A origem dos Arcades

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Você, caro leitor, que acompanha o P2, percebeu que o mês de Março foi totalmente direcionado à competitividade no mundo dos Games. Falamos de torneios, speedruns, e até mesmo entrevistas com grandes nomes do cenário gamer brasileiro. Dessa vez o post será um pouco mais voltado para a origem daqueles que carregam toda uma história de grandes títulos que fazem parte do competitivo atual. Um post sobre os Arcades!

Tudo começa por volta de 1920.  Naquela época as máquinas de arcades – ou fliperamas – não eram como conhecemos hoje, com um monitor, uma alavanca e 6 ou 8 botões. Eram mecanismos mais simples que consistiam em jogos como “arremesso de bola”, uma galeria de tiro – a lá Duck Hunt -, entre outros. Também é válido dizer que esses tipos de jogos ficavam em lugares que se assemelham muito aos parques que encontramos no Brasil -aliás, foi esse tipo de ambiente que deu orgiem às casas de jogos como são vistas hoje -.

Ainda nessa época, as primeiras máquinas que funcionavam a partir de fichas surgiram, mas serviam apenas para dizer o futuro ou tocar músicas, por exemplo. Foi então que em 1930 as coisas começaram a mudar: surgiram as primeiras máquinas de Pinball! Não como conhecemos hoje, é claro – ela era feita de madeira e utilizava componentes mecânicos para a leitura da pontuação. Foi apenas por volta de 1977 que os pinballs começaram a evoluir, utilizando partes eletrônicas tanto para os pontos quanto para o funcionamento.

Entre 1930 e 1960 pouca coisa aconteceu, mas a década de ’60 realmente marcou um grande salto para o mundo dos arcades. Várias empresas participaram dessas inovações e grandes títulos foram lançados. Entre eles podemos citar Periscope (SEGA), um simulador de submarino, Duck Hunt, o famoso jogo simulador de caça aos patos – o primeiro jogo que utilizava uma arma como joystick e que bastava mirar e atirar no monitor para o comando ser executado -, Grand Prix (SEGA), um jogo de corrida que utilizava um volante e um acelerador; Crown Socces Special (Taito), um simulador de futebol para 2 jogares, entre outros. Mas o melhor ainda estava por vir. Um época de ouro que teve seu início no ano 1978.

A Era de Ouro dos Arcades – época que foi de 1978 até 1986 –  marca uma verdadeira ascensão desse tipo de jogo existente. Começando pela Taito, ela criou o primeiro título blockbuster dos fliperamas, o famoso Space Invaders, que foi lançado em 1978.  Foi então que nomes históricos surgiram, como Pac-Man (Namco), Asteroids (Atari), Frogger (Konami) etc. Além dos grande lançamentos, nesse período vários outros estabelecimentos – como bares e restaurantes – possuíam ambientes para essas máquinas, mostrando como sua popularidade havia aumentado. Tanto que nessa época a industria de arcades valia cerca de 8 bilhões de dólares.

Mas nem tudo são flores. No final da década de ’80 começou o declínio desse setor bem específico de games. Com o advento dos video-games caseiros o mercado foi perdendo sua força. O poder de hardware dos consoles foi aumentando, assim como sua lista de jogos, o que ajudou para vários jogadores preferirem seus lares a sair. Com o advento da internet, o fator multiplayer também favoreceu para a queda da procura por fliperamas. Em valores devido a esses e outros fatos, a industria chegou a valer pouco mais de 800 milhões de dólares no ano de 2004.

Atualmente os arcades – ainda muito famosos no Japão – geralmente atraem jogadores que desejam jogar títulos cujos controles são de difícil acesso em casa. Jogos como Dance Dance Revolution, Guitar Hero, DrumMania etc. O mercado continua mas a relevância que possuía antigamente provavelmente não retornará. Particularmente, no Brasil, os fliperamas não eram encontrados tão facilmente, mas jogos como Street Fighter II, Tekken e Metal Slug marcaram a infância de muitos.

About Kaio Rodrigues

Único sobrevivente dessa página maravilhosa chamada PlayerTwo.com.br, junto com o fundador. Amante de jogos independentes de fan-made, passo parte do meu tempo sonhando em um dia ser jornalista de games.