Review – Dungeon Defenders (PC)

Ultimamente um dos jogos que eu mais espero para ter – ou ganhar no Steam – é Skyrim. Após assistir tantos vídeos sobre o game ele me conquistou, mas é um amor recente, pós-lançamento.

Na verdade, havia apenas um jogo o qual eu esperava ansiosamente desde o anúncio: Dungeon Defenders. Em 2010 ele entrou para a minha wishlist, e depois de uma semana de jogo já ocupa o Top 5 horas jogadas no meu PC.

Dungeon Defenders
Desenvolvedora: Trendy Entertainment
Publisher: Reverb Communications
Plataforma: Windows (foco da análise), Xbox Live Arcade, PlayStation Network, iOS, Android

Apesar do hype antes do lançamento, pouco sabia eu como o jogo funcionava, somente que era um Tower Defense que dava o controle de personagens para atacar as hordas de inimigos.

Depois de tê-lo fiz a incrível observação que o game é exatamente isso, só havia esquecido que eles invocavam torres também. Ao entrar no jogo você escolhe uma classe das quatro que já vem com ele para defender os cristais de Etheria, cada uma delas com suas próprias armas, torres e habilidades para usar.

Como falamos de um game de estratégia, todas as quatro são essenciais para um bom jogo. Guerreiros e magos destroem a linha de frente, enquanto a caçadora coloca armadilhas pelo mapa e o monge dá suporte aos aliados. Na teoria é tudo muito lindo, mas raramente funciona.

Além de consumir a mana do jogador, as torres utilizam Unidades de Defesa compartilhadas por todos e limitadas pelo mapa, ou seja, os jogadores podem construir um número limitado de torres e sempre terá alguém – normalmente o mago – que vai tomar a maioria desses pontos e ter mais delas, além de que são poucas as vezes que conseguimos entrar numa partida online em que as quatro classes coexistem.

Isso se aplica quando falamos do modo online livre, tanto o oficial quanto o liberado para modificações, mas DD conta com a opção de jogos em rede privados e um multiplayer local de até quatro jogadores, utilizando teclado ou joystick. Para aumentar a inclusão, o game é cross-plataform entre PC, PS3, iOS e Android, uma conquista impressionante.

A parte ruim é que as saves não são compartilhadas (eles não são deus), então os personagens e a mana, usada também para melhorar equipamentos e comprar pets na taverna, ficam apenas no console jogado. E pode acreditar, você vai querer investir uma mana em pets e melhoramentos.

Vários itens podem ser achados durante as batalhas, mas para eles ficarem num nível bacana e condizentes com sua build é necessário atualizar seus stats. Já os pets conseguem ser de extrema ajuda, dando diversos bônus para seu dono e ainda atacando para ele.

Há possibilidade de conseguir bichinhos após matar um boss, comprando por mana, ou – e ai aparece a vantagem da versão de PC – apenas adquirindo o jogo. Todos que compram o game via Steam ganham quatro personagens de Team Fortress 2 como pet e uma Portal Gun, exclusiva para a caçadora, que funciona mesmo como uma Portal Gun!

Como todo o jogo, esse também apresenta algumas falhas, como o fato de eu não experienciar tanto crash desde o Playstation 1. Em fullscreen o problema nem é tão grande, mas como o jogo encrenca quando você quer usar o alt+tab no modo janela.

Outros erros bastante encontrados são dele não te deixar entrar em algumas partidas porque acionou filtros completamente do nada ou o misterioso crash quando se passa do fim de um mapa direto para a taverna, que derruba todo mundo menos o host.

Ainda assim, quem curte uma ação/estratégia e consegue deixar o twitter de lado por um tempo para jogar em fullscreen pode encontrar um ótimo passatempo para ocupar pelo menos 30 horas na primeira semana de jogo. Ou fazer igual a um cara que encontrei em uma partida e alcançar level 70 com oito personagens em sete dias.


VEREDITO FINAL:

Extremamente recomendado aos fãs de Tower Defense, mesmo para quem já possui Sanctum ou Orcs Must Die!. Há possibilidade de jogar tanto online como single player ou um coop local e, apesar de bugs ou uma concentração de chars de uma mesma classe, DD definitivamente não deixa o jogador na mão no quesito diversão.


About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão (@luigilol).