Jogos usados: uma solução para os preços altos no Brasil?

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Os preços abusivos de jogos no Brasil são de conhecimento geral, e muito já se debateu sobre esse assunto e as causas desse problema. Vamos falar então de soluções, mesmo que paliativas, para driblar as cifras que separam os consumidores de horas e horas de diversão. Você já pensou em entrar no mercado de usados?

Uma saída muito comum no setor automobilístico, que sofre de sintomas semelhantes ao de eletrônicos no nosso país, a reutilização de produtos semi novos pode ser uma prática muito saudável para o bolso dos gamers.  Além de sites como o Mercado Livre, OLX, Bom Negócio e outros do ramo, existe também uma rede social especializada em trocas de jogos usados, e a ideia surgiu exatamente por causa do preço dos games.

“Começamos algo que tinha como único objetivo ajudar os gamers brasileiros, oferecendo a eles uma ferramenta que fosse robusta e bem elaborada, com diversos recursos e facilidades, para realizarem as trocas da melhor forma possível e, conseqüentemente, terem acesso a novos jogos”, relembra Flávio Banyai, fundador do TrocaJogo, que permite que seus usuários negociem trocas entre si.

De acordo com ele, os valores são altos “devido à elevadíssima carga tributária que é aplicada sobre os games”, mas pelo fato de serem vendidos por vários varejistas, poucos meses após o lançamento já é possível encontrar boas ofertas. “Mas o ideal mesmo é que esses preços fossem mais baixos desde sempre”, acrescenta.

Apesar de ser uma excelente ideia, a ferramenta também passou por apuros até se adequar a um modelo de negócios auto sustentável. “Quando lançamos o site acreditávamos que seria possível viver de publicidade. O problema é que, infelizmente, isso está longe de ser uma verdade, embora haja, sim, serviços e meios que a utilizem como único meio de monetização”, lamenta Flávio.

Com a chegada dos consoles novos, as bibliotecas completas podem ser adquiridas por download, e é claro que isso tem um impacto grande para o mercado de usados. “As pessoas em geral ainda têm grande apego à mídia física de seus jogos, porém semelhante ao que ocorreu com os CDs de música, é questão de tempo até as pessoas perceberem que o mais importante é o conteúdo, e não o meio”, admite, apesar de enxergar uma luz no fim do túnel: “Há também um outro lado nessa história, que é a infraestrutura de internet nos países, principalmente aqueles em desenvolvimento, que também são grandes consumidores de games”. 

Em meio a essa encruzilhada, será que, num futuro próximo, só existirão títulos digitais? E se nosso destino for esse, não poderemos mais economizar com usados? Flávio Banyai não acredita nessa projeção. “Conhecendo a força que a comunidade gamer tem e o barulho que ela faz, podemos assumir que não aceitarão um console que as impeça de trocar seus jogos. Se isso será feito de mídias físicas ou através de um serviço que os fabricantes desenvolverão, só o tempo dirá”, conclui. 

  • O preço de jogos para console é alto, mas não só no Brasil. Um jogo custa U$ 60,00, com o câmbio atual de R$ 2,50 chegamos a R$ 180 em conversão direta. Em média os jogos custa R$ 200,00 (não estou contanto seasson pass). Quero dizer que o preço é alto, mas não só por aqui, é abusivo também com os gringos.

    Todavia, excelente o site, realmente não conhecia.

    • Paulo

      Pra eles não é caro, se for pensar, eles trabalham e recebem em dólar em consequência compram em dólar, significa que é igual a zero(2=2), mesma coisa aqui recebo em real e compro em real. O preço fica mais alto pra gente porque tem a conversão, mas pra eles é bem mais em conta

    • mas vc tem que considerar salario mino br 730;; salrio minimo americas 1500 doletas ou seja 4500