Crowdfunding: uma opção para desenvolvedores pequenos e grandes

Silent Hills poderia ser tornado realidade com outro nome via crowdfunding

Nos últimos anos, a internet tem se mostrado cada vez mais eficiente na organização de métodos alternativos de financiamento de projetos, e o crowdfunding é a forma mais comum de viabilizar uma boa ideia que não teria recursos para ser colocada em prática se não fosse a mobilização coletiva.

Podendo ser organizado por meio de diversos sites, o crowdfunding – ou a vaquinha, para os mais íntimos – é amplamente utilizado para jogos indies, de estúdios pequenos ou startups que não dispõem de capital para investir na produção de um game.

Um exemplo recente de ideia que vem levantando fundos por esse método é Night Terrors, que deverá ser feito para iOS, Android e Windows Phone, e promete colocar monstros e fantasmas dentro da casa dos jogadores por realidade aumentada.

Quem quiser ajudar com a campanha pode doar de 5 a 30 mil dólares, ganhando recompensas variadas dependendo do valor, desde o download do game até ajudar no desenvolvimento, dando palpites e auxiliando com ideias aterrorizantes para o jogo. Mas essa prática é válida apenas para estúdios pequenos?

Ainda não tivemos nenhum grande exemplo de financiamento coletivo iniciado por parte de uma empresa de peso no mundo dos games, mas a iniciativa valeria muito a pena em diversos casos. Imagine um remake de Chrono Trigger, ou uma localização para toda a série Mother, ou ainda a ressurreição da parceria entre Hideo Kojima e Guillermo Del Toro para criar um game de terror nos moldes de Silent Hills mesmo sem o aporte da Konami.

Não fosse a teimosia dos grandes nomes da indústria em continuar apostando apenas no modelo tradicional, essas e outras coisas poderiam muito bem acontecer. O próprio Silent Hills, após ser cancelado, já ganhou o apoio da comunidade e tem uma petição com mais de 70 mil apoiadores para que volte a ser produzido.

Tudo isso seria possível com a ajuda de crowdfunding. As possibilidades são infinitas. E os desenvolvedores grandes podem oferecer desde conteúdo exclusivo até visitas com tudo pago aos estúdios para os jogadores que contribuírem com os projetos. Esse é um modelo de negócios que vem dando muito certo e que não dá sinais de decadência, e poderia perfeitamente ser utilizado por criadores de games de todos os tamanhos.