A era perdida dos fliperamas

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Este título parece um tanto quanto radical e saudosista, mas aquele que nunca jogou num Arcade (popularmente conhecido no Brasil como Fliperama) que atire a primeira pedra. Atualmente quando se abre um site de notícias de games você se depara com mais um Assassin’s Creed e o quão realista os jogos são, e ser gamer se tornou algo simples.

A grande diferença dos jogos de hoje para os arcades dos anos 80-90 é o desafio. Nos jogos atuais, por mais que tenham puzzles variados e horas de jogatina, você ainda pode se valer de saves e tutoriais na internet, enquanto nos arcades você tinha uma única chance de terminar o game (a não ser que você tivesse mais fichas). Tentar “zerar” Cadillacs and Dinosaurs com apenas uma ficha era tarefa para poucos, assim como tentar ser o melhor no Street Fighter II não perdendo pra ninguém no 1×1 (vulgarmente chamado de tirar um contra), e caso perdesse teria que entrar novamente numa enorme fila de desafiantes.

Além dos obstáculos do jogo, você tinha desafios desde sair para o fliperama até a encontrar uma máquina disponível para jogar, porque ao contrário de como é hoje onde você joga do conforto de sua casa e online com outras pessoas na hora que bem entender, naquela época fliperamas eram vistos pela maioria dos pais como um lugar marginalizado e cheio de delinquentes. Não pode-se tirar a razão dos pais, porque afinal, a maioria dos fliperamas ficavam em botecos e as crianças tinham que ficar juntas de beberrões e fumantes.

Vencido o desafio de ir até o fliperama a nova disputa era de conseguir jogar, os fliperamas viviam lotados mesmo tendo mais de um arcade do jogo, lembrando do problema dos valentões de um metro e oitenta que te tiravam do jogo dizendo “sai que é a minha vez”, e você só conseguia voltar  depois que ele esgotasse o bolso cheio de fichas. No fliperama também haviam os “jogos de adultos”, também chamados de pinball, na verdade este jogo de rebater bolinhas não eram populares entre as crianças por um simples motivo, a máquina era alta. Pois é, ficava meio difícil uma criança conseguir ver as bolinhas e jogar e toda vez que alguém tentava, vinham os mais velhos e diziam “volta pro Steet Fighter, isso aqui é pra gente grande”.

Hoje em dia se você quer matar a saudade daquela época (ou ter noção de como era), pode ir a shopping centers que possuem arcades nas praças de recreação, mas geralmente são ambientes mais familiares, um pouco diferente de como era antigamente, perdendo um pouco da “magia”. Se você cresceu nesta época, sinta-se com sorte e não deixe de comentar qual o jogo ou fato que mais te marcou.

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  • Carlos Oliveira Maciel

    Terminar Cadillacs and Dinosaurs com 1 ficha? É absolutamente impossível! Os jogos eram feitos para vc gastar a “mesada”, com exceção dos SF, TKoF, etc… Os jogos eram feitos para se gastar fichas…5, 10, 15… Quem se lembra de Metal Slug? Me lembro de jogar Cadillacs and Dinosaurs e Captain Commando com os amigos, mas nunca com fichas o suficiente para terminar… Hj, 20 (R$ 10, R$ 0,50 cada) fichas parecem pouco, mas à 15 anos atrás era algo inalcançável… Era impossível! Ótima época, uma realidade q hj não existe mais!

    • Robson Vieira

      O famoso “Cadilaque e Dinossauro”, é mais tranquilo que muitos títulos. Já vi muita gente terminar com apenas 1 crédito. 🙂

  • Richard Mathias Aguiar

    Arcades: Karate Champ, Kung-Fu Master, Elevator Action, Legend of Kage, Double Dragon, Golden Axe, Pit Fighter, Street Fighter 2 e Mortal Kombat.
    Pinbals: Fire Action, Fire Action Deluxe, Oba Oba, Polar Explorer, Rally, Titan, Cavaleiro Negro e Monster Bash.

  • Wendel Lucas

    The King of Fighters 😉