Quick Look – Deponia (PC)

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Entre a década de 80 e o final de 90 os PCs receberam uma safra excelente de jogos de aventura point and click. Maniac Mansion, Fullthrottle, Monkey Island, Day of the Tentacle e The Dig foram alguns dos principais nomes da época, e também serviram para dar um nome a LucasArts fora das telas de cinema. O avanço da tecnologia e o custo de sua produção, entretanto, fizeram com que as graphic adventures ruíssem para darem lugar a jogos mais complexos para computadores e os recém-lançados PS1 e Nintendo 64.

O surgimento recente do mercado de jogos independentes, não possuidor de tecnologia avançada ou verba, mudou completamente este cenário, trazendo de volta alguns estilos que nunca deveriam ter nos deixado. Um dos destaques dessa primavera é Deponia, disponível no Steam desde agosto de 2012 pela Daedalic Entertainment e o destaque de hoje no Quick Look.

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++ Pontos Positivos:

[Jogável] A dificuldade dos títulos da LucasArts era bem interessante, mas as vezes se tornava frustrante. The Dig possuía um mapa enorme onde era bem fácil se perder, enquanto Maniac Mansion requeria ações cronometradas para não ter que reiniciar o jogo. Deponia consegue se esquivar bem disso, apresentando mapas não tão grandes e uma narrativa que guia muito bem o jogador.

[História] Bem simples, mas tem seu charme. O mundo se tornou um lixão, e para segregar as pessoas ricas dos pobres foi criada a cidade flutuante de Elysia, em que seus habitantes nem sabem que Deponia, o lixão, é ainda habitado. Rufus, o protagonista que só pensa em si mesmo e pisa em todos da sua cidade, tem como objetivo de vida ir para Elysia, e em uma de suas tentativas acaba mandando uma habitante da cidade suspensa para seu mundo. O game gira em torno de Rufus tentando tirar a Elysiana Goal de um coma e convencê-la de irem juntos para a terra dela.

[Humor] Praticamente um pré-requisito para os point and click, boas piadas e cenas cômicas estão sempre presentes no desenrolar do game. Rufus consegue ser idiota a ponto de causar explosões na cidade para conseguir falar com o prefeito, ou então dar uma mistura que inclui pólvora e ácido para tentar acordar sua amada Goal. O desenvolvedor que teve a ideia de criar uma estação de correio que funciona a base de gatinhos chefiado por um robô viciado em plástico bolha é um gênio.

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– – Ponto Negativo:

[Puzzles] Cada capítulo do game tem um puzzle para ser resolvido, e apesar de alguns serem legais, outros são ridículos de difíceis. Em um deles o personagem tem um mapa de um labirinto e precisa utilizar alguns botões e alavancas para conseguir achar um caminho para superá-lo, só que o mapa não dá respostas claras quando botões são apertados, ele é muito mais baseado em “aperte várias coisas ai e vê se dá para passar”. Felizmente há a opção de pular cada quebra-cabeças, ou seja, nem a produtora tinha muita esperança das pessoas passarem sós.

 

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão.