéia antiga de idéias criativas e divertidas valerem mais a pena. A Nintendo foi a primeira empresa que lançou videogames, nessa atual geração, mais focados para esses jogos. E o espaço para jogos feitos por uma única pessoa, começou a ganhar espaço. Um dos primeiros games independentes que foi um sucesso de vendas foi World of Goo, produzido pela 2D Boy, uma empresa composta por apenas dois funcionários: Kyle Gabler and Ron Carmel, ex-empregados da Electronic Arts.

O game consiste em unir os “goos” (algo como umas ‘gosminhas carismáticas’) com o objetivo de chegar até um local de escape para elas – como, por exemplo, uma torneira. O jogo tem diversas fases que consistem nesse mesmo objetivo, mas é necessário utilizar estratégias sempre diferenciadas, além do jogo respeitar com precisão a física, logo, não é simplesmente sair ligando as bolinhas enlouquecidamente em direção ao ponto de fuga. Ele foi lançado para Wii, PC, Mac e Linux, e completou 2 anos um tempo atrás. Para comemorar o aniversário, foi feita uma “promoção” estilo Radiohead: pague o quanto você achar que vale.

Sem dúvida esse jogo foi um dos precursores da onda de indie games que tem só crescido. A prova desse crescimento é que esse não foi o único jogo indie a ser um sucesso de vendas. Muito pelo contrário, foi só o ponto de arranque.

Este é Plants vs Zombies, produzido pela PopCap, que é a empresa mestra em jogos casuais. A empresa pode não ser independente, já que possui mais de 180 empregados, mas seus jogos são sempre extremamente simples, bem sacados e rodam em qualquer computador. Plants vs Zombies é um jogo que aparenta ser chato e idiota mas que, ao ser jogado, demonstra o oposto. Bem planejado, simples, desafiador e completamente viciante, o game que coloca plantas contra zumbis numa batalha até a morte dá uma aula de como um game que não chega nem perto dos 100 megabytes pode ser realmente uma experiência magnífica.

O objetivo é simples: fazer uma verdadeira defesa com plantas, impedindo dos zumbis chegarem à casa e matarem os humanos. Sinceramente, eu não sei qual alucinógeno auxiliou aos criadores desse jogo, só sei que o investimento nas drogas ilegais que eles fizeram com certeza gerou lucro, pois esse também é outro game excelente que teve sua qualidade revertida em dinheiro. Serve como mais uma prova de que os games não precisam de combinações complicadíssimas de controles, mas sim de algo funcional e que esteja em sintonia com o tipo de jogo. Mesmo não tão independente assim, Plants vs Zombies foi lançado para PC, e pode ser encontrado no Steam e por um preço muito acessível: 10 dólares.

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10 Comentários em A ascensão da simplicidade #1

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Tweets that mention A ascensão da simplicidade #1 - PLAYER TWO -- Topsy.com

dezembro 6th, 2009 at 14:56

[...] This post was mentioned on Twitter by Player Two and Guri de Apê, N-Blast Indica. N-Blast Indica said: A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/64xb0T (via @PlayerTwoBR) [...]

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Player Two

dezembro 6th, 2009 at 15:56

PlayerTwo: A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/8CNr6B

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Guri de Apê

dezembro 6th, 2009 at 15:56

[Player Two] A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/5SICcR

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N-Blast Indica

dezembro 6th, 2009 at 15:56

A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/64xb0T (via @PlayerTwoBR)

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Rafael Lemos Camolez

dezembro 6th, 2009 at 15:57

RT @tweetmeme A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/4H6KqH

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Tiago Santana

dezembro 6th, 2009 at 16:09

RT @PlayerTwoBR A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/4H6KqH

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topsy_top20k_pt

dezembro 6th, 2009 at 16:09

[Player Two] A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/5SICcR

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Tiago Santana

dezembro 6th, 2009 at 16:10

RT @PlayerTwoBR: PlayerTwo: A ascensão da simplicidade #1 http://bit.ly/8CNr6B

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André Monsev

dezembro 6th, 2009 at 17:03

Saiu meu post lá no PlayerTwo sobre jogos simples (e lucrativos): http://migre.me/dsVc

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Imprensa Gamer

dezembro 6th, 2009 at 19:11

A ascensão da simplicidade #1: Nos anos de 2005 e 2006 lembro perfeitamente que a cada grande título novo divul.. http://bit.ly/8CNr6B

Comentários

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