Análise: Dragon Quest Heroes: The World Tree Woe and the Blight Below (PS4)

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Quando Hyrule Warriors foi lançado no ano passado muita gente se perguntou o que esperar da mistura da já conhecida série de jogos Dynasty Warriors com Link e sua turma. O jogo então saiu e, para a surpresa de muitos, cumpriu bem seu papel, dando a liberdade para o jogador realizar combos frenéticos e – mais importante – jogar com seus personagens favoritos.

E querendo uma fatia dessa nova “moda”, eis que a Square Enix entra nesse novo estilo – chamado de Musou – com um título que pegou muita gente de surpresa: Dragon Quest Heroes: The World Tree Woe and the Blight Below (haja nome grande!). Se ela acertou ou não, o resultado é conferido nas linhas abaixo!

DQ Heroes pega a essência de Dynasty Warriors e aplica de maneira coesa com o universo de seus jogos, principalmente em relação aos títulos DQ IV, V, VI e VIII. Com um plot original, o gamer encarna na pele de Luceus e Aurora, fieis cavaleiros do rei Doric, ajudados por personagens já conhecidos, como Alena, Bianca, Yangus e Jessica.

A trama do jogo gira em torno do reino de Arba, onde monstros e humanos coexistem de maneira amigável. Num determinado momento, uma figura misteriosa aparece e joga no mundo uma maldição, fazendo com que todos os monstros ataquem as pessoas. Temendo pelo pior e em busca de respostas, os cavaleiros de Arba partem para as cidades vizinhas, a fim de ajudar os necessitados e formar aliados nessa nova jornada.

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E é nessa aventura que o charme do jogo mostra à que veio. Passando pelos reinos, os personagens são apresentados aos outros que pertencem ao mesmo universo. O que poderia ser apenas mais um plot genérico munido de um simples heroísmo e vontade de vencer o mal consegue prender a atenção com uma simples questão apresentada: como tais guerreiros apareceram no reino de Arba se seus mundos de origem nem sequer existem nos mapas múndi?

A jogabilidade se mostra fluída e é dominada sem muita dor de cabeça. Com cenários pequenos e sem puzzles, os personagens podem caminhar livremente e até mesmo pular para alcançar níveis superiores, a fim de conseguir baús espalhados e melhores posições para atacar inimigos.

O sistema de combate tem dois métodos de controle chamados “Slick” e “Quick”. O primeiro te permite usar comandos a sua escolha, fazendo com que cada botão tenha uma função de ataque diferente, permitindo a realização de combos diversos, enquanto o segundo necessita de apenas um botão, para aqueles que querem apenas a boa e velha pancadaria rápida e direta.

Visando deixar a batalha mais animada e tenso sua estreia em Dragon Quest IX, o estado “Coupe de Grace” está de volta. Sendo similar aos Limit Break’s presentes em Final Fantasy, quando os herois entram nesse modo, sua velocidade de ataque e movimento aumentam e permitindo a execução de um ataque final mais poderoso.

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Assim como o esperado, DQ Heroes consegue manter-se as raízes do nome que carrega; os elementos de RPG estão lá, fazendo com que horas e mais horas sejam perdidas aumentando os níveis de todos os personagens e juntando dinheiro para comprar melhores equipamentos. Cada personagem possui suas singularidades, sendo elas suas arma e árvore de habilidades. A cada nível alcançado, o player tem a opção de escolher qual atributo e magia que seu personagem irá melhorar.

Também presente, sendo essa uma marca registrada da série, as famosas “Mini Medals” também têm seu papel de importância: os melhores equipamentos só podem ser obtidos quando trocados por uma quantidade (nada baixa) dessas moedas, que são obtidas em baús e drops de monstros.

Embora o mapa mundi não permita a movimentação livre por ele, novos locais são alcançados através de um aeromodelo que se move quando um novo local é selecionado. Novas localidades são adicionadas automaticamente quando mapas novos são encontrados, sendo muitos deles utilizados exclusivamente para side-quests que levam à novos monstros e conseguir novos itens.

Outro fator que demonstra bem o game é sua qualidade gráfica que não altera em nada o gameplay. Com uma grande quantidade de inimigos na tela somado o fato de que combos e magias são soltados a todo instante pelos integrantes do grupo, a taxa de quadros se mantém estável, permitindo com que cada movimento seja apreciado da maneira como deve, contando com modelos 3D dos monstros para fã nenhum colocar defeito.

Como se tudo já não fosse bom o bastante, a trilha sonora continua marcante, especialmente para jogadores de longa data. Todas as músicas de batalha foram inspiradas nos títulos citados acima, portanto não é surpresa para ninguém reparar que tal faixa já havia sido escutada antes. Não limitado apenas a isso, os efeitos sonoros também são nostálgicos, principalmente quando magias são lançadas e itens são obtidos.

Conclusão: Dragon Quest Heroes pode não ser o título mais hardcore da franquia, mas como game diverte e como história surpreende. Usando o charme dos personagens variados dos outros títulos – sejam eles jogáveis ou NPC’s – com os exclusivos, juntamente com um sistema de batalha simples e funcional, DQH proporciona uma experiência que, assim como visto em Hyrule Warriors, mostra que o gênero Musou veio para ficar.

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About Kaio Rodrigues

Único sobrevivente dessa página maravilhosa chamada PlayerTwo.com.br, junto com o fundador. Amante de jogos independentes de fan-made, passo parte do meu tempo sonhando em um dia ser jornalista de games.