Finalmente fincamos a bandeira do Brasil na BGS

Jogo Guerreiros Folclóricos, da Unique Digital Entertainment
Jogo Guerreiros Folclóricos, da Unique Digital Entertainment

Apesar do nome da feira, ainda não tínhamos dado sentido à letra B da sigla BGS. O Brasil vem ganhando cada vez mais espaço no cenário internacional de games nos últimos anos, e isso deve ser valorizado. Na edição 2015 da BGS, pudemos notar essa crescente de maneira bem clara.

A área voltada aos desenvolvedores independentes cresceu e ficou cinco vezes maior que no ano passado. Além disso, o interesse do público também foi um ponto positivo: os estandes indies estavam cheios.

A mitologia brasileira foi explorada de forma inventiva em games como KriaturaZ, do estúdio Messier, e Guerreiros Folclóricos, da Unique. Ambos os games resgatam o folclore para criar uma experiência AAA com elementos do Brasil.

Outros jogos nacionais que obtiveram destaque foram Horizon Chase, de corrida, e Get Over Here, de luta, apresentados pelos desenvolvedores, respectivamente André Chiappetta e Sandro Manfredini, na conferência da Sony, lado a lado de anúncios da Capcom, Konami, Treyarch e Electronic Arts.

Por falar nas empresas grandes, grande parte do conteúdo apresentado por elas teve um enfoque específico para o público brasileiro. Yoshinori Ono apresentou Laura, a nova lutadora brasileira de Street Fighter V, vestido de Blanka, outro herói nacional da franquia.

Os dubladores de Cavaleiros do Zodíaco subiram ao palco junto do produtor Ryo Mito para falar sobre a dublagem do novo game de Saint Seiya e fazer a alegria dos mais nostálgicos bradando golpes clássicos com as vozes dos personagens.

Além disso, Naruto Shippuuden Ultimate Ninja Storm 4 terá uma DLC exclusiva para o Brasil trazendo novas roupas para os personagens.

Ainda temos um longo caminho a percorrer, mas o saldo da BGS 2015 foi muito positivo e mostrou que o Brasil está se posicionando mais e mais no mapa mundi dos games.