O problema dos games anuais

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Alguns games são lançados e fazem muito sucesso. Com isso, as produtoras decidem fazer uma franquia e, a cada nova edição, os lucros podem ser significativos. Mas e quando a série é anual e começa a desagradas os fãs, decepcionando comercialmente ano após ano?

Recentemente, o chefe da Konami na Europa rebateu as críticas ao Pro Evolution Soccer 2014 e afirmou que sabe muito bem o que está errado com a franquia e o que deve mudar. Para ele, PES está pronto para um retorno em 2015 e não vai decepcionar os fãs. O problema, entretanto, pode estar justamente nessa periodicidade anual. Em apenas doze meses, é praticamente impossível criar inovações significativas para um game.

É possível verificar isso por outras franquias também anuais como Assassin’s Creed e Call of Duty. A primeira teve sua maior revolução entre o primeiro e o segundo jogo da série, justamente pelo fato de que houve um intervalo de dois anos entre os títulos. Após o lançamento do ACII, a Ubisoft fez AC: Brotherhood e Revelations, spin offs tão bons quanto o II mas que não inovaram muito. Enquanto lançava esses jogos, a produtora passou três anos desenvolvendo a engine de ACIII, que foi uma mudança bem brusca para a série.

Já a Activision realiza um rodízio entre desenvolvedoras. Todo ano, um novo Call of Duty é lançado, mas como a série é dividida entre Infinity Ward e Treyarch, cada estúdio tem dois anos para trabalhar no novo game e as empresas fazem lançamentos intercalados aumentando a sensação de novidade.

No caso de PES, a Konami lança seu simulador de futebol anualmente há bem mais de uma década. Por mais que existam algumas melhorias nos gráficos e na jogabilidade, as mudanças de ano para ano são quase imperceptíveis. Seria possível realizar novos lançamentos a cada dois ou três anos e manter os games em dia por meio de atualizações online e DLCs.

Essa alternativa, além de aumentar a vida útil do produto, também aumentaria o interesse nas novas reedições pois as mudanças seriam muito mais perceptíveis. Talvez se as pessoas parassem de alimentar esse tipo de caça-níquel anual, as empresas pensariam mais no consumidor e fariam um trabalho melhor em suas franquias.