Autor: Rafael Camolez Em: Nintendo/ Reviews Data: 23/12/2008 às 15:24
Tags: | Análise, Brawl, Player Two, PlayerTwo

Super Smash Bros Brawl foi um dos jogos mais aguardados do ano, sem dúvidas. Depois de diversos atrasos em seu lançamento, o game finalmente chegou as lojas Americanas – Não essas, as dos EUA – no dia 9 de Março. Será que o hype valeu a pena? Brawl é o jogo do ano? Saiba lendo essa análise.
Super Smash Bros. Brawl foi produzido pela própria Nintendo em parceria com a Hal Laboratory, second-party da Big-N. A idéia da franquia veio de Masahiro Sakurai, criador de Kirby, e do próprio presidente da Nintendo, Satoru Iwata. Inicialmente, não era para ser um jogo com personagens da Nintendo, mas depois Sakurai teve a brilhante idéia de colocar os mais famosos personagens da gigante japonesa.
O primeiro jogo foi lançado em 26 de Abril de 1999 e foi um sucesso de
vendas e crítica. Já no final de 2001, em 3 de Dezembro, foi lançado Super Smash Bros. Melee, motivo de várias pessoas comprarem o GameCube. Melee contava com mais personagens, um sistema de batalha um pouco diferente e melhores gráficos. O game fez mais sucesso que o original e alcançou melhores avaliações, como um 37 na Famitsu e um dez na EuroGamer. As vendas também foram melhores, sendo que a cada quatro pessoas que possuem um Gamecube, três possuem Melee – comigo contando.
Depois de um bom tempo, na E3 2006 em uma sala fechada para jornalistas, surgiu o anúncio de Super Smash Bros. Brawl, o que fez jornalistas e fãs irem a loucura total. Depois disso, foi criado o site oficial do jogo, o Smash Bros Dojo, que servia para a postagem de atualizações e anúncios pela própria equipe desenvolvedora do game. Depois de um bom tempo, o game chegou às prateleiras do mundo.
Super Smash Bros Brawl é grande. Tão grande quanto essa análise que o game não coube em um DVD normal, e foi necessário usar um DVD de dupla camada para o game. Por que tão grande, você me pergunta? São tantos extras, tantos personagens, tantas músicas e tantas animações que você se perguntará como isso coube em um DVD de dupla camada.
Brawl segue o estilo dos seus antecessores. Coloque de dois a quatro personagens em um estágio e deixe-os brigar. Ao contrário de jogos como Street Fighter, em Brawl não é possível dar um K.O em um oponente. Seu objetivo é jogá-lo para fora da arena. Quanto maior a porcentagem de dano de um oponente, mais fácil será arremessá-lo para fora. Claro, há algumas variações. Personagens mais leves serão arremessados mais facilmente que os pesados, que agüentam mais porradas.
O esquema de luta não mudou muito desde Melee. Claro, os personagens foram todos MUITO bem balanceados – ao contrário do que era em Melee, onde em campeonatos a presença de Foxes e Falcos era maciça –, movimentos foram mudados e alguns “truques” não funcionam mais. Brawl agrada desde jogadores casuais que nunca jogaram o game até o jogador veterano da série.

A adição de personagens – Diddy Kong, Ike, King Dedede, Lucario, Lucas, Pokémon Trainer, R.O.B, Toon Link, Solid Snake, Wario, Meta Knight, Sonic, Wolf, Pit, Olimar e Zero Suit Samus – incrementou mais ainda a jogabilidade e a diversão do game. Mesmo com a falta de Mega Man, pedido desde o início da série, ainda são muitos personagens e muitas variações na forma de jogar, o que agradará a todos.
Os gráficos de Brawl são ótimos, apesar de Super Mario Galaxy ser muito mais bonito. Um Playstation 2 ou um GameCube não teriam a capacidade de fazer o que Brawl faz, por exemplo. Há dezenas de detalhes minuciosos nos personagens. Por exemplo, o ROB Vermelho, modelo japonês, tem escrito “Famicom Robot”, nome do aparelho no Japão. Já o americano é cinza e tem escrito “R.O.B – Robotic Operated Buddy”.
Brawl tem MILHARES de extras. Centenas de músicas, troféus e adesivos para você colecionar. Além dos extras, são 41 estágios disponíveis para a luta, inclusive alguns de Super Smash Bros Melee.
Além do modo de um jogador e o de vários jogadores, há o modo Adventure, possível de ser jogado por até duas pessoas. Chamado de Subspace Emissary, o Adventure é lotado de cutscenes e segue o esquema sidescroller, onde o jogador deve derrotar inimigos e passar por portas até chegar ao final. O modo, apesar de possuir uma história fraca, é uma boa adição ao game, com cerca de 20 horas de jogo.

O modo de vários jogadores do Brawl é o foco do game e não disaponta. Realmente, Brawl tem a melhor experiência multiplayer offline do ano e da década, na minha opinião. É realmente divertido colocar quatro pessoas para se confrontarem em frente a uma TV.
A jogabilidade de Brawl é adequada para qualquer tipo de jogador. Existem quatro formas de jogar: Com o controle do Gamecube – recomendada por mim e pelo mundo -, com o controle clássico, com o Wii Remote + Nunchuk ou apenas com o Wii Remote de lado. Além disso, é possível customizar os controles ao bel prazer do jogador.
O modo online do jogo é lotado de lag. Infelizmente, a Nintendo conseguiu fazer um online muito melhor em Mario Kart Wii. Apesar de ser divertido jogar com os amigos na internet, a procura por pessoas randômicas realmente não funciona. O jogador indubitavelmente vai preferir jogar multiplayer local.
Apesar de um modo online não tão bom, Brawl é definitivamente o melhor jogo do Nintendo Wii em 2008, senão o jogo do ano. Os milhares de extras, o excelente multiplayer, o ótimo singleplayer e a jogabilidade excelente põem o jogo entre os melhores jogos de todos os tempos.

Atenção: O quesito história não foi considerado na nota final por não ser um fator importante no game.
2 Comentários em Análise: Super Smash Bros Brawl
Rafael Lemos
dezembro 23rd, 2008 at 15:33
É isso aí.
Felipe
novembro 27th, 2009 at 10:40
Q pena q faltou o Mega na história… (ele foi a inspiração pra eu começar a desenhar mangá)