Mulheres nos games

Samus Aran

Desde que o primeiro píxel se movimentou numa tela, controlado por um joystick, existe forte preconceito em relação às mulheres no cenário gamer. As raras garotas que se aventuram no mundo dos videogames são tidas como inexperientes e indefesas, e muitos marmanjos não aceitam competir com elas, sob o argumento de que “jogos não são coisa de mulher.”

Essa lógica, no entanto, está se mostrando cada vez mais ultrapassada. Não só porque existem cada vez mais meninas jogando, mas também porque existem cada vez mais jogos voltados para o público feminino. A explosão dos jogos de dança é um bom exemplo disso. E mesmo nos games mais tradicionais, a maneira de ver as mulheres está se tornando mais igualitária.

A mudança começou muito tempo atrás, quando os fãs de Metroid ficaram surpresos ao descobrir que a pessoa dentro da armadura era, na verdade, a bela Samus Aran. Anos mais tarde, Lara Croft foi quem encarnou o papel de protagonista em Tomb Raider. E até mesmo a estereotipada Princesa Peach já teve seu dia de personagem principal, salvando o encanador bigodudo em Super Princess Peach.

O estereótipo de mocinha indefesa vem sendo desconstruído a cada dia, e Neil Druckmann, diretor de criação da Naughty Dog, empresa responsável por The Last of Us, acredita que a indústria de games está evoluindo na maneira de narrar histórias com personagens femininas fortes e independentes.

Um certo apelo sensual ainda se mantém em alguns títulos, mas a tendência dos jogos em geral é focar mais na personalidade e menos nos peitos, mostrando que videogame é, sim, coisa de mulher também.

  • luigiol

    Concordo com tudo, menos a parte da dança. Adoro jogo de dança hahahah!