Os games e o Brasil

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Iniciamos o mês especial do PlayerTwo com uma análise pessimista e catastrófica da participação e representação do Brasil na indústria de games. Esse nosso país tão mal tratado pelas empresas, que teimam em cobrar preços abusivos para explorar um mercado em expansão, tem muita importância no cenário, mas apresenta um panorama que pode não ser dos melhores.

Recentemente a Nintendo deixou uma legião de fãs brasileiros órfãos após abandonar a distribuição de seus produtos em território nacional. O descaso com o consumidor é perceptível também nos canais de comunicação direta das empresas com os gamers. Se o Playstation Blog brasileiro é uma tradução porca da versão americana, o Blog da Microsoft quase nunca aborda temas relacionados à caixa.

Além disso, a produção de consoles no país caiu 25% no ano passado, o que pode ser explicado pelo fato de que, entre a nova geração, apenas o Xbox One é fabricado em solo tupiniquim, mas também pode ser encarado como uma freada brusca em uma indústria que estava avançando a passos largos. Com o início da fabricação do PS4 na Zona Franca de Manaus, poderemos saber qual alternativa é a verdadeira.

Os impostos abusivos praticados no nosso país são um capítulo à parte. A carga tributária que incide sobre os videogames está em níveis semelhantes à aplicada para produtos como cigarros e armas de fogo. É como se o próprio governo estivesse criando uma barreira para impedir o uso de games.

Essas foram as condições principais para que tanto Xbone quanto PS4 fossem lançados no Brasil com os maiores preços do mundo. Aliás, quem não se lembra da recusa da ex-ministra Marta Suplicy em incluir os jogos no vale-cultura, afirmando que isso não se configura como cultura. O que dizer de uma declaração dessas?

Mas nem tudo é ruim para o 11º maior mercado de games no mundo, que continua crescendo e já é o maior da América Latina. O Brasil perde apenas para EUA, Japão, China, Coreia do Sul e alguns países da Europa. O que fazer para melhorar essa situação? Como tornar essa análise tão apocalítica mais otimista? O que já está sendo feito? E quem está tentando desenvolver jogos no Brasil? É isso que vocês verão aqui no PlayerTwo durante o mês de março!