BGS: uma vitrine para o Brasil

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Lá se foi a Brasil Game Show 2013, com cinco dias de muita correria e jogos novos para testar. Milhares de pessoas lotaram o Expo Center Norte e fizeram fila para experimentar o Xbox One e o Playstation 4, ver como ficaram os novos CoD e Battlefield e apreciar o Desafio Internacional de League of Legends, mas mais do que uma semana para jogarmos novidades e ganharmos brindes, a grande contribuição da BGS foi a visibilidade que ela deu ao país.

A facilidade de encontrar estrangeiros no evento era incrível: Warner, EA, Activision, Ubisoft Devolver Digital, Riot Games, Sony, todas essas empresas tinham em seus stands pelo menos um produtor ou designer. Alguns deles, inclusive, estavam dispostos a conversar com o público, como é o caso de Seth Killian, ex-integrante do time de Street Fighter 4 e agora representante do estúdio Santa Monica, que ficou praticamente o sábado todo sentado na praça de alimentação conversando com outros produtores e com quem se aproximava.

Quem visitou o stand da Devolver Digital pode conhecer um membro da equipe que publicou Hotline Miami 2, assim como um produtor de Skylanders que ficava sempre próximo às estações de Skylanders Swap Force. IronStylus, um dos grandes designers de League of Legends, passou os 4 dias de evento aberto em um canto da área da Riot desenhando personagens, e até pediu a opinião dos fãs para criar uma skin de Iara para a personagem Nami no último dia.

Ao mesmo tempo que foi uma reunião dos profissionais por trás dos jogos, a mídia internacional ainda está um pouco acanhada. Alguns sites fizeram matérias pré-evento com notícias que surgiam para o mercado global, como conferências de Sony, Activision e Warner, mas o único que se dispôs a vir foi o GameIndustry, que acabou publicando uma matéria enorme englobando o tamanho da feira, o crescimento do mercado e relatos de empresas.

O que faz muita falta em um evento do porte da Brasil Game Show são os desenvolvedores nacionais. Cerca de três produtoras para mobile e de advergames (jogos voltados a publicidade) representaram-nos em um cantinho do evento, mas as mais conhecidas, como JoyMasher, Behold e TawStudio, não tiveram stands representantes. É uma boa hora para alguém reunir a nata do desenvolvimento de games brasileiro e levar para um evento de público massivo.

Por mais que doa vender um rim para almoçar na BGS (não literalmente) e ter que enfrentar filas quilométricas para ver certos jogos, o reconhecimento de fora é gratificante, seja dos produtores ou da imprensa. A edição de 2014 já está confirmada para entre os dias 8 e 12 de outubro, e não há dúvidas que no quesito visibilidade, o evento e o Brasil só têm a crescer.

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão.