Sony apresenta oficialmente o PS4 e seus jogos na E3 2013

ps4

Encerrando o primeiro dia de E3, a Sony chega ao pouco um pouco mais relaxada do que a Microsoft. Sem a necessidade de “provar nada” a respeito do PS4, há muito menos pressão em torno da empresa japonesa, e o clima em Los Angeles está bem mais leve do que estava à tarde. Talvez os jornalistas estejam mais otimistas à noite do que estavam à tarde. Ou talvez estejam mais cansados.
DROP THE BASS!

Como de praxe, uma apresentação descolada, com cenas de ação de franquias clássicas da Sony, ao som de Dubstep. O estilo está mesmo na moda.

O chairman da apresentação é Jack Tretton, CEO da Sony America. Ele entra no palco sorridente, com um terno classudo, mas que não consegue esconder a saliente barriguinha, rs.

Depois dos aplausos ensaiados, Jack começa a falar do PSVita, de como ele está apenas no início, e que ainda há muito espaço a ser explorado. Ele faz um paralelo com o PSP no início da trajetória, e fala algumas baboseiras, das quais já estamos fartos e acostumados. Em um vídeo, brevíssimo, são mostrados alguns títulos em desenvolvimento. A transição entre um jogo e outra era tão breve que eu nem conseguia assimilar os nomes. O único título realmente marcante foi Killzone. A última franquia a ser mostrada no vídeo, diga-se de passagem.

Depois da introdução morna com o PSVita, chega a hora da ação no PS3. The Las of Us aparece em cenas fantásticas. Ação nua e crua, emoção também. Vi expressões nos rostos dos personagens que nem sabia que existiam.

Passado o êxtase do jogo da Square Enix, aparecem umas poucas cenas de um jogo chamado Rain. No início achei se tratar de Heavy Rain, mas estava completamente enganado. O teaser, apesar de ser bastante breve, e bem conceitual, deixou um clima bem tenso na apresentação. Esse é um título a se ficar de olho, futuramente.

Cessa o cair das gotas d’água e a poeira sobe (trocadilho infame, eu sei, mas não resisti) com Gran Turismo 6. O teaser chama atenção para a nova engine gráfica, com reações mais naturais dos amortecedores (!) dos carros e do movimento deles nas saídas de curvas(!). Apesar de isso ser lindo de se ver, e ser um argumento legal pra contar vantagem com os amigos, quando se joga, isso é imperceptível. É igual a jogar Guitar Hero, não dá tempo de prestar atenção no cenário enquanto se está jogando, seus olhos ficam grudados no “braço” da guitarra.

Particularmente, nunca fui muito fã de corrida. O máximo que eu já cheguei me empolgar foi gastar muitas tardes de sábado jogando Gran Turismo 2 no PS1, enquanto era garoto. Mesmo assim, o vídeo era tão fluido e bonito que me deixou bastante interessado no título. Enquanto seu rival espiritual, Forza Motorsport 5, chamou atenção na E3 pela velocidade altíssima e batidas que causariam inveja até no Vin Diesel, Gran Turismo se destaca pelo oposto. Velocidade sim, mas sem a mesma “selvageria” do concorrente. E belíssimos cenários. Montanhas verdes, riachos e pistas perfeitas.

Assistir umas corridas de Gran Turismo me faz ter vontade de me mudar para algum vilarejo no norte da Itália.

Porradaria comendo solta com GTA V e Batman. Os dois títulos, badass as ever.

PS4 IS IN DA HOUSE, BITCHES!

E assim, subitamente, Jack entra no palco segurando o console. Logo de cara, impressiona pelo tamanho. Quadrado, robusto, itálico e com acabamento similar ao aço, parece uma quinquilharia do Bruce Wayne. Jornalistas aplaudem normalmente, não mostram mais entusiasmo do que o normal.

Desfilando como uma modelo no SPFW (só que não) Jack Tretton exibe o console para todas as câmeras presentes na sala.

Beleza, o novo prodígio apareceu. Agora é a hora dos joguinhos fazerem a sua parte. Apresentado por um japonês com um sotaque fortíssimo (mas Satoru Iwata ainda ganha), aparece mais um jogo de ação, possivelmente um exclusivo para o PS4.

Killzone: Shadow Fall. Infamous: Second Son. Knack. The Dark Sorcerer (mostrando aquele velhinho do vídeo de introdução do PS4).

Anunciado uma porrada de indie games, mais rápido do que eu consigo escrever aqui. Vejo uma tela de Don’t Starve aparecendo rapidamente.

Depois dessa avalanche de títulos (mais do que a Microsoft mostrou, pelo menos) é hora dos JRPG’s (finalmente), pois Square-Enix entra em ação. Um lindo teaser, com os escritos “Fábula Nova Cristallis” aparecendo logo ao fundo, é exibido. Essa utopia megalomaníaca demorou tanto para ser concluída que Final Fantasy Versus XIII agora é Final Fantasy XV.

Mickey, Donald, Pateta, Sora, Keyblades. A logo de Kingdom Hearts III aparece ao fundo. EITA PORRA, KINGDOM HEARTS? É, eu realmente não esperava por isso. Pela reação dos jornalistas, eles também não.

Como se não fosse o suficiente, Assassin’s Creed IV: Black Flag dá as caras. De uma maneira diferente do que tinha sido mostrado por Ubisoft e Microsoft, até então, o vídeo mostra uma ação menos exagerada, prevalecendo o stealth. Também há uma exbição do gameplay ao vivo, com direito a travadas e tudo. Pois é, a Sony não espacapou imune. Imprevistos acontecem.

Mais joguinhos. Watch Dogs, awesome. Lebron James conversando com Lebron James em NBA 2k14. Elder Scrolls Online, free-to-play, e com narração do Dumbledore. Mad Max. Não o filme, nem no netflix, mas o jogo mesmo. Irado.

De longe, o ponto alto da apresentação foi quando Jack anunciou que o PS4 vai possuir suporte a jogos usados. Mais do que aplausos, ele é ovacionado. Aproveitando o momento “slap-Microsoft”, Jack também comenta de que ele não precisará estar sempre online. A esse momento, GIF’s e piadas pipocam a todo momento na internet.

Completando o combo, eles anunciam o preço, 399 dólares. 100 a menos do que o concorrente. Aplausos estrondam por todo o lugar. Essa foi pra fechar o caixão com prego de aço.

Depois disso foram apresentados mais alguns games multiplayer, com gameplay em tempo real, Warlock e Fallen. A essa hora, poucas pessoas prestavam mais atenção no restante da apresentação. A galera só queria saber de espalhar a notícia.

No geral, uma excelente conferência. Apresentou um console novo, novas franquias, continuações de algumas tantas, gameplays empolgantes (mesmo com as travadas de vez em quando). A empolgação ficou por conta do final, principalmente pela notícia de não haver trava para jogos usados. Se por um lado, isso é ótimo para o consumidor, é triste ver os gamers comemorando algo que deveria ser livre para qualquer tipo de produto. Se você pagou por ele, faça o que bem entender. A impossibilidade de comprar jogos usados é um abuso sem precedentes na história dos games.

Colocadas as cartas na mesa, ou melhor, os consoles, a nova geração já está aí e disribuindo fogo para todos os lados. Uma particularidade dessa E3, na minha opinião, é que já está muito visível quem são os públicos-alvos de cada companhia. A Microsoft deixou muito claro que está completamente focada no mercado norte americano. A Sony, no Japão, mas com claros planos de expansão no ocidente. E o WiiU, comendo gordas beiradas, com seu público “casual” e xiita.