Autor: Rafael Camolez Em: Nintendo/ Reviews Data: 27/06/2009 às 0:50
Tags: | High Voltage Software, The Conduit

Há muito tempo em uma galáxia muito distante, The Conduit foi anunciado pela High Voltage Software, uma desenvolvedora pouco conhecida, produtora de games como Leisure Suit Larry: Magma Cum Laude e Ghost Recon Advanced Warfighter 2. A empresa afirmou que achava que o Wii deveria ter mais games bons e apelativos aos jogadores “hardcores”, e que The Conduit seria um destes.
Depois de algum tempo, a High Voltage encontrou uma publisher para seu jogo: A mãe de Sonic, a SEGA. A produção continuou a todo vapor e o game chegou às lojas americanas dia 23 de Junho.
The Conduit é um First-Person Shooter exclusivo para o Nintendo Wii. Nele, você assume o comando de Michael Ford, um agente do FBI que começa a trabalhar com uma organização secreta chamada The Trust, lutando contra uma invasão alienígena. A narrativa traz alguns elementos de conspiração e de tecnologia. Não é uma história muito complexa, parece um pouco a de Perfect Dark, e beira ao clichê. As cutscenes e as conversas entre os personagens durante a jogatina desenvolvem melhor a história. Porém, ela não tem realmente um final, já que o single-player acaba abruptamente, o que pode irritar alguns jogadores. Fica claro que vem uma sequência por aí.

O som do game funciona muito bem. Além da música que retrata muito bem o que acontece na tela, em alguns momentos frenética e em outros lotada de suspense, temos uma excelente dublagem de Kevin Sorbo (The O.C, Hércules) e Mark Sheppard (Battlestar Gallactica). Os efeitos sonoros também não deixam a desejar e cumprem bem o seu papel.
The Conduit não é um FPS revolucionário de nenhuma forma, mas é um grande jogo, possuindo ótimos controles, completamente customizáveis ao bel prazer do jogador. O game também possui gráficos surpreendentes para a plataforma, um single-player divertidíssimo e um multiplayer online que te deixará viciado.
O game roda na engine Quantum 3 da própria HVS, que busca extrair o maior poder gráfico da plataforma. A engine possibilita efeitos nunca antes vistos no Wii, como bump-mapping, reflexão, refração, shadow map, blur, texturas animadas, reflexão especular, entre outros. A modelagem dos personagens e dos inimigos é notável. Em alguns momentos parece que você está jogando um game de Xbox 360 em resolução standard. Apesar de tanta tecnologia, o estilo gráfico do game deixa a desejar em alguns momentos. É normal se deparar com corredores pouco inspirados, lotados de cinza. Além disso, os inimigos se repetem diversas vezes.

Os controles do game são absolutamente sensacionais e são, com certeza, o ponto onde o game mais se destaca. Eu nunca tive a oportunidade de experimentar um FPS de console onde os controles fossem tão precisos. Mas o grande ponto positivo fica para a customização, que é total. É possível mudar a sensitividade dos controles, a função dos botões, a sensitividade dos movimentos, a velocidade do personagem, a velocidade do giro da câmera, entre diversas outras opções, tudo isso em tempo real. Após uma mexidinha aqui e ali, cada jogador encontrará sua forma perfeita de jogar. O jogo ainda guarda os perfis de controle de cada jogador.
O single-player do game é ótimo. Apesar da história não ser boa, temos um game composto de nove missões que dura cerca de sete horas. Há pontos realmente difíceis, onde você precisará reiniciar e tentar novamente, o que pode frustrar alguns jogadores. Há também a presença de achievements e de coisas escondidas, que abrem extras, como artes conceituais e trapaças.
The Conduit é linear, ou seja, você vai de um ponto a outro, andando e matando (Olá, Goldeneye e Perfect Dark). Existe uma grande variedade de armas, que podem ser explosivas, alienígenas ou humanas. Nada de cenários destrutivos – com algumas excessões, como barris e caixas, nada fora do ordinário. A adição de um aparelho chamado de All Seeing Eye (ASE) causa uma mudança na jogabilidade, variando um pouco. Ao invés de sair atirando para todos os lados, o aparelho permite que Ford ache mensagens, portas, bombas e salas escondidas, além da possibilidade de hackear computadores.

O multiplayer do game também merece um grande destaque. Nele, podem batalhar até 12 jogadores por sala, com suporte ao Wii Speak, o microfone do Wii. O online possui uma lista boa de mapas e modos e aproximadamente 20 armas para a destruição. Temos Free For All, o modo “Mate todos”: Sem times, onde seu objetivo é apenas meter uma bala na testa do oponente. Em ASE Football, você procura o All Seeing Eye pelo mapa, e quando consegue pegá-lo, deve tentar ficar vivo, não importa o que aconteça. Em Bounty Hunter, você deve matar um opontente específico, e se você atirar no cara errado, você será penalizado. Temos também Capture the Flag e um Team Deathmatch. Apesar da chata presença dos friend-codes, The Conduit possui o melhor online em um FPS para a plataforma, oferecendo diversos modos e uma experiência completamente sem lag, com algumas exceções. Apesar do single-player ter duração mediana para um FPS, o multiplayer é completamente viciante. Você não vai conseguir parar de jogar.

The Conduit é um game que é perfeito para os donos de Wii que se consideram gamers hardcore. É um excelente FPS, especialmente se você só possui o console branco da Nintendo. Possui ótima tecnologia gráfica, bom som e dublagem, é viciante – especialmente se tratando do multiplayer -, traz controles perfeitos e completamente customizáveis e single-player divertido. Porém, a história possui diversos clichês e se você possui outros consoles, já deve estar cansado de FPSs alienígenas e não se impressionará tanto com os gráficos.
Controles completamente customizáveis
Tecnologia gráfica surpreendente
Modo online divertidíssimo
História fraca e com clichês
Não traz uma revolução ao gênero
Muitos trechos cinzas e sem inspiração gráfica

E depois, o que vem para o Wii da High Voltage? Já foram anunciados dois games da produtora: The Grinder, outro FPS, estrelado por vampiros, lobos e zumbis, que ainda não tem data de lançamento, e Gladiator A.D, um jogo de luta, que será lançado em 2010. Ambos utilizarão o MotionPlus e a engine Quantum 3.
5 Comentários em Análise: The Conduit (Wii)
Rafael Lemos Camolez
junho 27th, 2009 at 00:58
Análise: The Conduit (Wii): http://bit.ly/6zTJr
Luigi Olivieri
junho 27th, 2009 at 01:11
Análise de The Conduit: http://bit.ly/6zTJr
Player Two
junho 27th, 2009 at 01:23
PlayerTwo: Análise: The Conduit (Wii) http://bit.ly/4moSnx
Luilidan
junho 28th, 2009 at 17:44
Baixando, expectativa mais alta possível.
@maximuscesar
novembro 16th, 2010 at 15:42
O jogo é bom… eu comprei esses dias (confesso q comprei esse mais por "falta de opção" que por qualquer outra coisa) mas único jeito de se divertir com ele é não criar muitas espectativas…