O Brasil representado nos games

Mas que bela praia paulistana!

Dando continuidade ao mês brasileiro no PlayerTwo, vamos relembrar como o nosso país é representado nos games. Afinal, não existe só o Blanka de referência ao Brasil e assim da expressividade nacional na indústria de jogos vem crescendo, a representatividade dentro dos games também.

Podemos fazer um texto inteiro dedicado apenas aos combatentes brasileiros nos jogos de luta. É interessante notar como os estereótipos do país são reforçados ou negados nesses personagens, mas são sempre presentes. Claro que o exemplo mais conhecido vem do monstrengo verde de Street Fighter, mas a série tem o também brasileiro Sean Matsuda.

A franquia Tekken conta com Eddy Gordo, Katarina Alves e Christie Monteiro. Outros lutadores brasileiros são Rikuo, de Darkstalkers e Richard Meyer – gerente do restaurante Pao Pao Cafe -, Bob Wilson e Khushnood Butt, de Fatal Fury, que também aparecem em The King of Fighters, sendo apenas o primeiro jogável na outra série. Uma curiosidade: os movimentos do pokémon Hitmontop foram inspirados na capoeira.

Além dos lutadores, o Brasil já ofereceu muitas músicas e trilhas sonoras para diversos games. Ivete Sangalo já forneceu uma faixa para Just Dance 2014, enquanto Claudia Leitte teve uma canção presente no Zumba Fitness World Party. Já a expansão GTA IV Ballad of Gay Tony utilizou “Bota o Dedinho pro Alto”, um funk carioca, indevidamente, e a Rockstar teve problemas na justiça por isso.

Além disso, diversos artistas nacionais figuraram nas franquias FIFA e Pro Evolution Soccer, como Marcelo D2, Emicida, Zémaria, Karol Conka, Gabriel O Pensador, entre muitos outros. Não podemos deixar de falar de Samba de Amigo, um jogo com nome bizarro do Wii que se inspira no Brasil e no ritmo que é a marca registrada do país.

Muitas localidades das terras tupiniquins aparecem em games, como a metrópole de São Paulo, que é o cenário para a ação de Max Payne 3. Apesar da ambientação não ser boa, é possível perceber um esforço de pesquisa muito maior que em outros games, como Assassin’s Creed 3, que retrata São Paulo como uma rede de estações de metrô com bandeiras do Brasil, mulheres quase nuas e dubladores estrangeiros.

A cidade maravilhosa do Rio de Janeiro é palco para fases de Driver 2, FIFA Street, Tony Hawk’s Downhill Jam, Need For Speed Nitro, Top Gear, Call of Duty: Modern Warfare 2 e o RPG do Nintendo DS Nostalgia, que traz uma versão estilizada da capital fluminense. Já a Amazônia empresta seus encantos para games como Endless Ocean: Blue World, Tom Clancy’s HAWX, Twisted Metal 2 e SOCOM II: US Navy Seals. A floresta também é o pano de fundo de todo o péssimo game Raven Squad: Operation Hidden Dagger, do Xbox 360.

Pode-se perceber que o Brasil é representado de maneira estereotipada e superficial em grande parte das vezes, mas em outras, como no Civilization V, a tentativa é muito bem intencionada. O game traz Dom Pedro II como um dos líderes jogáveis, colocando a terra brasilis finalmente no mapa dos jogos. Com o aumento da representatividade de brasileiros produzindo jogos, o retrato do país para o mundo dos videogames também tende a melhorar. É isso que nós esperamos!