No Man’s Sky: o céu é o limite dos games

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O céu, mais do que nunca, não pertence a homem nenhum em No Man’s Sky. O game, em desenvolvimento para PS4 e PC, desafia a compreensão de espaço ao oferecer um universo praticamente infinito aos jogadores. Para todos os efeitos, você nunca verá tudo o que o título oferece.

Por meio da evolução de sua tecnologia, da negociação de recursos, comércio, relação com outras raças e sobrevivência, o jogador será convidado a explorar esse vasto — sim, eu sei que “vasto” não é grandioso o suficiente, mas não há palavra para definir a imensidão de No Man’s Sky — universo e desvendar seus segredos.

Certo, o game faz os olhos de qualquer um brilhar. Em plena era do sandbox, finalmente nos deparamos com o título que puxa os limites do gênero ao extremo oferecendo um mapa virtualmente eterno. O grande desafio do jogo, no entanto, é fazer com que todo esse tamanho se reverta também em algo interessante.

Por que explorar uma imensidão vazia? Onde quer que você vá, provavelmente será pioneiro. Em qualquer planeta, qualquer sistema, é pouco provável que outro jogador já tenha chegado lá antes de você. Nem mesmo os criadores do game. Tudo é feito proceduralmente, fruto de algoritmos que definem se você está em uma superfície gelada, em um corpo celeste repleto de água ou em uma densa floresta.

O problema é que nem sempre a matemática se importa com um pequeno detalhe subjetivo: será que cada um desses planetas terá elementos para trazer diversão aos exploradores espaciais que o encontrem?

No Man’s Sky pode ser — e torço para que seja — uma das mais gratas surpresas do ano e abrir um leque de possibilidades imensurável para os jogos de mundo aberto. Resta saber se ele sobreviverá as expectativas.