Review – Heavy Rain (PS3)

Autor: André Monsev Em: Reviews/ Sony Data: 02/04/2010 às 0:00

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Lembro nos meados dos anos 2000, quando joguei Indigo Prophecy. De cara, pude notar que aquela não seria uma experiência qualquer. Aquele jogo me marcou, me impressionou, mostrou do que um bom jogo, bem montado, estruturado e com uma boa história, é capaz. A única coisa que não tinha me agradado, era o contexto meio sobrenatural demais. Pois alguns anos depois, a Quantic Dream aparece com seu novo jogo, bem mais sóbrio e, sem dúvida, interessante. Heavy Rain surgiu para agradar a gamers e cinéfilos, e marcar presença como um game no mínimo inovador.

Um início monótono. Você controla um personagem que acorda num belo dia de sol, escova os dentes, toma banho, se veste, desce e faz o que quer. Seus filhos chegam, e é aniversário de um deles. Vocês almoçam, mais tarde vão no shopping. Um acontecimento muda toda a ordem, e dá início à uma sucessão de eventos. Isso tudo cria um completo caos. É essa clássica jornada do herói – a transição da vida comum, a nossa vida, rotina, o dia a dia que estamos acostumados – para dias sucessivos, intensos e repletos de surpresas desagradáveis, que é apresentada em Heavy Rain.

O clima é criado, e os personagens são apresentados. Cada um partindo de sua própria realidade, com suas principais suspeitas, para então chegar em um momento em que todos seus destinos se cruzam, em torno de um mesmo objetivo: capturar o Assassino do Origami, cada qual com seus motivos.

Essa promissora trama consegue se manter firme até o final, sendo o suficiente para o interesse no jogo crescer mais a cada capítulo completado. Há algumas pequenas falhas de roteiro – como a morte de um passarinho de estimação no início do jogo que não faz sentido algum, e também personagens que aparentam não ter nenhuma verdadeira importância, com aparições repentinas – mas digamos que tudo isso pode ser contornado com bom senso. Fora dos detalhes bobos, o que se tem é uma trama bem traçada, consistente e instigante. A sugestão que pode ser dada é algo como começar a jogar em algum momento que você tenha tempo no dia seguinte para dar sequência, ou então morrer de curiosidade.

Quem jogou Indigo Prophecy já pode ter noções do que se trata a jogabilidade. Um game voltado totalmente para a história e a influência do jogador para o desfecho dela, adicionando comandos básicos de andar – naquele jeito meio Resident Evil clássico, Silent Hill e afins – aliado a momentos de pura empolgação com eventos em quick-time super bem construídos e desafiantes. A grande vantagem perante ao antigo game da Quantic Dream é que há menos situações repetitivas. Claro, existe a repetição mas de uma forma compreensiva dentro do contexto e, mesmo assim, ela não chega a atrapalhar ou entediar. Além disso, não há qualquer estresse com os comandos.

De qualquer modo, eu considero a jogabilidade do game um dos pontos mais altos, junto da história. Isso porque além dela ser adequada para a proposta do jogo, há momentos de pura euforia. Lutas, perseguições, fugas. Momentos de pura adrenalina, que em diversas partes do jogo te deixarão na ponta da poltrona, sem piscar, com os olhos vidrados na tela. As mãos suam, e a tensão é total. Aliás, é bem normal depois de um momento de muito estresse e ação frenética – que o jogo consegue desenvolver tão bem – pausar para dar uma respirada. É como acordar de um pesadelo e pensar “ainda bem que não era real”.

Se a proposta é realmente ser um filme, então graficamente falando temos um jogo que, mais uma vez, conseguiu cumprir o objetivo. Os efeitos são muito bons, ótimas texturas, movimentos quase sempre bem trabalhados, com exceção ao andar dos personagens que pode parecer um tanto quanto robótico às vezes. Mas, é claro que tem também alguns momentos de baixa no jogo: alguns objetos estão com visual meio ultrapassado – com um design muito quadradão ou uma textura mal finalizada. As mãos também podem em determinados momentos parecerem artificiais demais. Nada que vá atrapalhar a experiência, pelo menos.

Sonoramente falando, o jogo é muito bom. O único defeito é de algumas dublagens serem meio forçadas demais. Quero dizer, elas de uma forma geral são boas, mas alguns diálogos pareceram um pouco sem verdade. Mas, novamente, são alguns momentos apenas, o que não compromete a experiência do jogo.

Quanto à trilha sonora, esta é um espetáculo a parte. Músicas bem orquestradas com uma capacidade de criar um perfeito clima para o filme, digo, jogo.

Algumas pessoas alegaram na internet estarem sofrendo com bugs, crashes e sabe-se lá mais o que. Situações em que elas tem de até mesmo reiniciar o PS3. Comprei o meu recentemente e não sei se é por isso, mas felizmente não tive nenhum probleminha, nem gráfico, nem de funcionamento com o jogo. Um ou outro raro momento que os frames baixaram um pouquinho, mas sempre durante alguma cutscene.

Infelizmente o jogo não é longo. Não sei quanto tempo tem exato, mas joguei em média umas 10 horas, talvez um pouquinho mais. A experiência vale muito a pena, mas a vontade de continuar é tremenda. Mesmo assim, apesar dos 18 finais e dos troféus para se conquistar, alguns podem não sentir tanta vontade de repetir toda a história. Quero dizer, há a curiosidade pelos outros finais, mas passar por absolutamente todos os momentos do game pode não soar tão recompensador como na primeira vez, afinal, muito do mistério (talvez todo ele) já foi respondido. Isso faz com que o jogo tenha uma vida relativamente curta, deixando-nos à mercê de DLC’s. Felizmente, o primeiro foi anunciado e sairá em abril. Infelizmente e obviamente, ele é pago. Custava colocar direto no jogo, Quantic?

VEREDITO FINAL

Esse é um título obrigatório para todos que tenham um PS3, nem mesmo que seja apenas para experimentá-lo. É um jogo muito único, com muita personalidade, e com uma história daquelas que realmente tem o poder de mexer com a mente. É intrigante, desafiador e repleto de mistério e ansiedade para “ver o que vem a seguir”.

Com uma capacidade de imersão incomum nos jogos, Heavy Rain cativa e emociona, aliando as melhores emoções presentes no cinema de qualidade, com toda uma interatividade e liberdade de escolha que só poderia ser experienciada através de um jogo bem estruturado.

Cativante, emocionante, desafiador e inovador.
Gráficos bem desenhados, com expressão e vida.
História interessante, digna de excelentes filmes de suspense.
Furos de roteiro bobos.
Problemas com bugs e glitches afetando os jogadores
Apesar dos diversos finais possíveis e dos troféus, o jogo em si tem pouca duração.

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13 Comentários em Review – Heavy Rain (PS3)

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Rafael Lemos Camolez

abril 2nd, 2010 at 10:22

RT @PlayerTwoBR Review – Heavy Rain (PS3) http://bit.ly/d2mpKt

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Guri de Apê

abril 2nd, 2010 at 10:23

[Player Two] Review – Heavy Rain (PS3) http://bit.ly/d9pqwT #parceiro

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Player Two

abril 2nd, 2010 at 10:23

Review – Heavy Rain (PS3):
Lembro nos meados dos anos 2000, quando joguei Indigo Prophecy. De cara, pude notar qu… http://bit.ly/c5HUuu

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N-Blast Indica

abril 2nd, 2010 at 10:23

Review – Heavy Rain (PS3) http://bit.ly/cVbebF (via @PlayerTwoBR)

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Tweets that mention Review – Heavy Rain (PS3) - PLAYER TWO -- Topsy.com

abril 2nd, 2010 at 10:29

[...] This post was mentioned on Twitter by Rafael Lemos Camolez, Player Two and Guri de Apê, N-Blast Indica. N-Blast Indica said: Review – Heavy Rain (PS3) http://bit.ly/cVbebF (via @PlayerTwoBR) [...]

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Felipe

abril 2nd, 2010 at 17:43

Você gostou mesmo da história? Putz :P

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André Monsev

abril 2nd, 2010 at 17:07

@lemurius foda né cara! Ó o review que fiz pro P2: http://migre.me/th3J, e não tem spoiler, não se preocupe :P

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AndreMonsev

abril 2nd, 2010 at 20:13

Gostei :) __Gostei das revelações, das de suspeitas tanto dos personagens quanto nossas (até pq vi logo antes de zerar o Ilha do Medo e, de uma certa maneira, me lembrou um tanto quanto :P ), do encaixar que tudo teve no final das contas à lá 21 gramas e Babel, e, como eu disse, gostei mais ainda por ser uma história melhor desenvolvida, mais adulta, sóbria e realista do que a do Indigo Prophecy que, particularmente, já achava uma ótima história :)

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lemurius

abril 3rd, 2010 at 21:49

Heavy Rain foi um jogo que me deu emoções antes mesmo de eu jogá-lo. Mais de um ano antes do lançamento eu já o esperava mais que qualquer jogo. Isso porque sou fã de adventures clássicos e também pela interatividade na história que me atrai muito.

Quando ele saiu e começaram as especulações e notas confusas, comecei a achar que seria a maior decepção da minha vida. Queria que o jogo tivesse sido unanimidade, que revolucionasse, mas muita gente estava falando mal. Mas acabei comprando graças a conversas com quem tinha jogado.

E o resultado é que terminei o jogo ontem mal tendo do que reclamar. É uma experiência fantástica, diferente de qualquer coisa que já vi nos videogames. Não sei se David Cage vai mudar a indústria, mas minha forma de entender os jogos ele já mudou.

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Heliezer Soares

abril 4th, 2010 at 12:59

Eu zerei também, fiz alguns finais diferentes e confesso que curti bastante. Acho que vale a pena jogar novamente (pelo menos alguns capítulos) para ver cenas adicionais, principalmente nos últimos capítulos onde as mudanças são mais bruscas.

E sei lá, apesar de ter gostado do jogo, sei lá, os motivos em si do assassino não me convenceram. E muita coisa no jogo também não foi explicada, igual ao que estava acontecendo com o Ethan Mars (afinal de contas, porque ele tinha aqueles ataques e meio que apagava?). Sobre a jogabilidade, às vezes o personagem fica meio perdido e vai para um lugar que você queria que ele não fosse. Isso sem falar que os personagens apenas andam, não correm.

No geral é um bom jogo que poderia realmente durar mais.

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André Monsev

abril 6th, 2010 at 19:11

@omatheussouza http://playertwo.com.br/conteudo/review-heavy-rain-ps3/ aliás cá está o review desse fuckin'-mega-great game.

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André Monsev

abril 6th, 2010 at 22:09

Pra quem até hoje não viu a review de Heavy Rain: http://playertwo.com.br/conteudo/review-heavy-rain-ps3/

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Anônimo

abril 21st, 2010 at 23:21

meus djos eu apenas quero saber pelo menos algum final do jogo, para dizer pro meu amigo, pq ele n quer saber ai vou pedir dinheiro a ele e se ele não me der, eu o digo o final

Comentários

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