Os melhores do ano de 2013

blackguards

Melhores do ano é provavelmente a melhor oportunidade de se falar mais sobre aqueles jogos que você não quer parar de falar, mas sem parecer chato. É um texto para mostrar o que você mais gostou no ano que passou, dizendo os pontos positivos e fazendo todo um drama, quando a única mensagem que você quer passar é “Você não jogou isso? Qual é o seu problema?”.

A minha lista para 2013 segue essa ideia de apresentar ao mundo as minhas descobertas, mas dividida em categorias para não desvirtuar muito o que um Melhores do Ano sério tenta passar.

Melhor desenvolvedora que ninguém dá atenção: Daedalic

Se a Telltale tivesse um filho, com certeza seria a Daedalic. Pouco conhecida por aqui, a desenvolvedora alemã é especializada em adventures, tendo em seu repertório The Whispered World, Harvey’s New Eyes, A New Beginning e a franquia Deponia, todos estes no Steam. Sua principal característica, fora a qualidade de seus enredos, é o estilo de arte, praticamente uma assinatura da empresa.

Recentemente ela até se arriscou em um RPG por turnos chamado Blackguards, que estampa a capa do post, também disponível no Steam em fase beta.

daedalic

Melhor narrativa: Gone Home

Gone Home é um jogo que merece um nome de categoria decente nesse ano. Sua premissa simples de explorar uma casa da década retrasada estranhamente vazia após Kaitlin Greenbriar voltar de uma longa viagem para a Europa parece insossa vista de longe, mas muda de pessoa para pessoa quando se começa a jogar.

É uma viagem no tempo para quem viveu a infância nos anos 90, uma grande diversão para quem gosta de caça ao tesouro, e uma história de vida para quem passou por algo parecido com o que a irmã Sam passou. Sua história e ambientação são incríveis, e além do arco principal, da protagonista descobrir o que Sam passou nos últimos meses, é possível buscar por histórias da vida dos pais e seus problemas. Por todos os lados, é um incrível jogo de descobertas, de um jeito ou de outro.

gone home

Melhor jogo brasileiro: Knights of Pen & Paper +1 Edition

É em casos como o de Knights of Pen & Paper que não podemos subestimar jogos de celular e desenvolvedores brasileiros. A Behold fez um trabalho tão bom criando um jogo para celular de RPG de mesa que ele ganhou uma versão estendida para PC.

Knights of Pen & Paper +1 Edition é um clássico RPG de mesa, só que nos videogames. Crie seu personagem, ande pelo mundo, enfrente monstros, explore calabouços, tudo isso regado a bom humor e um toque brasileiro – até o Saci virou um inimigo. As vezes ele é um pouco cansativo pelo combate ser sempre igual, mas ele só não é um jogo de se ficar cinco horas seguidas nele.

kopap

Melhor rogue-like: Rogue Legacy

Rogue-like é um gênero que nunca morre, e sempre terá um grupo de fãs buscando por mais desafios e um outro grupo entregando-os. Em 2013, quem fez o melhor papel em lançar um jogo difícil, porém agradável, foi a Cellar Door com Rogue Legacy.

Rogue Legacy segue seus antecessores com morte permanente, fases geradas randomicamente e um nível legal de dificuldade, só que também apresenta detalhes próprios. Ao invés do game zerar a cada morte, o dinheiro se mantém para a próxima geração, que pode comprar classes e bônus permanentes em uma árvore de talentos, runas com habilidades e equipamentos. Os chefes derrotados também se continuam deitados após uma morte, mas tudo isso é positivo para o game, pois dá uma certa sensação de progressão, as vezes necessária para esse gênero.

rogue legacy

Melhor jogo de 2011 que eu joguei muito em 2013: Dungeon Defenders

Dungeon Defenders é um jogo que posso passar o dia falando sobre ele, mas tenho que jogá-lo, então devo ser breve. Ele é um tower defense em que seus personagens, além de construir torres, podem enfrentar os inimigos cara a cara. Seus desenvolvedores sempre deram muito suporte ao game, adicionando dezenas de DLCs, adicionando modos de jogo, classes, níveis e desafios. Ele é bom no single player, mas o multiplayer dele é demais, ainda mais com amigos.

Junto com Killing Floor, ele é um daqueles jogos que de vez em quando precisamos pegar para lembrar que nem todo multiplayer é um team deathmatch genérico. Só para avisar, o game e todos os seus DLCs está 21 reais no Steam, acho que não preciso dizer o que fazer aqui.

dungeon defenders

Melhor jogo sobre comunismo: Papers, Please

Todos os dias, um jogo novo em que você é um militar lutando contra o comunismo é lançado. Papers, Please tem uma ambientação parecida, mas sua proposta é um pouco diferente: enxergar a vida de quem vive em um país desse tipo, com um diploma extra em ditatorismo. O seu papel no game é controlar a entrada de imigrantes no país após as fronteiras se abrirem um pouco, checando passaportes e permitindo ou não a entrada de pessoas.

A grande mágica do jogo vem em dois momentos. As relações entre governo e pessoas é muito bem feita, com casos nos quais a situação começa a engrossar e se proíbe alguém de uma nação entrar, ou então você recebe um bilhete desesperado de ajuda de uma pessoa falando que neste dia, um traficante de pessoas está na fila para entrar.

Outro ponto é que apesar da falta de interação com o personagem que é controlado, é de se ficar desesperado com sua situação. O faturamento é muito baixo nesse cargo, e conforme a análise das pessoas fica mais complicada, o salário diminui mais por ser calculado por quantas são entrevistadas. Pagar a casa, comida e cuidar da família vai ficando impossível, até ter que escolher o que deixar de pagar. Um caso extremo, mas que não é nada raro.

papers please

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão (@luigilol).