Não se fazem mais vilões como antigamente

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Não se fazem mais vilões como antigamente. Os mais nostálgicos adoram se gabar dos bons e velhos tempos. E realmente o desenvolvimento de games mudou muito desde os longínquos anos 70 e 80. Será que é algo ruim o fato de os antagonistas terem perdido as características que uniam malvados clássicos como Bowser, Eggman e Neo Cortex?

A empatia desenvolvida pelos personagens até meados da década de 1990 se dava principalmente graças ao apelo visual. Cores fortes, formas definidas e expressividade instantânea. Você sabia que estava frente a frente com um chefão simplesmente de olhar para ele.

Não que esses vilões tenham acabado nos dias de hoje, especialmente nas produções de estúdios independentes, mas a tônica dos jogos de alto orçamento é ter cada vez mais personagens complexos, sem tanto carisma imediato, e que precisam desenvolver uma relação e ter suas histórias contadas.

Pois é, não se fazem mais vilões como antigamente, mas isso se deve ao fato de que hoje podemos criar narrativas incríveis em um jogo, com vários pontos de reviravolta e até mesmo sem uma dicotomia estabelecida entre o bem e o mal. Já parou pra pensar que Aiden Pearce e Ezio Auditore podem ser os vilões, dependendo do ponto de vista?

Em consoles menos potentes, as histórias não tinham como ser tão bem elaboradas, então o chefão se calcava muito mais na mecânica por trás da batalha em si do que em seus motivos para realizar as ações – por que diabos Bowser raptava a Peach afinal de contas?

Agora, os games têm produções hollywoodianas, com narrativas bem construídas e vilões que se baseiam em sua própria personalidade obtusa, muitas vezes se considerando como os verdadeiros heróis. Sempre teremos chefões épicos como em Dark Souls, mas vivemos o surgimento de uma nova leva de personagens, mais profundos e com vida própria.

  • Acho que essa exploração além do padrão narrativo do Romantismo faz muito bem para a indústria, e além dela, até porque quem não gosta de ser pego de surpresa por uma boa história. Além de estar mais aberto à reflexões e debates entre fãs. Enfim, não vejo nada de mal nessa nova linha, não que o clássico seja ruim mas já está defasado à muito tempo.

  • Stefano Alves

    Raúl Menendez do BO2, pra mim é o melhor.

  • Rei K.Rool

  • luigiol

    Robotinik 4ever