Conheça Pac-Man 256, a melhor adaptação do clássico para os dias atuais

Pac-Man-256

A Bandai Namco já incluiu seu principal mascote em mais de 60 games ao longo de 35 anos de história, desde quando a empresa era só Namco. No entanto, após uma série de desventuras ao tentar atualizar Pac-Man, finalmente um novo game surgiu com uma proposta realmente interessante.

Uma das tendências mais recorrentes entre os jogos de celular são os chamados infinite ou endless runners. Esse gênero te coloca na pele de um personagem que corre sozinho indefinidamente e cabe ao jogador livrá-lo dos obstáculos pelo caminho. Nesse gênero estão games como Temple Run, Jetpack Joyride e o temido Flappy Bird.

Agora imagine um game que misture os labirintos do clássico dos arcades, mas no formato infinite runner. Pac-Man 256 brinca com um glitch do jogo original de 1980, que forçava uma kill screen – fase impossível de vencer – quando o jogador alcançava o nível 256, pois metade da tela era invadida por letras e números coloridos. Esse problema acontecia porque a arquitetura 8-bit do game comportava apenas 256 valores, ou seja, de 0 a 255. Por isso a fase 256 não estava prevista para acontecer.

No jogo de 2015, essa limitação não existe, mas se o protagonista amarelo não se apressar, ele pode ser engolido por esse glitch que vai devastando a tela com caracteres coloridos. Como se isso não bastasse, além dos fantasminhas clássicos Inky, Blinky, Pinky e Clyde, Pac-Man tem que se preocupar com outros três oponentes novos, cada um com características próprias.

A trilha sonora do game é um capítulo à parte. Os efeitos do jogo original foram remixados e transportados para o século XXI de forma a fazer parecer que foram compostos com a tecnologia atual. Diferente da tentativa, por vezes frustrante, de criar uma imagem realista da bolinha amarela comedora, a Bandai Namco optou por um visual pixelado, mas tridimensional ao mesmo tempo, trocando os píxels individuais por cubos, o que respeita a tradição mas dá um ar de novidade.

Foram acrescentados alguns power ups interessantíssimos ao game, que ajudam o herói à medida que ele avança pelo labirinto infinito. Quanto mais pontos conquistados, mais habilidades são desbloqueadas, mas para se jogar com elas é necessário gastar os créditos que se pega ao longo do jogo. O único porém é o modelo freemium que o game adota, com anúncios e uma limitação de partidas por tempo. Existe também a opção de jogar sem esses poderes, que não é restringida.

Pac-Man 256 é um dos melhores exemplos de como se adaptar um clássico para os tempos modernos respeitando suas tradições e ainda brincando com sua história. Não perde em nada para nenhum game de hoje, muito pelo contrário, e ainda presta um belo culto aos 35 anos desse ícone da cultura pop.