O sentimento durante e após a E3

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Sempre fui apaixonado por games. Desde meu primeiro console – o SNES – venho tentando me manter atualizado no quesito das tendências e lançamentos que essa grande empresa de entretenimento vem seguindo e mostrando. Seja sabendo de novidades por meio de amigos, revistas e sites especializados, a esperança e a curiosidade a respeito do que as industrias preparam para seus fãs é o que me move a continuar jogando.

Não consigo lembrar a primeira vez que acompanhei uma E3 ao vivo, mas sei que depois dela nunca mais perdi uma sequer. Apesar de nunca ter sido capaz de estar presente em algum evento, poder acompanhar em primeira mão na frente da tela do computador e vibrar e comemorar por cada título anunciado nunca teve e nunca terá preço. É um sentimento que mescla o desejo nostálgico de querer ver grandes clássicos retornando em seu melhor estilo com remakes (falaremos de um bem específico adiante) ou continuações, e a vontade de ter uma experiência nova. E é na Electronic Entertainment Expo que muitas das vezes isso se realiza.

O evento nunca foi uma disputa – mesmo que eu sempre ache que tenha um vencedor: aquele que conseguiu causar o maior impacto positivo no público. E no segundo dia do evento sou obrigado a dizer que já escolhi meu lado, apesar de que, no fundo, nós jogadores somos os principais ganhadores com isso.

A apresentação da Microsoft foi tímida, porém, com seus momentos marcantes. Em um primeiro momento vi como sua nova tecnologia de realidade virtual chamada Hololens pode ser usada para games. E, em uma belíssima demonstração utilizando o título Minecraft como teste, os resultados iniciais foram fantásticos. Como se não bastasse, por meio de uma atualização de software, agora o Xbox One possui retrocompatibilidade de forma nativa. Aqueles que possuem cópias físicas e digitais de jogos do Xbox 360 podem utilizá-las sem maiores problemas no console da nova gen da Microsoft. Será que isso vai dar uma esfriada nas remasterizações? Difícil dizer.

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Ouso dizer que sequestraram todos os executivos da divisão do Playstation e trocaram por androides que buscam opinião pública de gamers em fóruns na internet e páginas no Facebook. Depois de ser motivo de chacota durante várias E3’s, a Sony calou os céticos e incrédulos mostrando um novo gameplay de The Last Guardian. Mas a sequência de surpresas não se limitaram apenas a isso. Após algumas novas IPs e seguido pelo surpreendente anúncio de Shenmue 3 – depois de 14 anos de lançamento do segundo título -, um novo trailer me chamou atenção, principalmente quando li o nome Tetsuya Nomura com o título de diretor do jogo. Por fim, após anos de espera, o remake de Final Fantasy VII foi anunciado.

Verdade seja dita: Espero Final Fantasy XV – anteriormente chamado Final Fantasy XIII Versus – há bons anos e isso me faz acreditar que não teremos nem cheiro do remake pelos próximos 3 ou 4 anos seguintes. Contudo, minha criança interior ainda chora só de lembrar do anuncio do título e dos momentos nostálgicos em casa de amigos enquanto gastávamos horas e mais horas evoluindo personagens, buscando por mistérios e partilhando informações valiosas. Mesmo que meu FF favorito ainda seja o IX, concordo que Final Fantasy VII é um dos RPGs mais aclamados por sua história mas, mais do que apenas isso, a preciosidade de seu nome vive em mim -e acredito que também em muitos  que o jogaram – em meio a boas lembranças da época em que jogava no PSX.

Para fazer meu ano de 2015 ainda melhor, estou no aguardo para ver duas empresas fazerem suas respectivas apresentações: Nintendo e a Square-Enix, sendo que a primeira precisará de boas cartas na manga para surpreender como suas concorrentes fizeram. Para fechar com chave de ouro essa edição da E3, que a Nintendo anuncie novos jogos de suas consagradas franquias como Metroid, F-Zero, Star Fox (mais novidades), Zelda e melhore seus serviços prestados com informações do novo programa de fidelidade do consumidor que substituirá o Club Nintendo, um sistema unificado de contas e a adição de jogos de GameCube no Virtual Console. Sei que você é capaz, Big N!

Já sobre a S-Enix, a mesma lançou um vídeo que pode ser conferido logo abaixo mostrando um pouco do que será visto hoje em sua conferência. Claramente os destaques são por conta da música de fundo – vinda do clássico Chrono Trigger – e dos 6 títulos não anunciados que também estarão lá. Quero acreditar que teremos localização de alguns Dragon Quest’s (para quem não sabe, os seguintes remakes de DQ VII, DQ: Monsters e DQ Monsters 2 para o 3DS, assim como o recém anunciado DQ VIII, não foram confirmados para as Américas e para a Europa), um Crisis Core HD, mais sobre Kingdom Hearts e, obviamente, um novo título para o universo de Chrono Trigger/Cross.

Minhas expectativas e apostas estão no ar. Será que as produtoras darão o que nós, gamers, queremos? Ou será que nem nós mesmos sabemos o que queremos? Seja qual for a resposta, a vitória já é nossa. E o ano de 2015 nos mostrou que ainda teremos muito o que jogar.

About Kaio Rodrigues

Único sobrevivente dessa página maravilhosa chamada PlayerTwo.com.br, junto com o fundador. Amante de jogos independentes de fan-made, passo parte do meu tempo sonhando em um dia ser jornalista de games.