ReRoll e Sonic Boom, os anúncios mais arriscados do ano

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Essa semana que passou foi provavelmente a mais agitada desde que o ano virou. Notícias sobre as condições financeiras da Nintendo não paravam de chegar, Bravely Default foi enfim lançado no continente americano e o difícil Flappy Bird dominou o uso de bateria nos celulares pelo mundo. No meio disso, dois jogos com propostas perigosas foram anunciados, tomando conta da internet.

A primeira aposta aconteceu há dois dias: o estúdio Pixyul, criado por veteranos da Ubisoft e da EA, anunciou que seu primeiro projeto será um RPG de ação e sobrevivência chamado ReRoll. Se aventurar no gênero de Day Z e Infestation já é um desafio por si só, mas o motivo do destaque é que o game se passará numa representação fiel da Terra, que está sendo fotografada por drones para se transformar em cenário.

O passo que o estúdio quer dar é tão grande que o clima e a temperatura serão atualizados em tempo real, e eles pretendem lançar aplicativos para mobile para o jogador monitorar seu personagem enquanto está fora. Além da parte mais real, catástrofes irão cair sobre o ambiente e mutantes transitarão sobre o planeta, adicionando a parte apocalíptica que é necessária.

Agora é hora de analisar tudo isso. Muito tempo e dinheiro vão ser investidos para finalizar um projeto tão ambicioso, tanto que já tem até crowdfunding para ajudá-lo a sair do papel. Tirar as fotos, desenvolver o mundo, programar a inteligência artificial dos mutantes, fazer o aplicativo, manter o código que controla o clima, são todos pontos que não são fáceis de criar e aperfeiçoar.

Se os desafios parassem no desenvolvimento seria excelente, mas o próprio jogador é um problema a parte. Enquanto muitos dedicam seu tempo a explorar mapas e buscar por loots, enfrentando os inimigos programados, uma outra parcela bem grande de usuários desse tipo de jogo vivem de roubar e matar terceiros. Não é nem preciso dizer o quão desagradável é ver o trabalho de horas indo pelo ralo enquanto um sniper recolhe o loot de seu corpo, principalmente se ele estiver usando algum hack para ter mira perfeita (algo bem comum).

Minha aposta é que vejamos ReRoll nas lojas em meados de 2016. Seu público inicial será bem vasto por integrar os veteranos do gênero e os curiosos com o tema, mas logo haverá um domínio do primeiro grupo pelo seu conhecimento, o que afastará um pouco o segundo grupo. Ou será que grupos serão formados para tentar combater inimigos e assim começarão a ser criadas vilas e cidades? Por mais pessimista que o texto tenha parecido, a proposta e as possibilidades que podem aparecer se o desenvolvimento acontecer como os conformes me animam bastante.

Pessimista mesmo é a visão para o também recém-anúnciado Sonic Boom. Normalmente a Sega consegue pelo menos construir um hype para o ouriço antes de apresentar um jogo falho, só que dessa vez ela pulou algumas etapas e já foi direto para a decepção devido ao vídeo de apresentação do game.

O novo design de Sonic e companhia não demorou muito para virar piada na internet. De suas pernas longas e bandagens até o novo estilo fisiculturista de Knuckles, twitter e blogs foram bombardeados por imagens tirando sarro dos personagens (não por menos). Detalhe é que veteranos da Naughty Dog integram o time de desenvolvimento.

Sonic é uma série muito delicada, diversas inovações já foram testadas nela e poucas conseguiram ter muito sucesso com os fãs de longa data. Enquanto Sonic Boom terá suas partes de velocidade, sua jogabilidade será mais voltada ao cooperativo, com combate e exploração, e ai é que a descrença no título realmente está.

Um tipo de combate que cairia bem seria hack ‘n’ slash, usando a velocidade para derrotar rápido os inimigos e então voltar para a aventura, só que a parte de exploração e cooperação não tem uma solução fácil. A parte do estúdio ser de ex-Naughty Dog pode ajudar em algo, mas se tratando de Sonic nunca é bom deixar as expectativas muito altas.

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão.