E se a ditadura fosse contada pelos videogames?

battlefield

Estamos na semana em que o golpe militar completa 50 anos. Naquela época, os games mal engatinhavam, mas e se eles pudessem contar a história desse período sombrio do Brasil?

Tudo começaria com um Sid Meier’s Civilization, em que o presidente estaria tentando realizar reformas sociais para reduzir a miséria. No entanto, uma guerra ideológica estava em curso no cenário internacional, e, com isso, surge um Battlefield, em que o exército toma o poder para evitar que o país enverede por rumos duvidosos.

No começo, a ideia parecia boa e tanto a população quanto a imprensa apoiaram, como um Pac-Man correndo atrás de um fantasma azulado. Pouco tempo depois, contudo, o fantasma revelou sua face e o pobre herói redondo teve de se virar pelos labirintos para fugir das garras do inimigo.

Quando as pessoas se deram conta do que estava acontecendo, um grupo de artistas munidos de violões e belos acordes, como em Guitar Hero, começaram a caminhar e cantar e seguir a canção para conscientizar o povo de que estavam vivendo uma ditadura cruel. Porém os soldadinhos de Battlefield tentaram calar os músicos de todas as formas, e Guitar Hero acabou sendo descontinuado.

Durante os anos mais tensos do regime militar, algumas pessoas que tentavam resistir entravam em um portal, como no game de mesmo nome da Valve, e desapareciam. Alguns voltavam, outros acabavam se perdendo em algum porão sujo.

Claro que também haviam alegrias. Em um momento “FIFA”, o Brasil foi tricampeão mundial no México e levantou a taça para delírio da torcida, fazendo da seleção canarinho a primeira a ganhar três copas do mundo. Enquanto isso, a economia vivia um verdadeiro milagre, como aqueles conquistados em boas administrações do SimCity.

Nenhum tiro foi disparado – talvez alguns membros da ordem de Assassin’s Creed contribuíram para isso – e, aos poucos, o Brasil foi voltando a se redemocratizar. Quando tivemos a primeira eleição em muitos anos, a princesa estava em outro castelo, e o presidente não foi eleito diretamente pelo povo, além de ter falecido pouco tempo antes de assumir o cargo.

Com o tempo, porém, reconquistamos o direito de votar em nossos governantes e agora vivemos numa sociedade tão livre quanto uma jogatina descompromissada de GTA – com seus prós e contras, é claro.

Essa foi uma versão reduzida e condensada da história, contada de uma maneira didática, para que o PlayerTwo não deixe de relembrar essa data tão conturbada e importante para nosso país.