O primeiro dia de BGS 2013

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Depois de uma longa contagem regressiva no site da organização, e uma prévia em vídeo do PlayerTwo, finalmente começou a Brasil Game Show 2013. O maior evento de games da América Latina está de portas abertas até a terça feira, com tudo que alguém deveria precisar na vida: videogames, comida e gente com Street Pass ligado.

O primeiro tópico a abordar sobre a feira precisa ser sobre a nova geração, por ser a primeira vez dos consoles novos no Brasil. A Sony levou 32 Playstation 4 para degustação, e apesar dos maiores destaques serem Killzone e Assassin’s Creed, dois jogos não muito novos, o que o visitante deve procurar é Knack e o conjuntinho de indies Octodad e Contrast. Como a Sony vai ganhar um post só para ela em breve, vamos à Microsoft.

Enquanto a japonesa ostentava com mais de 30 consoles, a MS manteve-se mais tímida. Sua apresentação aconteceu no próprio stand, na qual falou sobre os detalhes do Xbox One e anunciou o aumento no preço do Xbox One de 2200 para 2300 reais (tem que aproveitar que o único concorrente está custando 4k). Apenas dois One estavam prontos para jogar, ambos rodando Killer Instinct, o que foi meio decepcionante, mesmo tendo a informação que a partir do dia 26 devem estar disponíveis Ryse, Forza 5 e Dead Rising 3.

Para quem esperava uma ausência completa da Nintendo, eis uma surpresa: ela está presente no evento. Tudo bem, é só uma moça vestida de Zelda no stand da Live TIM, mas já vale. Nintendo também  está presente nas lojas, com tanto a Saraiva quanto as Americans vendendo seus jogos e consoles, incluindo muitas cópias de Pokémon X/Y.

Os dois consoles da nova geração devem receber bastante atenção nos próximos dias, mas não são os únicos na BGS 2013. Para os consoles atuais podem ser jogados Assassin’s Creed 4, Call of Duty: Ghosts, Battlefield 4, Diablo 3, Batman: Arkham Origins, Need for Speed Rivals e Dying Light, entre muitos outros que Warner, EA, Activision, Ubisoft e companhia oferecem para testes nos próximos dias.

Lembram do stand da Seven, que prometia abalar a BGS com seus shows e convidados? O espaço preparado pela escola de computação gráfica é realmente impressionante, com diversos arcades e uma eventual apresentação de uma banda de gaming music. O problema é que eles colocaram dezenas de funcionários extremamente pegajosos para vender cursos da Seven a qualquer custo – fui interrompido duas ou três vezes enquanto jogava MvC3 por funcionários querendo meus dados. Não passo na frente daquele stand de modo algum.

Todos já esperavam um espaço grandioso para League of Legends, e a Riot entregou um palco impressionante para as disputas do Desafio Internacional, com pitadas que lembram o Mundial. Já a brasileira Hoplon parecia vir mais modesta, só que surpreendeu, tanto no tamanho do stand quanto na qualidade de seu MOBA Heavy Metal Machines, que vale a pena dar uma jogada, nem que seja para conhecer os produtores que estão lá de plantão.

Agora é hora de falar da parte triste. A organização de evento liberou a entrada de mochilas, mas sair do evento e voltar com o mesmo ingresso não é permitido, assim como levar comida de casa, então os preços de alimentos estão lá no alto. Um almoço decente está entre 20 e 25 reais, o que parece aumentar bastante quando se considera que são 4 dias de evento aberto ao público. A única opção para quem quer economizar é viver de doces, pois as Americanas estão vendendo bobagens diversas pelo preço de fora do “Território FIFA” que parece ser instaurado na praça de alimentação da BGS.

Entre algumas decepções e muitos jogos, esse foi o primeiro dia de Brasil Game Show 2013, exclusivo para imprensa e VIPs. Amanhã a feira abre suas portas para o público, e o número de atrações deve aumentar consideravelmente, assim como o nosso tempo para rodar pelo evento e caçar stands menores, como alguns indies brasileiros.

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão (@luigilol).