Por que os smartphones são uma das maiores apostas de games para o futuro?

xbest-android-games-03-620x350.jpg.pagespeed.ic.r2yzaCkrZSResponder a essa pergunta antigamente era muito difícil porque nunca tive um aparelho de ponta para testar o que há de melhor nos jogos lançados para esse tipo de sistema. Como se ainda não bastasse vários títulos de peso saem como remakes e/ou ports para os novos aparelhos celulares, como é o caso dos remakes de Final Fantasy V e Final Fantasy VI para iOS e Android. A Square-Enix ainda foi mais longe anunciando que os oito primeiros jogos da série Dragon Quest também darão as caras nesses aparelhos e, seguindo a deixa, temos do outro lado a Capcom anunciando Breath of Fire 6 – sequência direta de um dos melhores RPGs da empresa – também para essa plataforma.

Antes a batalha por uma fatia do mercado de portáteis ficava limitada somente a Nintendo e a Sony, mas com o advento dos smartphones – que além de terem inúmeras funções hoje contam com processadores que deixam o 3DS e o Vita no chinelo – a coisa realmente mudou de figura. Além desses dispositivos sempre estarem presentes no dia-a-dia, muitas empresas viram nos novos celulares uma boa oportunidade para investir em um novo tipo de mercado que a cada dia cresce mais e os jogadores viram uma boa oportunidade para jogar diversos títulos – muitas vezes de graça.

Um outro ponto que deve ser levado em consideração é que o kit de desenvolvimento para os celulares é relativamente mais barato do que os kits para desenvolver nos portáteis das grandes potências dos games e isso influencia diretamente no preço final dos jogos. A título de comparação, basta pegar Angry Birds para os consoles e comparar seu preço com o do Android/iOS. Como se não fosse suficiente, em certo momento, o jogo Dokuro estava saindo por mais ou menos $1,00 na Play Store enquanto na PSN o mesmo jogo se encontrava a $13,00 (hoje seu preço é de $3,00).

Como dito acima o processamento dos Smartphones cada vez é mais rápido; a título de curiosidade, o Samsung Galaxy S4 conta com um processador octacore (santa ignorância). O ponto em que quero chegar é que foi-se o tempo de joguinhos simples e pixelados. Agora são encontrados no mercado verdadeiros pesos-pesados no quesito de qualidade gráfica como Dead Trigger 1 e 2 (ambos gratuitos), Magic The Gathering 2014 (praticamente idêntico à versão de PC), entre outros. Além da já citada Square-Enix, podemos citar também a SEGA, que hoje lança nos smartphones alguns jogos da série Sonic como Sonic 4 – em forma de capítulos – e recentemente um port otimizado do clássico Sonic The Hedgehog 2 com novas fases, inimigos e modos de jogo.

E por fim podemos falar sobre o principal carro-forte desse mercado: os famosos “freemium”. O termo é utilizado para os jogos que são grátis mas que dão ao jogador a opção de pagar com dinheiro real para obter melhorias in game, como novos itens, power-ups ou as vezes para reviver seu personagem mais rapidamente dentro de algum jogo. Apesar de que em teoria você pode se divertir sem ter que desembolsar um único centavo para isso, sabemos como é frustrante ver alguém com poderio financeiro conseguindo as coisas pelo caminho mais fácil. Bons exemplos sobre esse tipo de jogo são Zenonia 5, um excelente RPG produzido pela Gamevil e o incrível Plants Vs Zombies 2, da PopCap. Ambos são totalmente gratuitos mas com certeza já renderam bons lucros para suas empresas.

Pensando na pergunta do título, a era do Android e do iOS que há muito chegou com certeza veio pra ficar e a tendência é só aumentar. Até mesmo as gigantes dos games como a Microsoft e a Sony já tiram parte de seus lucros com suas estratégias e games. Enquanto de um lado temos o Windows Phone que conta com belos exclusivos como Halo Spartan Assault do outro vemos a Sony com sua linha chamada PS Mobile, que oferece grandes títulos a bons preços. E para firmar tudo o que foi dito, sabemos que a Nintendo não está obtendo o lucro desejado com o Wii U e nessa semana afirmou que lançaria aplicativos para os aparelhos telefônicos. No momento ela não tem interesse nos jogos, mas nada impede que no futuro seus conceitos a respeito do assunto mudem.

 

About Kaio Rodrigues

Único sobrevivente dessa página maravilhosa chamada PlayerTwo.com.br, junto com o fundador. Amante de jogos independentes de fan-made, passo parte do meu tempo sonhando em um dia ser jornalista de games.

  • O mercado de jogos para smartphone é para jogadores casuais. E eventualmente gamers old scholl porém o touch por experiência própria não presta. Não supera a experiência da máquina dedicada e da sala de estar. E eu mesmo me recuso a jogar algo que não seja em um desktop.
    Puderás Wii U é um console ridículo. É o Polystation da época atual, só desavisados compram aqui-lo.