Journey – A experiência

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Journey é um jogo que dispensa apresentações, porém, se você acabou de voltar do exílio ou de alguma caverna pré-histórica, nós explicamos para você. Journey é um jogo desenvolvido por aquela empresa de jogos, a thatgamecompany e lançado para a PlayStation Network, ou PSN para os íntimos, e este título trata de… do que Journey se trata? Essa talvez seja a pergunta mais difícil de se responder em relação a jogos de videogame, ou talvez nem haja uma resposta, o que é o mais provável.

O maior motivo pela dificuldade em se responder a pergunta proposta no parágrafo anterior é pela experiência subjetiva proporcionada ao se jogar Journey. À grosso modo, você entra na pele de um personagem não identificado que está em um deserto e seu objetivo é chegar ao topo de uma montanha que fica ao horizonte. Para completar essa tarefa, seu pequenino personagem poderá executar duas ações: andar e pular. O que parece ser simplório demais para um padrão onde uma curta sequência de comandos faz seu personagem dar um salto triplo carpado (estou olhando para você, Mario), acaba por se tornar talvez a maior viagem da sua vida.

Se você já teve a oportunidade de colocar as mãos neste maravilhoso título, o convido a ler esse artigo e compartilhar conosco tudo que pôde sentir enquanto jogava e a marca que ele deixou em você. Se ainda não jogou e está preocupado com spoilers, fique tranquilo, pois eu poderia descrever tudo o que acontece no jogo nesse artigo e mesmo assim não atrapalharia sua experiência, que será única.

Você está sozinho. A única coisa que tem ao seu redor é areia, e mal demos o primeiro passo e já nos perguntamos: O que eu estou fazendo aqui? De onde esse personagem saiu? Para onde vou? Mal começamos e nossas primeiras perguntas são as mesmas que inúmeros filósofos questionam há milhares de anos. Além do deserto, a única coisa que podemos ver é uma montanha ao horizonte com uma estranha luz emanando do seu pico. E assim a jornada começa.

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Não posso negar, mas a primeira coisa que fiz ao começar Journey foi procurar pelas dunas para deslizar, já tinha visto vídeos do jogo e fiquei brincando que nem criança naquele mundo desconhecido.Até então, estive vagando sozinho pelo deserto e pelas ruínas espalhadas, procurando avançar até meu objetivo, até que de repente, olho pro lado e tem alguém andando comigo!

Fiquei bastante eufórico quando alguém aportou no meu jogo pela primeira vez, ou será que foi o contrário, e eu entrei no jogo dele? Diante dessa e de tantas outras questões que surgirão, a verdade é que não há importância, pois o que torna Journey uma experiência singular para quem está atrás do controle é que cada um dará o seu significado.

Até mesmo a presença de outro jogador pode ter qualquer significado. Como era marinheiro iniciante, o primeiro (ou primeira?) companheiro que tive funcionou mais como um guia para mim, até eu ficar abusado e começar a querer disputar corrida e de repente a experiência ficou interessante, até que finalmente o passei, e, quando olhei para trás, percebi que fomos desconectados.

Para mim, os momentos mais emocionantes foram aqueles onde as gravuras de um suposto passado eram reveladas a cada ponto do jogo, e de uma maneira que não sei explicar como, a história daquele povo que por fim se destruiu foi bastante comovente. Ao final da jornada, foi difícil conter as lágrimas e evitar o desespero enquanto o pequeno ser ficava lento a cada passo e o meu companheiro ficava cada vez mais distante. Peço desculpas ao amigo que me deixou jogar, porque acho que ninguém tinha pressionado a alavanca do controle para cima com tanta força.

Por fim, o objetivo desta matéria na verdade não é apenas passar a minha experiência com Journey, mas para debatermos nossos pontos de vista e, principalmente, o que vivenciamos ao fazer essa jornada. Portanto, vamos interagir e deixe seu comentário logo abaixo!