Review – Pokémon Conquest (DS)

Ninguém entendeu muito bem quando viu a notícia desse novo jogo dos monstrinhos de bolso na CoroCoro. A Koei, junto com a The Pokémon Company, causou espanto e deixou muito fã com pulga atrás da orelha com a ousada empreitada, afinal, a Nintendo não é muito de fazer crossovers, e os jogos da Koei aparentemente não tem muito a ver com os da empresa de Kyoto.

Passado o choque causado pela revelação, veio o hype em cima do spin-off, pois ninguém imaginava ver Pokémon lutando junto com os lordes feudais da também lendária franquia, pelo menos no Japão, Nobunaga’s Ambition. Vamos ver do que ele é capaz?

Pokémon Conquest
Desenvolvedora: Tecmo Koei
Publishers: Nintendo, The Pokémon Company
Plataforma: Nintendo DS

À primeira vista, o nome ocidental parece não dizer muita coisa, Conquest, mas o título original não deixa dúvidas – Pokémon + Nobunaga’s Ambition – e evoca os dois mundos para mostrar que o crossover entre as franquias realmente é verdade. O nome Nobunaga’s Ambition pode lhe soar estranho, até porque a série nunca fez muito sucesso fora do Japão mesmo, mas trata-se de um dos primeiros RPG’s a explorar a tática e a astúcia do gamer.

O primeiro título foi lançado para NES em 1983, e tinha como pano de fundo o caótico Japão feudal. Comandando Oda Nobunaga e seus generais, o objetivo era conquistar todos os territórios, e assim unificar o país. O general Nobunaga realmente existiu, um grandioso líder que apesar de suas medidas expansionistas e ditatoriais, foi muito aclamado pela população por causa das mudanças positivas nas áreas de habitação e economia.

Enquanto Nobunaga não é muito conhecido por essas bandas, a trupe de Pikachu dispensa apresentações. No entanto, para a decepção de muitos treinadores, não estão presentes todos os 649 Pokémons no jogo, e sim 199. Mesmo sendo um número bem reduzido em relação ao total, os personagens presentes são os mais úteis e carismáticos possíveis, como Lucario, Gallade, Tyranitar, Crobat, e muitos outros, além de suas respectivas involuções.

Na batalha, cada monstrinho representa um general de seu grupo, e sua ligação com o mestre é determinada pelo “Link”, uma espécie de medidor que indica a afinidade entre a dupla. Fazendo uma analogia com a série principal, essa porcentagem é equivalente aos pontos de experiência, XP Points, e alcançado um determinado valor, o Pokémon irá evoluir. Entre outros elementos aproveitados da série principal, estão os métodos de evolução com o uso de pedras evolutivas, ou por felicidade.

O objetivo primordial aqui é impedir Oda Nobunaga de encontrar o pokémon lendário, criador do continente Ransei. Reza a lenda de que o Pokémon aparecerá e irá se submeter às vontades do homem que conquistar e unificar todos os territórios. Para estender sua bandeira sob esses territórios, você deve vencer o exército daquela região numa batalha, utilizando os Pokémons. Os confrontos são extremamente parecidos com a mecânica apresentada em Tatics Ogre ou Final Fantasy Tactics, mas desta vez aliados ao fator Nintendo.

Desta vez você não irá escolher com quem irá iniciar sua jornada, pois seu personagem será sempre dono de um Eevee, que lhe dá uma gama muito maior de escolhas, apesar de eu ainda preferir os dragões. Sua companheira é Oichi, uma simpática garota que detém um Jigglypuff. Em cada batalha você poderá contar com no máximo 6 generais, o mesmo para seus oponentes. Armadilhas, lagos, pedras e outros elementos estão presentes nos cenários, tornando as lutas mais dinâmicas e imprevisíveis, o que significa que quem aprender a usar o terreno a seu favor já estará em larga vantagem. O uso de itens como Potions e Antidotes também são permitidos.

A história principal pode ser completada sem maiores problemas com cerca de 23 horas de dedicação, algo na média para os RPG’s do portátil. Após finalizar o game uma vez, você ganha acesso a mais personagens e muitas missões extras, ganhando mais umas 20 horas de diversão. Mesmo com tanta coisa pra fazer, o jogo acaba ficando maçante depois de um tempo, pois não há muita inovação nesse sentido: Conheça o time de seu oponente, escolha seus generais baseando-se nas fraquezas dos outros, preste atenção a armadilhas e pancada neles.

No geral, o game diverte e empolga. Se você é fã de Pokémon, pode ter certeza de que o jogo vale cada centavo, e se mostra o spin-off mais interessante da série desde Pokémon Stadium. Se você é fã de Nobunaga’s Ambition, vale a pena observar a jogabilidade característica da série por outro ângulo. E se você não é fã de nenhuma das franquias, dê uma chance ao game, pois é certeza que esse entra pra seção de clássicos do DS.

VEREDITO FINAL:

Conquest pode não ter a mesma empolgação presente na série principal ou a mesma história de um Pokémon Ranger, mas mostra uma maneira bem peculiar de se enxergar um jogo tático. Apesar de bem diferentes, os dois universos casaram muito bem e a Nintendo conseguiu, mais uma vez, emplacar um grande jogo.