Conheça Drawing The Path, o próximo game brasileiro!

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Nessa semana, a Google Play Store vai receber um novo game brasileiro. O PlayerTwo obteve acesso exclusivo ao jogo e conversou com o desenvolvedor Thiago Neves sobre “Drawing the Path” e a dificuldade de se fazer jogos em terras tupiniquins.

O jogo consiste em desenhar linhas que devem guiar uma bolinha a um alvo passando por diversos obstáculos ao longo de seu caminho. Os estágios são bem diversificados e o game apresenta 4 mundos com 20 fases em cada, tendo muitos puzzles para serem solucionados e um fator replay bem interessante. Um misto de Apparatus (Android) e Kirby: Canvas Curse (DS). Essa é a impressão que fica após experimentar dezenas de fases de Drawing the Path.

Os smartphones têm, ultimamente, recebido games cada vez mais complexos, e DtP vai contra essa tendência, trazendo uma experiência desafiadora e viciante, mas ao mesmo tempo simples e intuitiva como um jogo de celular deve ser, apesar de pecar em alguns detalhes da jogabilidade e da física, o que não tira o brilho do game. Drawing the Path estará disponível gratuitamente no dia 5 de setembro para Android.

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Confira a entrevista com o desenvolvedor do jogo:

PlayerTwo: Você já curtia jogos desde pequeno? Quando começou a se interessar?

Thiago Neves:  Sim, mas nunca tive videogame. Sempre jogava na casa de minha irmã, pegava uma fila de uns 20 minutos, e na minha vez não jogava 1 minuto. O jogo era o River Raid. A única coisa que eu gostava de fazer no computador, além de jogar, era tentar programar, mas como não tinha internet na época, só um SDK de Visual Basic, eu não conseguia fazer praticamente nada além de executar meu nome num box de mensagem e achava isso o máximo. Depois de muito tempo, fui trabalhar na faculdade e cursei Sistemas de Informação e para treinar programação desenvolvia pequenos joguinhos, como jogo da vela, jogo da forca, etc…

P2: Quais são seus games favoritos?

TN: Gosto do Pro Evolution Soccer, Street Fighter e jogos mobile de puzzle, são vários os que jogo.

P2: Se inspirou em algum pra criar o Drawing the Path?

TN: Estava desenvolvendo outro game, e como é normal, a gente vai pensando em outros projetos, então surgiu a ideia desse jogo, mostrei para algumas pessoas e elas gostaram mais do que o projeto que estava em desenvolvimento. Pausei o outro para me dedicar ao Drawing the Path. Não tive nenhuma inspiração especifica mas, como disse, gosto de jogos com física e puzzle, misturei os dois. Depois quando estava na finalização do game, outras pessoas me mostraram alguns parecidos.

P2: Como foi o desenvolvimento do jogo e quanto tempo levou?

TN: Na parte de programação, tive um pouco de dificuldade na questão da física. Na parte do áudio, consegui alguns gratuitos na web. Os desenhos foram feitos pelo Alexandre Belmonte. Se você não domina uma parte do projeto, é melhor conseguir alguém que domine, como no caso da arte. Perdi umas duas semanas e não saiu nada. O tempo total foi de aproximadamente 5 meses.

P2: Você acha que o Brasil deveria investir mais em incentivo para desenvolvedores de jogos?

TN: Com certeza, é uma área em pleno crescimento, mas aqui é tudo muito burocrático. O governo só vai dar importância quando ele puder se beneficiar de alguma forma, infelizmente a cultura do nosso país é assim. Quem desenvolve games no Brasil são guerreiros, aliás, com essa administração, quem trabalha dignamente é um guerreiro.