Child of Light, o jogo poesia

child of light

Há muita discussão em torno de games serem arte ou não. O curador do Museu Smithsonian acha que sim, a digníssima Ministra da Cultura Marta Suplicy pensa o contrário. Opiniões à parte, o recém lançado Child of Light é, queiram ou não, uma verdadeira obra de arte.

O game da Ubisoft mescla elementos de plataforma e puzzle com RPG, contando com um sistema de batalha por turnos muito dinâmico, com uma barra de tempo que rege a velocidade com que são realizadas as ações e que pode ser manipulada com algumas habilidades, permitindo que o jogador surpreenda inimigos mais lentos. Esse é um conceito que poderia muito bem ser introduzido em todos os role-playing games.

A originalidade do jogo, entretanto, está na direção de arte. O visual é, quase literalmente, uma pintura de tão belo. Os gráficos são estilizados, lembrando Okami, outra obra de arte dos games. O jogador é guiado por uma história cativante que parece extraída dos contos de fadas, sob a pele de Aurora, filha de um nobre que morreu e acordou em um mundo completamente diferente.

A parte mais criativa de tudo é que Child of Light é um poema jogado. Todos os diálogos rimam. Todos. Em português brasileiro. A Ubisoft pecou em não dublar a maior parte das falas, mas isso não tira a grandiosidade do título. Talvez apenas lendo esse texto não seja possível compreender a experiência de CoL, portanto a versão demo do jogo é muito recomendada.

O game em si custa 30 dilmas na PSN brasileira e está disponível para PS4, PS3, X360, XBONE e PC, tendo um custo-benefício muito favorável, especialmente nos consoles da nova geração, que ainda sofrem com a escassez de títulos.

Child of Light entrou no hall dos jogos artísticos, juntando-se a nomes de peso como Journey, Okami, Muramasa: The Demon Blade, Hotel Dusk Room 215, entre outros games que valorizam muito a direção de arte bem elaborada e acrescentam muito à velha discussão: jogos são arte?