Nostalgia Gamer: Fire Emblem (GBA)

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Aproveitando o lançamento de Fire Emblem: Awakening (3DS) em fevereiro deste ano, nosso texto de hoje é destinado a relembrar a origem da série no Ocidente, que despontou no saudoso GBA a exatamente 10 anos atrás, em 2003. Apesar de ser o primeiro título da franquia por aqui, Fire Emblem (Fire Emblem: Rekka no Ken) é o sétimo título no total, e possivelmente um dos maiores motivos pela localização da série por aqui se deu por conta da participação dos personagens Marth e Roy em Super Smash Bros. Melee, que até então eram completamente desconhecidos pelos fãs deste lado do mundo. Porém, o motivo mais forte com certeza foi devido ao sucesso que Advance Wars, também desenvolvido pela Intelligent Systems, alcançou com o público norte americano.

A história de Fire Emblem começa com o personagem criado pelo jogador acordando em uma casa por Lyn, uma garota que pertence à uma tribo nômade que vagueia pelas planícies de Sacae. Após uma breve apresentação, ambos são atacados por um grupo de bandidos, e a protagonista defende seu personagem contra o bando. Durante o combate, a menina descobre que o seu personagem é um hábil estrategista militar (nem tão hábil assim, como o próprio jogo irá te provar em seu decorrer), e decidem viajar juntos para vingar a queda de sua tribo pelas mãos dos fora da lei.

Diversas tramas e subtramas ocorrem ao decorrer do jogo, até o ponto em que você, como na maioria dos jogos desse gênero, deverá salvar o mundo de uma grande ameaça. O mais curioso em relação à Fire Emblem, é que ao invés de seu personagem ser o protagonista “bombadão”, ele é apenas um conselheiro militar dos protagonistas, que deve dizer aonde seus combatentes deverão agir para conseguir a vitória. Ele faz no jogo exatamente o que você como jogador faz ao comandar o grupo de heróis comandados por Eliwood, Lyn e Hector.

Um dos principais atrativos da série está nas animações de batalha. Diferentemente de jogos do mesmo gênero, como Tactics Ogre: Knight of Lodis e Final Fantasy Tactics Advance, todos os combates realizados em Fire Emblem têm animações detalhadas. Ao iniciar um combate, o mesmo sofre um efeito de zoom focando nos dois combatentes, que são representados por desenhos de qualidade excelente e incrivelmente detalhados, e logo em seguida o atacante desfere seu ataque e recebe o contra ataque do defensor, e, mesmo com uma mecânica engessada como é característico dos jogos de gênero, as animações são muito bem executadas e passam a ideia de um combate fluido.

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Acompanhado de uma trilha sonora orquestral, a música cumpre muito bem a sua função de transmitir ao jogador a importância da jornada dos heróis, ajudando o título a se tornar um grande épico dos consoles. Fire Emblem também conta com efeitos sonoros muito competentes e variados que auxiliam o jogador a imergir nas batalhas.

Além das CGs, outro diferencial da franquia é a ausência completa de personagens genéricos, ou seja, todos os personagens possuem história e motivações próprias, ao invés do clássico “Guerreiro de nome aleatório nível 15 sem história que você contratou na taverna”. Esta particularidade serve como uma faca de dois gumes para os jogadores como poderá ser visto logo abaixo.

Porém, em Fire Emblem, caso um personagem – exceto os protagonistas – tenha seu HP reduzido a zero, o personagem morre definitivamente, não podendo mais ser utilizado no jogo. Já imaginou, aquele personagem que você usou em diversas batalhas, investiu em equipamentos e treinou desde o início de jogo, acaba morrendo por um deslize seu?

Não pense que o jogo pega leve com você por conta disto. A inteligência artificial raramente te alivia de um passo mal calculado e pode ter certeza de que seu personagem não será perdoado caso você deixe uma brecha. A morte permanente também é um adendo ao desafio, pois as fases seguintes com certeza serão muito mais difíceis caso perca um personagem importante ao longo do caminho.

Por fim, não se deixe intimidar pelo alto nível de dificuldade do jogo: a sensação de se encerrar um capítulo da história com todos os seus personagens vivos é incrivelmente recompensadora, assim como o simples fato de conseguir chegar ao final e finalmente salvar o mundo. Já teve a oportunidade de colocar as mãos neste título imperdível? É fã da série? Compartilhe conosco suas opiniões sobre uma das melhores franquias de RPG estratégico já criada!