Review – Pokémon Black (DS)

Vocês podem até ter cansado de Pokémon, mas ainda tenho vitalidade de sobra para escrever sobre assunto. Talvez porque passei minha infância toda vendo o seriado, ou porque a versão Yellow me iniciou no inglês.

Mas isso não vem ao caso, o que importa é que Pokémon Black/White tem mais 156 monstrinhos andando pelo mundo, uma nova região e uma nova Equipe Rocket esperando por japoneses fanáticos ou pessoas que não conseguem contar até 252 para ser jogada e analisada.

Pokémon Black
Desenvolvedora: Game Freak
Publisher: Nintendo
Plataforma: Nintendo DS

Apesar de vermos exatamente essas novidades surgindo em cada jogo novo há mais de uma década, a quinta geração conseguiu algo que talvez só a de Gold/Silver/Crystal alcançou: um uma evolução incrível em relação ao passado. E essa evolução foi em tantos aspectos que precisamos ir com calma no assunto.

As imagens, por exemplo, conseguiram acompanhar bem a melhora entre Platinum e HeartGold. Os gráficos estão na mesma linha dos remakes, mas com a adição de construções grandiosas, como pontes gigantes onde a câmera até se afasta para vermos o tamanho e arranha-céus dentro da maior cidade do game.

Pode parecer fútil, mas detalhes como esse fazem com que nos sentimos em um jogo de verdade. Agora temos até cut-scenes durante a história, junto com a abertura do jogo que é um show a parte.

Pela primeira vez na história do mundo a abertura não é um monte de pokémon randômico aparecendo em cenários bonitinhos, mas sim um prelúdio da história, mostrando a coroação de uma pessoa de cabelo verde, que por acaso é um dos líderes do Team Plasma, os inimigos da vez.

O objetivo inicial da facção dessa vez é libertar todos os pokémons para eles viverem como quiserem, nada de dominar o mundo ou coisa do tipo. Para isso ela conta com sete sábios, o principal deles Ghetsis, e um rei, N, e adicionam um peso muito grande na história e a jogabilidade.

No entanto, o peso não é completamente bom. A introdução de um enredo mais complexo e de dois rivais tirou toda a fluidez do game, e me impede até hoje de zerá-lo. Normalmente você encontra o rival 4 vezes para batalhar e o Team alguma coisa umas outras 4, mas em Black/White é um encontro com ambos a cada ginásio, cansa.

Eu desisti de terminá-lo por hora, mas talvez saber que existe uma série de coisas para fazer após terminá-lo incentive as pessoas a a fazer isso. Praticamente metade do mapa só é acessível após o fechamento da história principal, aparecendo novos desafios e pokémons para capturar.

Os monstrinhos antigos só começam a aparecer a partir dai, então pode se esforçar pra conseguir chegar até esse ponto, pois aguentar pokémons como esse está ficando complicado. Nintendo, relaxa no crack ou para de criar novos bichos, por favor.

Ainda sobre eles, existem três itens interessantes apesar da falta de criatividade na criação dos 156 novos. Há um bom tempo existem pokémons exclusivos da noite, mas agora adicionaram exclusivos de temporadas, como alguns de gelo que aparecem mais no inverno. A mesma coisa para algumas regiões, que ganham passagens novas por causa de pilhas de neve.

As Triple Battles simples são bem sem graça, mas as de Rotação divertem bastante. Nelas, três pokémons de cada lado entram na batalha, mas só o que está na frente de cada lado luta. Durante a fase de escolha de golpes, o jogador pode optar por trocar o seu da frente por um dos dois que estão de lado, isso sem perder a rodada – ou seja, podendo atacar com o novo -. E os mind games que rolam durante uma partida dessas?

O destaque mesmo fica para o DreamWorld, algo paralelo ao PokéWalker de HeartGold/SoulSilver. Após conseguir o C-Gear, um aparelinho que abriga várias funções em relação ao Wi-Fi, qualquer jogador cadastrado no site do Global Link pode entrar no DreamWorld com um de seus pokémons do box.

Depois de colocar o pokémon pra dormir, a brincadeira se transfere para o PC. Dentro do DreamWorld, cada jogador ganha uma casa para personalizar e pode visitar diversos mapas para encontrar pokémon e itens, que são transferidos para o DS na próxima sincronização.

Para não lotar muito os servidores, e como os pokémons de lá possuem habilidades e golpes especiais, há um limite de uma hora de jogo por dia para cada cartucho, nada muito trágico. Após esse tempo, você pode sincronizar de novo o jogo e capturar o pokémon transferido.

Os metagamers e jogadores casuais podem ficar felizes com os duelos em rotação, o DreamWorld e o reequilíbrio nos golpes e status, pois a parte batalhas está bem divertida. Já quem não aguenta mais ver Pokémon pela frente, a sugestão é pegar um pouco HeartGold, renovar as esperanças e jogar Black & White de uma vez, e colocar essa imagem como inspiração (só os bons entenderão).

VEREDITO FINAL:

Pokémon está envelhecendo, e a Game Freak percebeu isso. Tentou implementar um punhado de novidades, algumas citadas aqui como boas ou ruins e outras que nem tiveram espaço na análise, mas ela conseguiu fazer a quinta geração passar no controle de qualidade dos fãs. Mesmo com o caminho até a Liga sendo um pouco pesado, Pokémon Black consegue ser bom, ultrapassando as versões passadas e parando apenas na muralha de Ouro e Prata.

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão.