E o tal do PS Vita?

ps vita

Quase três anos depois do lançamento do Playstation Vita, a quantidade de jogos atraentes do portátil é quase nula e a diferença de unidades vendidas entre ele e o principal concorrente é monstruosa – praticamente impossível de reverter, eu diria. Afinal, o que houve com o tal Vita?

Nos antigos idos de 2011, a disputa entre DS e PSP havia se encerrado há tempos, coroando o produto da Nintendo como grande campeão sem possibilidade para discussão. A nova geração de portáteis seria representada por 3DS e PS Vita, e a princípio o console da Sony aparentava ter vantagens

O hardware do 3DS é inegavelmente inferior, correspondendo a um intervalo entre Nintendo 64 e Game Cube. Já o Vita corresponde a quase um PS3, com gráficos inacreditáveis para um portátil. No entanto, o pequeno notável da Nintendo já vendeu 44 milhões de unidades, contra míseros 4 milhões do concorrente.

A Sony não aprendeu com a derrota do PSP, muito pelo contrário. Ela apostou em um hardware mais robusto ainda – o DS também era menos potente na época – e se deu mal novamente. Não que o 3DS tenha uma biblioteca de títulos tão ampla quanto o seu antecessor, mas é muito mais diversificada que a do Vita, cujos exclusivos de peso podem ser contados nos dedos.

O problema de um sistema muito potente é que desenvolver jogos torna-se mais caro e, por conseguinte, mais arriscado. Um estúdio de menor expressão não pode se dar ao luxo de produzir um game para Vita e correr o risco de ter prejuízo com as baixas vendas.

Isso faz com que o 3DS seja mais seguro para os desenvolvedores, o que o torna uma plataforma mais atraente também para os consumidores, já que há mais jogos para ele. Se o Wii sofreu com a falta de apoio das thirds no fim de seu ciclo, o Vita é que enfrenta esse obstáculo hoje.

Se é melhor fazer games para o 3DS, o portátil da Sony tem menos games, e assim atrai menos jogadores, o que faz suas vendas serem menos expressivas e o torna mais arriscado ainda para os estúdios. Essa espiral se repete indefinidamente, e três anos depois de seu lançamento a situação já é irreversível. Ironicamente o PS Vita foi vítima de sua própria qualidade, o hardware mais potente.

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  • Lucas

    Vendi meu vita faz uns 4 meses. Vi que no rítmo que estava indo, o console simplesmente desapareceria depois de um tempo. Vendi enquanto ainda vale alguma coisa.

    Muito triste, tinha muito potencial. Mas considerando seu tempo de vida, acho que não tem mais jeito.

  • Alex Jacket

    péssima matéria.
    O PSP não foi um fracasso, amigos. Por muito tempo este na frente do ps3 em vendas. A situação é que ele vendeu menos que o DS (que é o segundo videogame mais vendido da história, muito próximo do ps2). O PSP vendeu 60 milhões de unidades. Isso é fracasso?
    O vita tem mais vendas que quatro milhões, está chegando em dez (ainda bem pouco comparado ou 3ds e bem pouco comparado ao tempo de vida dele).
    O 3ds tem uma bibliota muito ampla sim… Arriscaria dizer que, em qualidade, tão grande ou maior que a do DS.

  • Mais estudo nos próximos posts,

    vita ja vendeu quase 10 milhões e o 3ds ja vendeu mais de 45 milhões até setembro de 2014.
    pesquise e depois de confirmar poste.

  • Jay Silva

    Até a Sony sabe disso. Na maioria das vezes ele é mais lembrado como um acessório do PS4 do que um console portátil.
    Só vai vender se destravarem e poder rodar alternativos.

  • Cácio Gonçalves Ferreira

    Prefiro meu PSP. Bem mais divertido.

  • Richard Mathias Aguiar

    Com o PSNow, o Vita se torna irrelevante para a Sony, o que ela deveria fazer é uma capa dando aos smartphones recursos do Dualshock 4 do PS4…