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Recentemente o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, como reportado pela BBC, expôs suas opiniões acerca de videogames num evento da Organização dos Estados Americanos e atraiu polêmica com sua fala.

Para ele, jogos eletrônicos e esportes incitam a violência e fazem apologia ao crime. Demonstrando desconhecimento acerca do tema e uma ignorância constrangedora, o titular da pasta da Justiça no Governo Federal afirmou que um especialista o confidenciou que não existem games em que o objetivo é salvar vidas, pois “o vencedor é sempre quem mata”.

Existe a possibilidade de o ilustríssimo político ter se confundido durante a entrevista, ou talvez o nobre especialista tenha se esquecido de um ou outro jogo, como Trauma Center e Surgeon Simulator, dois games em que o jogador toma o papel de um médico para justamente salvar vidas — ou dizimá-las dependendo da sua falta de habilidade.

É possível que o especialista em questão também não conheça franquias de pouco sucesso como FIFA, Guitar Hero, The Sims, Just Dance, Portal, Tony Hawk, NBA, Forza, Phoenix Wright, Professor Layton, Journey, Ico, Wii Sports, Splatoon, Inazuma Eleven, Animal Crossing, entre muitos outros jogos em que o objetivo principal passa longe de matar pessoas.

Talvez seja interessante citar o caso em que jogadores salvaram um garoto de se suicidar por meio de um game online. Ou o jogo que ajuda astrônomos a descobrir planetas novos. Ou o que ajuda cientistas a conhecer as estruturas de proteínas e contribui para, entre outras coisas, a cura da AIDS. Ou os inúmeros games utilizados como instrumento de aprendizagem em escolas ao redor do mundo. Enfim.

Além disso, a violência está escancarada e estampada em capas de jornal, programas de TV, novelas, filmes, séries e até em algumas músicas, de maneira mais crua e perversa do que em qualquer game.

A grande questão, no entanto, não é essa. Existem sim muitos jogos violentos. Brutalmente violentos, diga-se de passagem. O problema é que a fala do ministro Cardozo vai na contramão da esmagadora maioria das pesquisas, que não relacionam games ao comportamento agressivo. Eu falei mais sobre isso há algum tempo.

Por essa perspectiva, parece um pouco inexplicável que alguns dos jogos mais violentos do mundo sejam produtos japoneses, sendo que a terra do sol nascente é um dos países mais seguros do globo. Entre os maiores mercados de games estão os países mais seguros e civilizados do planeta. Por outro lado, o Brasil tem alguns dos piores índices de educação e desigualdade social do mundo, o que talvez tenha um pouco mais a ver com a taxa de criminalidade do que o bom e velho GTA.


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Foram nove anos de produção, 14 novelas televisivas da rede global começaram e terminaram nesse periodo, mas a da qual queremos saber o final ainda não tem sua data de encerramento definida. Mas uma coisa os produtores garantem: não passa de 2016.

Anunciado em 2009, mas em produção desde 2007, The Last Guardian é um dos grandes lançamentos de 2016. Originalmente planejado para ser um exclusivo do Playstation 3 (isso mesmo! exclusivo para a geração passada) o game foi adiado inúmeras vezes, acabou se tornando um exclusivo do PS4 e lançou um hiato na industria mundial de jogos.

O game tem tudo para ser bem sucedido, afinal é produzido pelo lendário Team Ico, um estúdio pequeno se comparado a outros da gigante japonesa Sony. Entretanto, o grupo é responsável por dois dos maiores sucessos da história: Ico e Shadow of the Colossus, ambos lançados na primeira metade dos anos 2000 para o Playstation 2. Mas será que é possível atender a toda a “Hype” gerada?

The Last Guardian segue claramente a linha dos jogos-arte, que não pregam a ação excessiva mas sim a vivencia da história e do ambiente de maneira reflexiva e principalmente bela. É preciso, portanto, entender que o jogador não vai sair por ai destruindo monstros com seu machado gigante ou com sua arma de alta tecnologia. Existem desafios e até quem sabe “inimigos” (como é o caso de Shadow of the Colossus), mas tudo com  um ritmo mais lento  e bem dosado.

As criticas, baseadas nas demonstrações realizadas, já foram lançadas, principalmente com relaçãoa demora para o lançamento (estas com uma razão bem clara) aos gráficos da obra que, segundo algumas fontes, deixam a desejar com relação a obras da nova geração. No entanto, nunca se pode duvidar de Fumito Ueda e sua equipe quando o assunto são paisagens e provavelmente teremos uma visão muito mais trabalhada na versão definitiva, afinal, sem esse quesito, a obra perde grande parte de seu apelo..

A expectativa dos consumidores está nas alturas como em poucas vezes na história da indústria. Se o game conseguir atender as expectativas teremos um seríssimo candidato a jogo do ano e um trunfo para as mãos da Sony na venda de seu console, mas a chance de decepção existe e o tombo, se houver, pode ser grande demais para o estúdio e para a gigante nipônica. Resta esperar e conferir o resultado final seja ele o esperado ou não.


Steam precisará se provar em 2016

Autor: Em: Artigos/ PC Data: 12/01/2016 às 10:20

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Se você se achou sortudo por começar o ano ganhando 15 reais na quadra da Mega Sena, a Valve tem que comemorar como se conseguisse o prêmio principal. No dia 3 de Janeiro, o Steam conseguiu bater seu recorde de usuários ativos simultaneamente, com mais de 12 milhões de pessoas online nos aplicativos e no navegador.

Essa marca, no entanto, chega uma semana depois do maior bug que o sistema já teve: durante 90 minutos, era possível acessar dados como histórico de compras, email, ID do PayPal e até endereço de usuários aleatórios. O problema aconteceu por uma bagunça no cache após um ataque DoS*, ou seja, essas páginas eram geradas para outros usuários, mas o ataque sobrecarregou o sistema terceirizado de cache do Steam, que começou a enviar uma página qualquer a quem fizesse um pedido. Quem usa a loja precisou esperar quase uma semana para que fosse explicado o motivo por traz do problema, já que a empresa não se manifestava por nenhum meio conhecido.

Ainda que não fosse possível realizar compras ou pegar usuário e senha de login, é responsabilidade legal da Valve manter em segurança quaisquer dados que ela tenha sobre uma pessoa. Isso porque as informações expostas podem ser usadas para pequenos trotes, como pedir pizza para um endereço obtido, ou até fraudes nas contas de PayPal e casos de swatting, o ato de enviar as forças especiais para um endereço privado alegando casos de sequestro e outros crimes graves.

Não bastasse essa situação, 2015 foi marcado por decisões duvidosas no Steam Greenlight. Criado inicialmente para desenvolvedores pequenos exporem seus jogos e usuários avaliarem quais são ou não dignos de subir à loja, não demorou muito para o sistema entrar em decadência, com Valve e desenvolvedores compartilhando da culpa.

Os únicos requisitos para começar no Greenlight são pagar uma taxa e ter pelo menos o conceito de um game. Se esse conceito não infringir nenhuma lei de direitos autorais, ou se nenhum dos três funcionários que cuidam da ferramenta descobrirem que infringe, ele está dentro.

A facilidade e a ineficiência da Valve para controlar um pouco o sistema criaram um ambiente lotado de conceitos falhos e jogos plagiados. Uma prática que se tornou comum é pegar um modelo de jogo da Unity, compilar e publicar como se fosse novidade – um deles até subiu para o Steam como Uncrowded. Não é difícil de imaginar, portanto, a quantidade de lixo que alguém deve varrer até achar um jogo que pareça valer o voto a favor.

Sem incentivo algum para os usuários se sujeitarem a esse trabalho todo, a queda no interesse e nos votos é constante desde 2013, em que era preciso ao menos 100 mil votos para chegar no Top 50. Para chegar nos 7000 sofridos necessários hoje, muitos devs prometem cópias grátis para quem ajudar a subir seu título, atitude que a Valve reprova, mas não se levanta para punir quem faz ou para evitar que aconteça.

É difícil encontrar uma razão para continuar com o Greenlight no seu modelo atual. Na verdade, é difícil conseguir comemorar um recorde de usuários quando se está envolto por problemas tão complicados. Pelo menos o Steam não tem um concorrente capaz de se aproveitar desses erros e fazer com que a Valve trabalhe um pouco para se levantar e entregar uma experiência melhor para seus clientes.

*Quer saber um pouco mais sobre um ataque DoS? Ouça nosso pequeno podcast, que aborda o assunto!


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Quando Hyrule Warriors foi lançado no ano passado muita gente se perguntou o que esperar da mistura da já conhecida série de jogos Dynasty Warriors com Link e sua turma. O jogo então saiu e, para a surpresa de muitos, cumpriu bem seu papel, dando a liberdade para o jogador realizar combos frenéticos e – mais importante – jogar com seus personagens favoritos.

E querendo uma fatia dessa nova “moda”, eis que a Square Enix entra nesse novo estilo – chamado de Musou – com um título que pegou muita gente de surpresa: Dragon Quest Heroes: The World Tree Woe and the Blight Below (haja nome grande!). Se ela acertou ou não, o resultado é conferido nas linhas abaixo!


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O ano de 2015 vai se despedindo como um dos mais proveitosos para os gamers, com grandes lançamentos como The Witcher III: Wild Hunt, Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, Batman Arkham Knight, Fallout 4, Super Mario Maker, Splatoon, Star Wars Battlefront, Tom Clancy’s Rainbow Six: Siege, Assassin’s Creed Syndicate, Bloodborne, The Order: 1886, Until Dawn, Rise of the Tomb Raider e Halo 5: Guardians, entre outros.

No entanto, 2016 não deixa a desejar em relação a grandes games que estão a caminho. Algumas surpresas muito positivas foram reveladas na E3 e estão prometidas para o ano que vem, como Horizon: Zero Dawn, exclusivo de PS4 que tem uma ambientação muito interessante, em uma idade da pedra futurista com robôs dinossauros e uma protagonista interessante. No Man’s Sky, outro game do console da Sony, promete elevar a exploração espacial nos jogos a um nível nunca antes testemunhado.

Mais um jogo que chamou atenção foi Quantum Break, exclusivo de Xone, que dá ao jogador a habilidade de parar o tempo por um intervalo limitado e cria possibilidades incríveis de sequências de ação. Outro exclusivo do console da Microsoft que parece bem instigante é ReCore, mas ainda não sabemos quase nada sobre ele. Uma nova propriedade intelectual que promete bastante é Tom Clancy’s The Division, que une elementos de RPG e tiro em terceira pessoa em um mundo aberto expansivo pós-apocalíptico.

Algumas franquias consagradas receberão novos títulos muito bem-vindos, como Uncharted 4: A Thief’s End e Street Fighter V, ambos exclusivos de PS4, Gears of War 4, exclusivo de Xone, e os multiplataformas Deus Ex: Mankind Divided, Hitman, Dark Souls III e Final Fantasy XV. Jogos excelentes dos últimos anos ganharão suas primeiras sequências, como Mirror’s Edge Catalyst e Dishonored 2.

Outras séries de sucesso se reinventarão, como Doom, que ganha um reboot merecido; Mass Effect: Andromeda, que se passa algum tempo após a trilogia original; Tom Clancy’s Ghost Recon: Wildlands, que ganha novos ares ao tratar do narcotráfico; Star Fox Zero, que resgata a icônica franquia de naves da Nintendo; e Mario & Luigi: Paper Jam, que une as duas principais séries de RPG de Mario em um único jogo.

Já os mais nostálgicos poderão matar as saudades de Mega Man e Banjo-Kazooie com os “indies de luxo” Mighty No. 9 e Yooka-Laylee, que prometem resgatar o espírito desses dois games clássicos.

Qual é o seu jogo mais aguardado para 2016?


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A novela entre Hideo Kojima e Konami, que perdurou durante todo o ano de 2015, terminou ontem. O contrato que ligava as duas partes terminou no dia 15 de dezembro, e o produtor não demorou nem 24 horas para anunciar seus planos para o futuro: montar seu próprio estúdio e começar uma franquia.

Um vídeo publicado pela Sony trouxe as primeiras informações da nova empreitada de Kojima, com o CEO da Sony Computer Entertainment apresentando o criador de Metal Gear Solid como um novo parceiro de PlayStation. O primeiro game da nova Kojima Productions vai ter exclusividade inicial para o PS4, e pretender ser a estreia de uma franquia que vai “romper as barreiras da inovação”.

Em seguida entrou no ar o site da desenvolvedora, com seu novo logo – adeus raposa, olá crânio – e um pequeno texto para marcar esse recomeço. Como não se faz uma produção como essa sozinho, uma lista com mais de 20 vagas de emprego está à mostra para quem quiser tentar a sorte, sendo que duas já foram preenchidas: o ex-produtor de MGS Kenichiro Imaizumi e o ex-artista da série Yoji Shinkawa já preenchem seus cargos de direito.

Quem pode aparecer no payroll da dev futuramente é Guillermo del Toro, com quem Kojima apresentou interesse em firmar nova parceria ao ser entrevistado ontem pelo IGN. Após lançar o primeiro game, a ideia é expandir para outros formatos de mídia, como filmes e animações, onde o diretor serviria como uma luva.

Com nenhuma informação da franquia em si, resta esperar até eles colocarem suas ideias na mesa e terem algo a apresentar. Como a PlayStation Experience acabou de passar, o próximo evento no horizonte é a E3 2016, palco perfeito para revelar a nova etapa do legado de Kojima.


Cela 108 imagem do título na capa

Cela 108 é o nome do livro que será lançado hoje (16) na livraria Martins Fontes da Av. Paulista, 509, em São Paulo, das 18h30 às 21h30. Romance distópico inspirado nos clássicos do gênero como 1984 (George Orwell), Fahrenheit 451 (Ray Bradbury), Admirável Mundo Novo (Aldous Huxley), O Homem do Castelo Alto (Philip K. Dick) e muitos outros, Cela 108 é obra desse humilde blogueiro e jornalista que vos escreve semanalmente há três anos, mas que tem escrito pouco nas últimas semanas devido à correria do lançamento.

“Mas o que isso tem a ver com games?”, vocês me perguntam. Não muito, infelizmente. As referências a games que foram importantes na minha vida estão todas lá, e há uma forte influência da Divina Comédia, de Dante Alighieri, que é pano de fundo da série Devil May Cry e de Dante’s Inferno. No entanto, para quem está cansado dos best-sellers, biografias de pseudo celebridades e livros de auto ajuda que dominam as prateleiras, Cela 108 está aí pretendendo preencher essa lacuna na literatura nacional.

Quem tiver interesse em ler algo sobre o livro pode conferir os primeiros capítulos dele aqui ou buscar por algumas resenhas em blogs de literatura espalhados pela internet. Espero vê-los lá!


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A menos que seu paradeiro nos últimos meses tenha sido debaixo de uma pedra, você com certeza ouviu falar ou ao menos leu sobre Fallout 4. E claro, ficou frente a frente com o hype criado em todos os cantos: grupos de Facebook, salas de faculdade, Reddit etc. Tudo era palco de discussão e especulação do novo game da Bethesda, e já é bom adiantar que a expectativa era totalmente justificada, principalmente por se tratar do primeiro trabalho da desenvolvedora para a nova geração de consoles.


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Em um mundo futurista onde aves são os animais mais desenvolvidos do planeta e os humanos são uma raça em extinção sua missão é…… fisgar o coração de um pássaro enquanto precisa sobreviver ao seu segundo ano do colegial.

Hatoful Boyfriend é o típico jogo Dating Sim em que a protagonista tem como objetivo conquistar o afeto de um dos personagens ao seu redor e desenvolver seu relacionamento com este. O diferencial aqui está em seus paqueras serem pássaros falantes enquanto a protagonista é uma humana, o que torna sua ideia original um tanto bizarra.

O mundo ficou assim devido a uma epidemia transmitida pelas aves que atingiu principalmente os humanos e acabou por dizimar grande parte deles. Os que sobraram tentaram criar uma vacina, mas de alguma forma os experimentos realizados para a criação dela resultaram numa mutação nas aves utilizadas como cobaias, gerando um avanço em suas capacidades físicas e mentais.

As aves então tornaram-se tão desenvolvidas ao ponto de criar uma nova ordem mundial, fazendo uma sociedade nova onde elas eram o centro, e onde as lembranças dos experimentos realizados virou razão para odiar a humanidade. Sendo assim, aos humanos restou apenas a opção de viverem afastados fugindo de seus novos governantes.


 joanatop

Atualmente disponível no Steam, War & Warriors: Joan of Arc completa mais de 11 anos de existência e há muito tempo conquistou uma posição de respeito na minha lista de jogos favoritos pela sua combinação de história, cenários belos, diferentes modos de batalhas e a liberdade em aprimorar as características dos personagens.

Desenvolvido pela Enlight Software, o game aparentava ser o inicio de uma franquia de jogos com características únicas para retratar guerras historicamente conhecidas, mas infelizmente ele acabou sendo o filho único de uma possível carreira promissora.

O jogo é bastante linear, tendo oito estágios no total onde são narradas a passagem de Joana de Chinon até a cidade de Reims, onde o delfim da França deverá ser coroado.
Embora possa se tornar meio chato você ter de limitar o jogo nessas 8 fases, os desenvolvedores tentam ajudar um pouco colocando side quests que acabam influenciando o andamento das batalhas, o que permite não só a chance de experimentar um pouco mais do jogo como também a sensação de bater no peito e dizer com toda a confiança “essa batalha foi vencida devido as minhas escolhas”.

Respire fundo e aprecie a paisagem

Sim, você está em campo de batalha tendo de cuidar da sua vida a cada segundo, cercado por inimigos e pelos cadáveres dos seus aliados, maaaas isso não te impede de observar o cenário, que convenhamos é muito do bonito. Um dos pontos fortes do jogo são os gráficos, tanto para as paisagens e construções das casas, igrejas e castelos, como também nas armaduras, armas e peças de cerco. Então, se você for o tipo de pessoa que sempre pensa no lado feliz da vida, pode colocar em mente que mesmo perdendo, ao menos aquele era um cenário bonito o bastante para morrer.

Customização também é um tema bem abrangente no jogo, pois você é livre para escolher quais atributos dos personagens deseja aumentar e quais skills prefere que ele domine, só não se esqueça de upar o HP deles também, pois somente o HP base significa morte instantânea nos níveis mais avançados (confie em mim eu passei por isso). Além dessa particularidade, você ainda pode decidir quais tropas cada general terá, o que permite que você tenha tropas somente de arqueiros, lanceiros, infantaria ou de armas de cerco e dessa forma juntar suas forças para vencer as batalhas.


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