Os Indies da BGS 2016: de velhos conhecidos a boas novidades

Já faz algumas edições da BGS que eu desisti de ir atrás de jogos AAA durante a feira. As filas imensas, o aglomerado de gente e a chance de aparecer um youtuber do seu lado e tornar os arredores um inferno me tornaram um outsider entre os visitantes padrão do maior evento de games da América Latina. Apesar de não ficar por dentro do novo Call of Duty ou ter perdido a oportunidade de testar o beta daquele jogo novo que todo mundo não para de falar, essa mudança me fez aproveitar muito mais a feira, voltando minha atenção a quem está lá tentando ganhar um pouco de terreno: os desenvolvedores independentes brasileiros.

Na BGS 2016, eu e a Júlia, do Nerd e Diva, passamos o sábado inteiro na área indie conhecendo o que o Brasil está desenvolvendo, e essas cinco horas não foram o suficiente para visitar todos os estandes de lá. Devemos ter jogado por volta de 15 títulos diferentes, sempre com o dev muito animado explicando a sua criação, que abrangiam desde histórias clássicas de fantasia até cenários pós-apocalípticos de uma cidade de São Paulo devastada pela seca. Separei alguns dos jogos que mais chamaram minha atenção, e mais embaixo você também encontra um link com a visão dela sobre o que vimos por lá.

Magic Master – Mopix Games

Magic Master foi um dos poucos jogos de mobile que me chamaram a atenção no evento. O jogo explora as possibilidades do tower defense, adicionando habilidades que se combinam para enfrentar as hordas de inimigos. Conseguiu chuva ácida e tsunami? Que tal utilizar as duas e fazer um rio de veneno. Lança-chamas e barreira? Conheçam a barreira incandecente. A única decepção de Magic Master é que seu modo história só possui três fases, que são bem rápidas de fazer. Ainda assim, o modo infinito e suas cores valem a jogada.

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Da Wolves – Reload Game Studio

Quem visitou a BGS 2015 provavelmente ouviu falar de Da Wolves, um bullet hell com elementos de RPG da Reload Game Studio. Ele voltou para a edição de 2016, ainda em desenvolvimento, mas com algumas atualizações que caíram muito bem no seu estilo. Seu maior diferencial, sua nave poder absorver peças de inimigos abatidos para reforçar seu poder de fogo, foi melhorado e expandido, com alguns novos tipos de armas que mudam um pouco como você age no mapa. Foram adicionados também poderes especiais para cada personagem, dando um toque único para eles: a minha nave se transformava em uma lâmina gigante que girava pela tela para derrotar inimigos! Só espero que ano que vem ele já esteja finalizado.

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Dog Duty – Zanardi e Liza’s

Dog Duty tinha o visual, os veículos e e os amigos para ter sucesso (ele dividia estande com Chroma Squad e Alkimya), mas não me conquistou. Sua ideia de quatro personagens vagando um deserto em veículos incríveis é boa, só que a execução é um pouco estranha: os personagens pareciam não responder bem, a movimentação era um pouco acanhada e a mudança entre controle de heróis e veículos era confusa. Eles estão no Steam Greenlight procurando por um espaço, talvez fosse interessante vê-los subir para acompanhar a evolução do game.

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Alkimya – Bad Minions

O melhor indie brasileiro que joguei na BGS. Em Alkimya, o jogador precisa combinar elementos em frascos para formar diferentes tipos de poções, usadas para combater inimigos, se fortificar ou adicionar bônus à espada. Podendo combinar até 6 elementos, é possível criar desde barreiras de gelo a bombas para paralisar inimigos. É como uma versão de Magicka que funciona bem! Ele está atualmente com crowdfunding aberto, e qualquer ajuda é bem vinda.

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Crown Brawl – Labiras

O prêmio de consolação dessa BGS vai para Crown Brawl. A sua proposta é bem parecida com a do Holo Drive (mencionado no texto da Julia), um todos contra todos onde os jogadores se acertam para ganhar pontos – e uma coroa, no caso -, mas em três dimensões e com menos variedade de ataques. O jogo é simpático, e foi desenvolvido por alunos do Instituto Federal do Piauí, que contaram pra gente que passaram três dias num ônibus do Piauí até São Paulo. Isso que é determinação!

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E aqui a publicação:

Os melhores jogos indies da BGS 2016

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão (@luigilol).