Análise – Fallout 4 (PC)

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A menos que seu paradeiro nos últimos meses tenha sido debaixo de uma pedra, você com certeza ouviu falar ou ao menos leu sobre Fallout 4. E claro, ficou frente a frente com o hype criado em todos os cantos: grupos de Facebook, salas de faculdade, Reddit etc. Tudo era palco de discussão e especulação do novo game da Bethesda, e já é bom adiantar que a expectativa era totalmente justificada, principalmente por se tratar do primeiro trabalho da desenvolvedora para a nova geração de consoles.

A quest principal é bastante simples e até curta, coisa que é praticamente uma tradição tanto na série Fallout quanto na série The Elder Scrolls. Mas é difícil, pra não dizer impossível, terminar a quest principal sem jogar as sidequests. Pra falar a verdade, 95% do conteúdo do jogo está fora da missão principal. E não é pouca coisa não, são mais de 80 horas de jogo sem realizar todas as possíveis quests (não contando as que se repetem).

Mas falemos de coisas importantes! Começando pelo sistema de customização de personagens que deu um salto muito grande desde seu antecessor. Antes, criar um personagem bonito era motivo de comemoração e até mesmo orgulho, no entanto, em Fallout 4 é possível criar não só belos e belas personagens, mas também copiar figuras famosas do mundo real em razão de seu extenso leque de possibilidades de alterações no rosto e na constituição de um personagem.

O sistema de looting ficou muito melhor. Aliás, seria necessário piorar muito o sistema pra dizer que ele está somente melhor. TUDO, mais uma vez, TUDO que você pega é útil. Uma arma mais fraca pode ser transformada em matéria prima que pode ser utilizada de na melhoria, reparo e criação de armas e armaduras. Também é possível transformar certos itens em outras coisas, por exemplo, transformar uma bola de baseball em uma granada.

As batalhas também sofreram grandes mudanças. Para os fãs mais antigos, boas notícias: é possível vencer batalhas sem utilizar o sistema de VATS! Por falar em combate, as possibilidades e combinações para modificações de armas são imensas: pode-se, por exemplo, aumentar o dano de um disparo às custas de um recuo maior, ou aumentar a precisão de um tiro e seu alcance ao passo que o dano é diminuido. O mesmo vale para armaduras, principalmente para as Power Armor, que podem incluir desde um pequeno computador de bordo até um Jet Pack.

Fallout4_E3_Jetpack

Uma novidade é o sistema de construção. Você pode, literalmente, reconstruir alguns lugares, criar pequenas vilas, postos de observação, bases militares, enfim, são muitas possibilidades. Para se ter ideia, vamos pegar o pequeno condomínio onde o jogo começa. Por lá, em uma determinada quest devemos levantar defesas, criar geradores de energia elétrica, um poço para retirar água limpa, cama para os refugiados, plantações de comidas e outros. Tudo isso para manter o bem estar e sobrevivência de todos.

Assim como na série inteira, o trunfo de Fallout não está no game em si, mas sim na possibilidade de modificar o game ao bel-prazer do jogador (desde que seja no PC, claro). Noites mais escuras, luzes e sombras mais realistas, sons de armas mais realistas, e por aí vai. O mais legal é que é possível fazer várias alterações sem nem ao menos chegar perto de perder sua identidade. Na verdade a maioria das mudanças podem ser feitas para melhorar a imersão no ambiente e tornar o game uma real experiência de Survival.

Fallout 4 carrega mais do mesmo? Se for pra analisar somente o sistema de quests, narrativa, recompensas e algumas mecânicas, sim. Mas quando entra em jogo as alterações na forma como as coisas são feitas, as novidades no sistema de looting e construção a resposta é não, nem de longe. Essas foram apenas algumas mudanças que aconteceram desde seu antecessor. As escolhas também são mais complexas e tem mais impacto de diferentes formas,  as suas escolhas podem ser. De qualquer forma, Fallout 4 tem o selo de aprovação para qualquer um que queira uma experiência que preza pela diversão antes de uma “obrigação” com um RPG.

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