Xbox One ressurge das cinzas após mudança de postura da Microsoft

xone ps4

O grande assunto do ano é, sem sombra de dúvida, o lançamento dos novos consoles da Sony e da Microsoft no final do ano. A gigante dos softwares americana havia definido uma rígida política em relação aos jogos usados, praticamente bloqueando seu uso na nova geração. A empresa também decretara que o Xbox One teria de se conectar à internet a cada 24 horas pelo menos, precisaria manter conexão constante para rodar jogos – tanto em disco quanto por download – e todos os games precisariam ser instalados no HD externo e registrados na conta do usuário.

O console, entretanto, estava na liderança das pré-vendas até que, em sua conferência na E3, a Sony anunciou  que o Playstation 4 não oferecerá nenhuma das restrições impostas pelo concorrente e, de quebra, mostrou inúmeros games novos que instigaram os jogadores. Como resultado, o console da Sony ultrapassou o Xbox One em número de pré-vendas e se manteve por dias na liderança, chegando a ter uma média de 3 aparelhos vendidos para cada 2 do adversário.

Numa pesquisa de opinião, vários gamers foram consultados a respeito de suas preferências acerca dos três consoles da nova geração após a E3 e, naturalmente, o Playstation 4 disparou na frente vertiginosamente. Ao final da enquete, o console havia angariado 81% dos votos, contra 12% do Xbox One e 7% do Wii U. As estatísticas estavam todas a favor da Sony e parecia que nada poderia deter a empresa da terra do Sol nascente de levar a melhor pelos próximos anos.

Alguns analistas até defenderam essas decisões polêmicas da Microsoft. Com as restrições impostas ao comércio de jogos usados, os desenvolvedores faturariam mais, e o modelo de negócio atual se manteria estável. Hoje, o investimento realizado para a criação de um blockbuster é alto demais e muitas vezes o retorno não é o esperado, mesmo que as vendas atinjam a marca de 1 ou 2 milhões de cópias. A indústria vinha sofrendo e os games com orçamentos mais expressivos estavam se tornando insustentáveis.

Com a conexão constante com a internet, os jogos poderiam ter universos infinitamente maiores e mais amplos que os atuais, sem perder nos gráficos ou no nível de detalhamento pois não ficariam restritos ao disco. Haveria também a possibilidade de atualizações diárias nos games afim de aumentar o fator replay e manter os jogadores satisfeitos mesmo meses após o lançamento do título. Claro que isso não justifica a obrigatoriedade da conexão, afinal nem todo jogo usaria essas funções e nem sempre é viável manter um console conectado à internet constantemente por diversos fatores. Mas é inegável que seriam adições interessantes e inovadoras que, entretanto, não são impossíveis no PS4 mesmo sem nenhuma daquelas imposições malucas.

No entanto, aconteceu o que ninguém imaginava. A Microsoft voltou atrás em todas as suas decisões e mudou a postura em relação aos jogos usados, à conexão com a internet para rodar discos e à obrigatoriedade do check-in diário do console. Enfim, parece que os protestos realmente deram certo. Talvez essa luta esteja sendo travada muito mais a partir de decisões corporativas do que com games mesmo, mas é inegável que o recuo foi uma decisão sábia da empresa – após outras tantas resoluções equivocadas.

Com isso, o Xbox One praticamente ressurgiu das cinzas e voltou ao páreo. Ainda não existem números oficiais de pré-vendas, porém ficou claro que o console voltou a figurar na lista de desejo de muitos jogadores. Outros, contudo, preferem adquirir o PS4 por medo de que a Microsoft implante suas políticas por meio de atualizações futuras. Ou seja, a disputa que parecia ganha pela Sony voltou a pegar fogo!