Primeiras impressões de Starbound, versão Coala Perturbado

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Enfim os fãs de jogos sandbox estão de casa nova! A Chucklefish cumpriu com sua palavra e lançou na última quarta a primeira versão do beta de Starbound, a próxima etapa evolutiva do gênero iniciado por Minecraft. Muitos estão o consideram um sucessor espiritual de Terraria devido aos traços parecidos e por compartilharem do mesmo designer, Tiyuri, mas o espirito do game, pelo menos nessa primeira rodada de jogo no patch Perturbed Koala, pareceu bastante diferente do comportamento em seu “antecessor”.

O mapa restrito de Terraria fazia com que houvesse uma rotina padrão: montar uma base, minerar metais mais nobres, se equipar e ir atrás dos objetivos (dungeon, inferno etc), estando ou não no multiplayer. Starbound, por outro lado, adotou o conceito brilhante de mundos infinitos, que muda completamente o procedimento para algo muito mais nômade.

Poder viajar entre planetas faz com que a vontade de extrair cada detalhe do mapa dê lugar a uma exploração mais superficial, buscando alguma cidade ou calabouço cheio de NPCs, inimigos e itens, e a uma caça para conseguir carvão, o principal combustível no início. Feito isso, é subir na nave, depositar o loot no cofre e partir para o próximo.

A mudança também é influenciada pela velocidade baixa das picaretas iniciais, aliada a escassez de minérios – principalmente ouro e prata – se comparado com a quantidade de carvão que tem pelos mapas. Esse conjunto de fatos deu a entender que vale mais a pena viajar por ai ao começar Starbound do que explorar a fundo, deixando cama, fornalha e bigorna na nave para ter acesso a suas vantagens sem ter que montar uma base em terra.

Como este é o terceiro dia da fase beta, correções de erros, ajustes e funcionalidades estão surgindo a cada momento, então o cenário pode mudar a qualquer momento: o early game já está recebendo melhorias para ser menos complicado e mais rápido, por exemplo.

Vale mencionar ainda a física da areia, que escorre para baixo e para os lados, buscando sempre se distribuir em pirâmide (ficar soterrado é uma diversão); as seis raças diferentes de personagens, com histórias próprias, rivalidades e itens exclusivos; e poder empurrar para os lados a visão da câmera usando a tecla “ctrl”. Essas são mudanças grandes se comparadas com outros sandboxes, que nunca tiveram personagens com enredos dedicados ou uma areia que não caísse em linha reta e matasse quem tivesse embaixo.

Por outro lado, é uma pena não ter um diário de bordo para saber quais planetas já foram visitados e um mapa para quando se está desembarcado, funções que não devem aparecer tão cedo pela quantidade de memória requisitada pra elas. Ainda falta um pouco de combustível para Starbound decolar (uma maior importância as quests, por exemplo), mas este início está extremamente promissor para sua chegada completa em 2014.

About Luigi Olivieri

Membro fundador dessa página maravilhosa que chamamos de PlayerTwo.com.br. Mestre pokémon, fã de rogue-likes e tuiteiro de plantão.