O Brasil dos desenvolvedores de games – parte 3

pirate clickers

Em mais uma entrevista da série, falamos dessa vez com Raoni Dorim, professor na Universidade FUMEC, CEO e game designer da Mopix Games, estúdio brasileiro responsável pelo jogo Pirate Clickers, disponível para iOS e Android.

“Pirate Clickers nasceu da combinação da mecânica de jogos clicker com jogos de aventura e exploração. Assim desenvolvemos um conceito de jogo único, rico de elementos de fantasia e sonhos. No jogo você é um pirata zumbi voador, que desbrava o planeta e o sistema solar, à procura de cérebros”, explicou Raoni, que contou com a parceria do desenvolvedor de jogos Alessandro Russo Silveira. “Juntos desenvolvemos a arte conceitual, design de interface, trilhas de áudio, efeitos especiais, dublagem de personagem, level design, programação da mecânica de jogo”, acrescentou ele.

Raoni vê com confiança não só a posição do Brasil no mercado internacional, como também avalia positivamente a atuação dos estúdios independentes na produção de games. “Alguns anos atrás, não tínhamos profissionais qualificados, mas atualmente contamos com vários cursos superiores voltados para a área de jogos em várias capitais do país”, pondera ele, que dá aula na área de games em Belo Horizonte, cidade em que ele diz haver um ecossistema muito saudável de empresas do setor. “Atualmente temos um acesso maior ao aprendizado das ferramentas e o mercado indie deu realmente um salto evolutivo”, afirma. “No futuro as ferramentas serão ainda mais intuitivas e será menos complicado desenvolver jogos”.

Ele acredita que não só os criadores independentes têm a aprender com os blockbusters, mas as grandes produtoras também vêm absorvendo ideias no caminho contrário. “Atualmente vemos grandes estúdios migrando para conceitos que vieram do mercado indie. Por exemplo o modelo Freemium, que começou no mercado de jogos casuais e vem se consagrando como umas das melhores formas de obter retorno”, observa. Raoni reconhece, no entanto, que o processo de divulgação dos games ainda é bem difícil para empresas de menor porte, e conta que as principais armas para difundir suas criações são as redes sociais e a imprensa especializada.

Mesmo com esses obstáculos que ainda são impostos no caminho dos estúdios menores, ele incentiva os jovens a trilharem essa profissão. “Quando eu era adolescente, a profissão desenvolvedor de jogos era uma realidade apenas nos países desenvolvidos. Hoje as portas estão abertas para todos os que querem estudar e aprimorar”.

Você pode acompanhar a Mopix Games por aqui, e relembrar as outras entrevistas da série AQUI e AQUI. Continue ligado no PlayerTwo para mais entrevistas, análises, conteúdo e muito mais!