Review – Lost Planet 3 (PC)

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Lost Planet, tanto com o 1 (2006) quanto com o 2 (2010), nunca foi aquele game de grande destaque, sempre se manteve acima da média. Depois de 3 anos parados, o novo título da série foi lançado e, mesmo sob o comando de novos desenvolvedores (os dois primeiros foram desenvolvidos pela Capcom e o terceiro foi desenvolvido pela Spark Unlimited) e uma nova engine, não foi o suficiente para dar grande destaque ao jogo.

Lost Planet 3
Desenvolvedora: Spark Unlimited
Publisher: Capcom
Plataformas: PC (versão analisada), Xbox 360, PS3

Em Lost Planet 3 você é Jim Peyton, um piloto de mecha que foi contratado para sair da Terra e ir trabalhar para NEVEC (Neo-Venus Construction) em EDN III. O game começa mostrando Jim e sua neta, Diana, logo após ter acontecido um acidente, onde Jim acaba ficando preso e decide contar sobre seu passado para poder conseguir perdão.

Jim começa então a contar que foi contratado para trabalhar em um planeta ainda inexplorado – você está indo substituir uma outra contatada que acabou desaparecendo -, mas que seria um trabalho bem lucrativo. Após um problema em sua aterrissagem, você é apresentado a sua nova equipe, algumas máquinas utilizadas na missão e a Thermal Energy (T-Energy), o motivo de tudo isto.

A T-Energy, que também é a moeda in-game, pode ser a solução dos problemas de energia na Terra, só que os humanos não são os únicos seres vivos no planeta. Os Akrids, uma espécie de insetos alienígenas, também podem ser encontrados no local. Logo após um rápido encontro com alguns destes insetos, você é introduzido a equipe com quem trabalhará e ao seu mecha, um pouco antes de ir pra sua primeira verdadeira missão e realmente o começo do jogo.

Você já percebe como será daqui pra frente logo após a primeira missão. Você pegará seu robô, irá para o local indicado, sairá do robô, enfrentará alguns inimigos, fará o seu trabalho e depois de volta a base. Confesso que logo depois de um tempo eu agradeci quando o jogo me deu a opção de utilizar viagem rápida. Não só isto, você também poderá voltar a certos lugares para poder coletar mais T-Energy como forma de missões secundárias, que lhe ajudarão a comprar melhorias pra suas armas e seu robô.

lost planet 3 meio

A história de Lost Planet 3 tem seus altos e baixos. Por causa de tanta repetição, você acaba se enjoando. Nem mesmo com a virada de eventos e mais explicações do que está acontecendo no planeta, empolgam a continuar jogando mais e mais. O jogo até ganha um ar de Dead Space, quando se começa a entrar em instalações abandonadas, mas não ganha aquela vontade de “quero mais”.

Por conta de ser um planeta que ainda está sendo explorado, é difícil ter cenários mais detalhados na superfície, onde você acaba encontrando mais formações rochosas do que outra coisa. Os detalhes ficam por conta das máquinas exploratórias e cavernas que foram formadas e onde vivem Akrids. Um que acaba chamando atenção no meio desse planeta esbranquiçado, é a cor vermelha que emana dos inimigos. Claramente mostrando onde você deverá acertar para poder derrotá-los.

A maior dúvida quando se possui um game multiplataforma é como ficaram os controles. Eu não tive oportunidade de jogar LP3 com um controle, mas não encontrei problema algum jogando com teclado+mouse. Algumas opções por padrão são estranhas, por exemplo: para pegar munição das caixas e áudio logs você aperta o botão ‘p’, meio longe do padrão WASD, mas nada que não seja difícil para reconfigurar. O controle foi bem responsivo, não senti nenhuma travada enquanto jogava. A única coisa estranha é quando o game lhe fala para apertar e segurar um botão, mas o simples ato de apertá-lo já era o suficiente, ou também quando o jogo pede para pressionar para cima ou para baixo mas apenas uma das opções funcionava. Não é algo que estrague completamente a experiência do jogo, mas é chato encontrar falhas do tipo.

Uma coisa que sumiu do LP3, em comparação com o seu antecessor, foi a retirada do modo coop. Ok, o jogo meio que possui um coop 3x3xAkrids (isso, 2 times de 3 pessoas cada contra Akrids), mas não possui aquele bom e velho coop no modo história. Falando em multiplayer, eu me surpreendi quando vi que ele requer uma conta no Gamespy para jogá-lo.

Mas deixando este pequeno incômodo de lado, o jogo lhe fornece, além do modo 3×3 dito anterior, três outros modos 5×5: Team Deathmatch, Extraction e Scenario. O primeiro modo é o básico dos jogos de tiro, onde ganha quem matar mais até o tempo acabar. No segundo modo, os times competem para ver quem consegue extrair mais T-Energy dos pontos que aparecem ao redor do mapa. Já no último modo, cada time deverá completar uma série de objetivos para ser o vencedor. Você vai ganhando experiência a cada partida, que irá lhe permitir desbloquear novas armas e habilidades.

VEREDITO FINAL:

Confesso que o que mais me fez falta foi o modo coop. O game também possui uma “pegada” diferente do seu anterior, já que os seus antecessores são unidirecionais, enquanto o terceiro tem jeito mais free roaming, adicionando até missões secundárias. Apesar dos bonitos gráficos e uma boa ambientação, o game acaba saindo muito caro pelo o que tem a oferecer. Não considero ser um game obrigatório, talvez nem mesmo para os fãs da série.

nota

About Tiago Santana

Aprendiz de programador e desenvolvimento web. Eu gosto de jogos, eSports, livestreams, música, redes sociais online e de você.