Candy Box: a prova que um excelente RPG não precisa de gráficos para ser bom

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Ultimamente venho procurando algo que prenda a minha atenção, que me faça querer descobrir se existe alguma coisa a mais do que é me mostrado. Em meio as pautas sobre os diversos assuntos que poderia escrever, eis que surge Candy Box. No começo olhei torto para o jogo; afinal de contas, era um jogo rodado direto do navegador cuja tela só mostrava um fundo branco, uma contagem de doces (candies) que aumentava a cada segundo e duas opções: comer todos ou jogá-los fora. Meu primeiro pensamento foi: “mas que…” junto com um desejo forte que o jogo – se é que eu pudesse chamá-lo assim – não fosse só aquilo. Como não me custava deixar o navegador aberto fui fazer outras coisas, sem saber que o que me esperava era algo extremamente divertido, com dificuldade considerável e de uma criatividade de dar inveja.

Com um começo tímido, cujas opções iniciais foram ditas no parágrafo anterior, Candy Box não entrega de cara do que o jogo se trata. Com o passar do tempo – e do ganho de doces – outras opções vão surgindo na tela quando o jogador consegue um determinado número de guloseimas. É então que somos apresentados ao “Mercador”, que oferece uma espada simples em troca de um pequena quantidade de doces, assim como poções e pergaminhos mágicos. Depois de comprar nosso primeiro equipamento outra opção surge na tela: Quest. E assim o jogo – aparentemente um RPG – se desenrola.

Graficamente falando não temos nada mais que letras e símbolos do teclado. Esse tipo de interface se chama ASCII. A grande sacada – e charme – do jogo está aí: em como utilizar apenas caracteres simples e criar todo um mundo de expectativa, vibração e frustração em cima disso. Toda a movimentação do personagem é feita automaticamente: ao entrar numa quest ele andará para a direita – se esse for o caso – e irá enfrentar todos os inimigos que aparecerem com ataques simples de espada. Você pode auxiliá-lo usando poções e magias. Caso o jogador complete a quest, uma outra se abrirá; caso ele morra, deve esperar um tempo até poder repetir a mesma. Vale dizer que morrer não causa nenhuma penalidade.

Depois de alguns dias finalmente terminei o jogo e devo dizer que valeu muito a pena! O final realmente me surpreendeu, assim como as surpresas encontradas! Quem realmente quiser dispor um tempinho para dar uma chance para o game possivelmente vai amá-lo ou odiá-lo. Para acessá-lo basta clicar aqui. Mas atenção! Quem está pensando que encontrará um RPG completo com status, level e afins pode ir se preparando! O game conta com um número bem definido – e pequeno – de quests e de itens. Sendo assim tenha em mente que é um trabalho simples, porém feito com muita qualidade!

About Kaio Rodrigues

Único sobrevivente dessa página maravilhosa chamada PlayerTwo.com.br, junto com o fundador. Amante de jogos independentes de fan-made, passo parte do meu tempo sonhando em um dia ser jornalista de games.

  • Luan

    bom artigo, o jogo é excelente, e muito viciante.