O fim de uma era? O legado deixado por Metal Gear Solid

mgsv

Revolução. Uma palavra forte, usada para definir grandes pontos de ruptura, grandes mudanças. E é essa palavra que define Metal Gear Solid, inovador na essência. Esta obra de arte pode ter seu fim no próximo dia 1 com a estréia de MGS5: The Phantom Pain, provavelmente o último jogo da série.

MGS modificou completamente a abordagem da indústria dos games e é sensível que, após seu lançamento, os games entraram em um processo significativo de aperfeiçoamento técnico, todos visando atingir a qualidade apresentada na obra criada por Hideo Kojima.

A “leitura” de mentes de Psycho Mantis (MGS1), a épica luta de snipers proposta por The End (MGS3) e o enfrentamento entre criado e criador, só para citar alguns momentos épicos da série. Kojima abandonou definitivamente a abordagem previsível de muitas narrativas para dar lugar ao imprevisível, ao inesperado. Nenhum personagem pode ser considerado um herói completo, nem um vilão completo, já que cada um deles se comporta de acordo com sua própria compreensão de mundo, com seu próprios interesses.

Em termos de jogabilidade existiram claras evoluções. No primeiro jogo, as mecânicas eram já avançadas para a época, tanto que na luta contra Psycho Mantis o vilão conseguia ter acesso ao cartão de mémoria e, caso você tivesse jogado algo da Konami, ele falaria o nome daquele jogo.

Em MGS2, para muitos o pior jogo da série, as mecânicas foram aprimoradas e agora o protagonista é Raiden, um jovem espião que é feito de gato e sapato durante todo o jogo. A história revela pontos-chave para entender a série, mesmo tendo um enredo mais fraco se comparado aos outros jogos da série.

O terceiro, entretanto, é (até agora) a obra prima de Kojima. Elementos como o combate corpo-a-corpo são introduzidos de maneira muito forte, dando liberdade para o jogador escolher entre o uso de armas e um estilo de luta que visa eliminar o adversário em silêncio, sem gastar a preciosa munição. Além disso, a ambientação é uma selva semi-tropical ao sul do território soviético. Mas como assim soviético? Metal Gear se passa depois disso! Agora, você comanda o lendário Big Boss durante seus primeiros anos, antes mesmo de receber a alcunha. Todos os conceitos inseridos foram depois aproveitados pelos jogos de ação pelo mundo, principalmente os do gênero de guerra.

O quarto reaproveita as mecânicas do três e é considerado quase um filme interativo devido a infinidade de cenas. Definitivamente um dos melhores filmes que já vi na vida.

O fim glorioso

O dia 1 de setembro marca o fim da série, pelo menos daquela criada por Kojima, que após muita polêmica, deve deixar a Konami. Entretanto, o diretor deixou aquilo que considera sua melhor obra: The Phantom Pain. O game será um gigantesco mundo aberto, ambientado nos anos 80. Big Boss é novamente protagonista, agora uma lenda, ele busca a redenção por todos os seus atos, bons ou ruins. A música promete ser outro grande aspecto do jogo, como já pode ser visto nos trailers.

Por fim, tudo leva a crer que  MGS fará sua despedida neste 5º título. No entanto, Kojima e sua criação deixaram traços definitivos e impagáveis para o a indústria mundial de games, sem MGS talvez a indústria nunca alcançasse o grau de evolução que foi atingido na atualidade. Seremos sempre gratos, Snake.