Luigi no Templo da Água: 3DS europeu ou brasileiro?

swansea

Olá pessoal do blog, aqui é o Luigi. Em um mês vou sair do Brasil e passar um ano estudando em Swansea, no País de Gales (Reino Unido), uma experiência que eu espero que seja bem incrível, principalmente por ser em um lugar que o mercado de games é bem mais aberto que aqui.

Nesse tempo, pretendo ir nos grandes eventos europeus, visitar museus temáticos, comprar muito jogo e quem sabe até visitar algum estúdio de lá, mas seria um desperdício guardar tudo que eu passar e encontrar por lá para mim. Por isso resolvi criar o Luigi no Templo da Água, uma coluna em texto, e depois em vídeo, para compartilhar todas essas experiências, e também porque só chove na cidade.

O primeiro assunto vai combinar com o período que eu vivo agora: as dúvidas sobre o que levar. Já faz um bom tempo que estou de olho em um 3DS XL, então me veio a dúvida entre pegar um por lá ou já comprar um brasileiro antes de viajar. Pesquisei um pouco sobre isso, ouvi conselhos de amigos e deu para pegar algumas vantagens e desvantagens de cada.

Na hora de comprar, quem leva a dianteira é o europeu. Sempre foi uma vontade minha ter um console edição especial, principalmente algum daqueles Nintendo 64 colorido ou com tema do Pikachu. No Reino Unido é normal achar modelos especiais de 3DS XL, como o de Pokémon e o de Zelda, por um preço legal (até 200 libras ~ 750 reais).

A Nintendo tem uma loja virtual oficial lá, com vários modelos e bundles por volta desse preço. Aqui no Brasil o modelo básico do XL já é 1100 reais, então o valor de um especial já ultrapassa muito o valor. Tem sempre a opção de ir para o fórum do UOL, Mercado Livre ou alguma loja na Santa Ifigênia, mas é difícil ultrapassar a marca de 1000 reais.

3ds pokemon

A conta para os jogos já é um pouco mais complicada. Aqui eles saem por 100 a 150 reais cada, enquanto no Reino Unido são 25~35 libras (95 a 135 reais). O preço pode ser bem próximo, mas lá, o mercado de usados é muito maior, tendo Amazon, GAME e ShopTo com games novos e seminovos pra vender, que saem por 10 a 25 libras (40 a 95), além de poder aproveitar sem problemas qualquer promoção que eu encontrar em lojas físicas e pela web.

O ruim é que ao voltar vou ter que importar qualquer jogo que eu quiser, ou então comprá-los pelo eShop, já que ele tem trava de região dividida por Europa, América e Oriente. Ter o 3DS brasileiro lá também teria esse problema, mas só por um ano, e a importação de jogos dos EUA para o Reino Unido é muito mais simples.

Jogos brasileiros tem outras duas vantagens: a primeira é que algumas jogos atrasam consideravelmente por lá, e como temos uma agenda parecida com a dos EUA, isso acontece pouco. Mario Party: Island Tour, Animal Crossing New Leaf e Scribblenauts Unlimited sofreram com isso, e nunca é legal ter que esperar mais que as outras regiões para receber o game.

A outra é que certos jogos tem problemas de compatibilidade no multiplayer pela trava de região. Não consegui achar no histórico o link para isso, mas é fato que certos jogos não conseguem interagir em multiplayer local ou online se forem de regiões distintas. Como eu vou voltar para o Brasil em um ano, isso pode ser um probleminha ao chegar aqui.

Escolher um vai do gosto pessoal, depende do quanto cada ponto pesa, mas no meu caso poder comprar um console com uma decoração legal, algo que nunca pude fazer no Brasil pelo preço absurdo de um, é bem decisivo. Comprar jogos usados também é algo que me acostumei por causa do DS, então dá para se divertir sem pagar tanto assim, além de curtir muito ter as caixinhas pela arte de capa (que é bem melhor na Europa, vide Zelda Phantom Hourglass abaixo) e pra poder enfileirar na estante.

zeldas
Americano na esquerda, Europeu na direita

Quando voltar, sempre tem a opção de vender o 3DS por lá e voltar com grana para comprar um no Brasil, ou manter o 3DS europeu e importar ou comprar pelo eShop. Uma opção que eu vi e parece ser bem viável é pedir um 2DS para algum conhecido que for para os EUA. Pagar 120 dólares nele é bem aceitável, e assim é possível aproveitar o melhor dos dois mundos.

Agora você me pergunta: por que você não esquece o 3DS e compra um Vita logo, que não tem trava nenhuma de região e agora tem o fantástico Tearaway na biblioteca? Tearaway é realmente um jogo demais, e seria muito mais prodente comprar um Vita por causa da trava de região, mas eu tenho um caso com os portáteis da Nintendo.

Sempre gostei muito deles e o DS é o melhor portátil que já tive, tanto que eu tive 4 (um roubado, um quebrado, um da minha irmã e finalmente o meu DSi), além do meu gosto por jogos se aproximar mais dele. RPGs, Puzzles e esses jogos mais levinhos que tem no 3DS são bem mais a minha cara que um simulador de corrida ou um Assassins Creed da vida. Mas se você não tem esse apego pela Nintendo, dê uma olhada no que o Vita oferece e vá em frente.

Como eu disse lá em cima, de início essa coluna será em texto, mas assim que eu chegar em Swansea vou passar a gravar vídeos para compor o Jogando com os Cisnes. Se a quantidade de conteúdo for muito alta há a opção de transformá-lo em quinzenal ou coisa do tipo, mas de início, ele será lançado todo dia 20 até fevereiro de 2015. Não percam!

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão.