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Autor: Luigi Olivieri Em: Nintendo/ Reviews Data: 01/10/2009 às 16:24
Tags: | Final Fantasy, Square Enix

Após 6 anos do lançamento de Final Fantasy Tactics Advance para GBA, a Square Enix traz de volta para um console da Nintendo um novo jogo de RPG/Estratégia de sua maior franquia.
Final Fantasy Tactics A2: Grimoire of the Rift traz dezenas de novidades em relação ao seu antecessor. Mapas totalmente redesenhados, várias classes e personagens novos, um sistema de leilão de regiões, desafios para o clã, mudança nos shops e muito mais.
A história também mudou, mas manteve sua essência. Você é Luso Clemens, um garoto normal que, antes de poder cair nas férias de verão, deve arrumar a biblioteca por ter chegado atrasado na aula. Enquanto espera um professor na biblioteca para poder trabalhar, ele começa a ver um livro bem velho, mas por algum motivo estranho ele só está preenchido até a metade.
Quando Luso vai até a última página ele vê escrito: “Alguém está destinado a preencher as páginas em branco. Você sabe seu nome?” Só pelo prazer de escrever em um livro da biblioteca, Luso escreve: “O nome é: Luso Clemens”. Ao escrever isso algo muito estranho acontece. O livro começa a brilhar e o menino some da escola.
Do nada a personagem se vê em uma floresta com um pássaro gigantesco a suas costas. Por sorte lá estava Cid e seu clã de caçadores. O guerreiro pede para que Luso entre em seu clã para poder ter chances contra o pássaro.
Após jurar lealdade ao clã, a roupa de Luso muda e eles enfim derrotam o pássaro gigante. A partir daí, Luso e seus companheiros entram em uma aventura para saber como ele foi parar em Ivalice/St. Ivalice, como nosso protagonista pode voltar ao mundo humano e o que é esse livro misterioso que viajou com ele até o novo mundo e é preenchido magicamente quando você descobre algo diferente.

Como eu disse, o game se passa tanto em Ivalice como em St. Ivalice. A parte de Ivalice está cronologicamente localizada um pouco depois de Final Fantasy XII, sendo que você até encontra Vaan, e a parte de St. Ivalice uns 10 anos depois de FFTA.
Na jogabilidade o game possui duas grandes inovações, sendo que o estilo continua sendo de RPG/Estratégia baseada em turnos. A primeira é que não é mais com 100 pontos de EXP que os personagens passam de nível, a quantidade varia. O quanto de experiência que o jogador ganha por golpe dado também mudou.
A segunda é uma maior atenção dada aos clãs. Foram adicionados quatro Clan Talents, sendo eles: Negotiation, Aptitude, Teamwork e Adaptability. Em algumas batalhas ou missões são dados pontos em determinados atributos. Algumas missões só podem ser feitas com um número de pontos determinado em um ou mais talents.
Um modo rápido de ganhar pontos é via Clan Trials. Esses desafios são comprados com clan points, uma moeda especial só para isso, ganhada no final de cada missão junto com os clássicos Gil, que, além de te dar talent points, também dão descontos em shops e nos pubs. Quanto mais alto o nível do trial que você escolher mais pontos você ganha e mais descontos também.
Como eu disse antes, os shops mudaram um pouco. Agora o único jeito do jogador liberar uma arma para comprar é forjando-a no Bazaar. Uma novidade é o Fiting Room, um lugar onde o jogador pode comprar armas e equipamentos escolhendo um personagem como base. Se ele não gostar do que comprar, pode sair do Fiting Room sem selecionar a opção de compra definitiva, não perdendo dinheiro nenhum. Já os pubs não mudaram quase nada, só adicionando uma área para a compra de Clan Trials.
As Auction Houses também fazem sua primeira aparição em Final Fantasy Tactics. Nelas é possível participar periodicamente de leilões para comprar uma região. Isso serve para você ganhar descontos nos pubs e shops nas regiões compradas.

Cada Auction House tem mais ou menos 4 regiões que são leiloadas uma atrás da outra a partir do momento que você entra no jogo. Sabendo disso, fique esperto para não torrar seus tokens, a moeda especial para leilões, logo no primeiro mapa, já que eles não serão recuperados até o último mapa ser “vendido”.
As leis devem ser uma lembrança para jogadores mais antigos. No primeiro Final Fantasy Tactics Advance, o personagem que quebrasse uma lei era mandado para a cadeia. Era necessário esperar ou pagar fiança para libertá-lo. O sistema continua, mas mudou um pouco.
Quando o jogador quebra uma regra fica proibido o uso de Phoenix Down dentro dessa batalha e os bônus que ele ganharia no final dela, por quebrar uma lei, são obviamente dispensados. Além disso, ele perde o Clan Privilege, escolhido pelo jogador no início do confronto, como Speed Up e EXP Up.
Final Fantasy Tactics A2 também recebeu algumas raças e jobs novos. Além dos clássicos Bangaa, Human, Moogle, Nu Mou e Viera foram introduzidos os Seeq de FFXII e as Gria, uma raça exclusiva. Outras novas classes são Spellblade, Viking, Cannoner e quinze outras que não estavam no primeiro FFTA.

O grande pecado do jogo é a falta de um multiplayer onde você luta com clãs inimigos, principalmente via Wi-Fi. Acho que o sonho dos jogadores de Final Fantasy Tactics era poder enfrentar outras pessoas com seu grupo. Mesmo que o multiplayer fosse somente via wireless, diversão não ia faltar em derrotar seu amigo. Não sei por que raios a Square Enix deixou isso passar.
Os gráficos do game não são muito bonitos. Tudo bem que a imagem é característica desse tipo de jogo, mas só melhorar o brilho e alguns detalhes aqui e ali não é o suficiente. Mesmo com um potencial baixo, o DS pode fazer mais do que isso.
Outro ponto fraco do jogo é o som. No mapa principal temos uma musica típica de Final Fantasy. No primeiro mapa de batalha também uma música no estilo clássico da série. E no segundo, no terceiro, no quarto e aí por diante. Todas as músicas são parecidas com de outros jogos da série, sendo que algumas músicas da OST parece que foram ripadas de FFTA e Final Fantasy XII. A Square-Enix poderia ter inovado neste aspecto.
Outro problema com o jogo é que ele nunca muda. Você batalha, compra equipamentos e vai nos pubs até o final do game, o que pode-se tornar enjoativo e entediante para alguns jogadores.
Mesmo longe da perfeição, Final Fantasy Tactics A2 merece ser experimentado. É um jogo que difere bastante do seu antecessor por causa de suas diversas novidades mas mantendo a essência da versão de GBA, o que agrada a jogadores mais antigos.
Melhora da jogabilidade em relação a versão de GBA
Novas classes e novos Jobs
Maior atenção dada aos Clãs
Falta de um multiplayer
Músicas que você já ouviu anteriormente dezenas de vezes
Pode se tornar repetitivo demais

12 Comentários em Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS)
Guri de Apê
outubro 1st, 2009 at 16:34
[Player Two] Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS) http://bit.ly/CVKLu
Player Two
outubro 1st, 2009 at 16:45
PlayerTwo: Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS) http://bit.ly/1aaS2G
Rafael Lemos Camolez
outubro 1st, 2009 at 16:52
RT @playertwobr: PlayerTwo: Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS) http://bit.ly/1aaS2G
Tweets that mention Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS) - PLAYER TWO -- Topsy.com
outubro 1st, 2009 at 16:53
[...] This post was mentioned on Twitter by Player Two and Guri de Apê. Guri de Apê said: [Player Two] Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS) http://bit.ly/CVKLu [...]
Imprensa Gamer
outubro 1st, 2009 at 16:53
Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS): Após 6 anos do lançamento de Final Fantasy Tactics Advance para GBA, a S.. http://bit.ly/1aaS2G
D.Tribal
outubro 1st, 2009 at 16:54
RT @PlayerTwoBR: PlayerTwo: Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS) http://bit.ly/1aaS2G
N-Blast Indica
outubro 1st, 2009 at 19:00
Review: Final Fantasy Tactics A2 (DS) http://bit.ly/L8BVd (via @PlayerTwoBR)
Vinik
outubro 17th, 2009 at 18:21
INfact, um dos jogos que mais chama atenção em questão de RPG Tatico. O review tá atrasado mas tá bom
.
Thiago
abril 27th, 2010 at 18:41
"Falta de um multiplayer"
Isso é brincadeira? era pra ter multiplayer? ja teve antes?
Cara vcs precisam de pessoas mais capacitadas para reviews, a saga toda n tem multiplayer e a saga de onde essa saga parte só tem multiplayer em 1 dos jogos de 13 q existem.
luigiol
abril 27th, 2010 at 21:28
Eu nunca disse que já teve multiplayer, eu disse que queria que tivesse um, ia adicionar bastante ao jogo um modo de duelo entre players.
Rafael
junho 20th, 2010 at 04:59
Concordo com o Luigi. Um multiplayer ia dexar mais interessante.
GabrielJew
setembro 24th, 2010 at 16:04
O Tactics do GBA tinha um modo de luta e troca entre dois jogos via cabo link.