O Brasil dos desenvolvedores de games – parte 2

rats attack

Na semana passada, o PlayerTwo falou com Rodrigo Wesley, jovem desenvolvedor que fez o game “Linha do Tempo – O Livro” para Android. Dessa vez, conversamos com mais um profissional da área, Marcos Paulo Fernandes de Araújo, que fez “Rats Attack“, também para a plataforma aberta do Google.

“Na verdade  foi mais simples do que imaginávamos. Como queríamos um jogo casual a programação acabou sendo mais tranquila. O processo foi basicamente em 3 passos: Planejamento e Conceito, Desenvolvimento e Publicação e Divulgação”, explica Marcos sobre como foi criar o game.

“Na primeira etapa, envolvemos toda a empresa pra pensarmos em datas e metas para o jogo”, conta ele, que acredita na importância dessa parte no processo criativo. “A etapa de desenvolvimento foi a ‘mão na massa’! Para esse jogo trabalhamos com uma dupla”. Os responsáveis por isso foram ele próprio, que cuidou da programação, e Guilherme Takashi Yano, que ficou com o design e os efeitos do jogo. Os dois trabalharam com a produção da empresa Jymidia para viabilizar a criação do game.

Atualmente, eles estão na fase de divulgação do Rats Attack, e a principal dificuldade que estão encontrando como desenvolvedores é a parte econômica do negócio. “Estamos começando agora, logo ainda não enfrentamos problemas como o da pirataria. Atualmente, acreditamos que no nosso caso a principal questão é o retorno financeiro, que não é imediato”, lamenta Marcos.

No entanto, ele já tem uma estratégia para monetizar com os jogos que faz. “Nossa a ideia é também oferecer jogos para as empresas como forma de divulgar a marca de maneira mais atrativa, oferecendo algo ao público-alvo. Apesar de o retorno ser a longo a prazo, acreditamos que a criação de games é uma tendência muito forte no nosso país”, afirma. E isso é verdade, afinal várias ações de marketing – desde o filme Mercenários até a campanha eleitoral – já estão se apoiando nesse tipo de conteúdo.

Além disso, há outras razões para a confiança de Marcos nesse mercado: “De acordo com o SEBRAE até 2017 o mercado de entretenimento deve chegar aos 71 bilhões de dólares no Brasil, juntando isso ao fato que o mercado de games é o mais lucrativo dessa indústria, temos uma perspectiva interessante”, acrescenta. Ele também demonstra otimismo pelo fato de as vendas de smartphones continuarem crescendo, ano após ano, e tendo superado as de celulares comuns.

“Ainda é um momento difícil para as desenvolvedoras independentes, como a nossa, mas acreditamos que esse mercado ainda tem muito a crescer e esperamos ter bons frutos nessa nossa empreitada”, conclui, esperançoso.