As primeiras impressões de The Phantom Pain

Não é segredo que sou um grande fã da série Metal Gear. Desde pequeno, gostava da proposta do jogo e do formato em que ele foi montado. Ir do ponto A ao ponto B desvencilhando de inimigos e câmeras sem ser visto, salvar o mundo de um holocausto nuclear, “plot twists”, doses de humor, enfim, são muitas as razões. Mas vamos ao que interessa: o capítulo final da saga!

Tudo parece bem familiar no que diz respeito à jogabilidade e mecânicas de stealth. O que mudou bastante foi o andamento da história e a introdução de um mundo para ser explorado. Nos títulos anteriores a história era linear e o ambiente era fechado. Em The Phantom Pain, no entanto, a sequência de missões, equipamentos, camuflagem, abordagem e até a hora em que a missão começa é decidida pelo jogador, isso cria infinitas maneiras de cumprir um mesmo objetivo.

O plot é deixado em segundo plano e é explicado através de fitas cassete que são recebidas no início e final das missões. Em razão disso, o número de cutscenes foi drásticamente reduzido, ao menos nas primeiras horas de jogatina. Essa redução deixa o gameplay dinâmico e dá ao jogador a escolha de se aprofundar ou não na história (mas a dica é sempre ouvir as fitas quando são recebidas!).

Outra novidade é o mundo a ser explorado, uma vez que todos os recursos para progredir no game e realizar upgrades estão espalhados pelo mapa. Os principais são metais e a vegetação; praticamente tudo pode ser feito com esses materiais. Além disso são necessárias as “blueprints” de cada arma e upgrade, que estão espalhadas pelas bases inimigas. Animais selvagens também podem ser recolhidos, alguns dele se tornando companions para missões. Os inimigos também podem ser “sequestrados” para formar um exército de mercenários.

O último ponto forte do jogo é a customização da chamada Mother Base. Como o nome propõe, ela é uma base militar administrada pelo jogador. Nela existem diversas áreas, como a ala médica, um centro de comando de operações e uma central de inteligência. É de lá que a maioria das missões são iniciadas e coordenadas. É possível ainda enviar grupos para executar missões de guerrilha (aqueles que você sequestra), criando uma fonte de renda para melhorias da Mother Base.

Até o presente momento, todas as minhas expectativas foram atendidas, na verdade elas foram superadas. A transição de jogabilidade foi bem simples e bem estruturada. Creio que o único desagrado foi a quantidade reduzida de cutscenes e a necessidade de passar horas ouvindo fitas e mais fitas.