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asas

Fechando o mês do Neo Retrô, esse post trará uma grande quantidade de jogos que merecem esse título. Como já dito, jogos Neo-Retrô são aqueles que sofreram remakes e/ou receberam uma nova cara nessa geração, mas sem perder sua essência. Aqui no blog três jogos já apareceram nessa categoria: Ducktales Remastered, TMNT: Turtles in Time Re-shelled e Castlevania: Dracula X Chronicles. Vamos conferir mais alguns que merecem destaque:

eggs

A terceira parte do guia do competitivo de Pokémon, lançada lá no mês de fevereiro, concluiu todo o plano de fundo que era preciso para começar a criar um pokémon “de verdade”. Com isso, existe apenas uma barreira para sair do treinamento individual e ir para a composição de times: como aperfeiçoá-lo.

Ao invés de seguir o modelo habitual da coluna, esta quarta parte do guia tem a função de reunir algumas dicas para que o treinamento individual seja um pouco mais rápido (leia-se menos chato). Os primeiros tópicos serão apenas citações do que já foi falado anteriormente, mas no final alguns assuntos farão sua estreia aqui.

battlefield

Estamos na semana em que o golpe militar completa 50 anos. Naquela época, os games mal engatinhavam, mas e se eles pudessem contar a história desse período sombrio do Brasil?

Tudo começaria com um Sid Meier’s Civilization, em que o presidente estaria tentando realizar reformas sociais para reduzir a miséria. No entanto, uma guerra ideológica estava em curso no cenário internacional, e, com isso, surge um Battlefield, em que o exército toma o poder para evitar que o país enverede por rumos duvidosos.

No começo, a ideia parecia boa e tanto a população quanto a imprensa apoiaram, como um Pac-Man correndo atrás de um fantasma azulado. Pouco tempo depois, contudo, o fantasma revelou sua face e o pobre herói redondo teve de se virar pelos labirintos para fugir das garras do inimigo.

Quando as pessoas se deram conta do que estava acontecendo, um grupo de artistas munidos de violões e belos acordes, como em Guitar Hero, começaram a caminhar e cantar e seguir a canção para conscientizar o povo de que estavam vivendo uma ditadura cruel. Porém os soldadinhos de Battlefield tentaram calar os músicos de todas as formas, e Guitar Hero acabou sendo descontinuado.

Durante os anos mais tensos do regime militar, algumas pessoas que tentavam resistir entravam em um portal, como no game de mesmo nome da Valve, e desapareciam. Alguns voltavam, outros acabavam se perdendo em algum porão sujo.

Claro que também haviam alegrias. Em um momento “FIFA”, o Brasil foi tricampeão mundial no México e levantou a taça para delírio da torcida, fazendo da seleção canarinho a primeira a ganhar três copas do mundo. Enquanto isso, a economia vivia um verdadeiro milagre, como aqueles conquistados em boas administrações do SimCity.

Nenhum tiro foi disparado – talvez alguns membros da ordem de Assassin’s Creed contribuíram para isso – e, aos poucos, o Brasil foi voltando a se redemocratizar. Quando tivemos a primeira eleição em muitos anos, a princesa estava em outro castelo, e o presidente não foi eleito diretamente pelo povo, além de ter falecido pouco tempo antes de assumir o cargo.

Com o tempo, porém, reconquistamos o direito de votar em nossos governantes e agora vivemos numa sociedade tão livre quanto uma jogatina descompromissada de GTA – com seus prós e contras, é claro.

Essa foi uma versão reduzida e condensada da história, contada de uma maneira didática, para que o PlayerTwo não deixe de relembrar essa data tão conturbada e importante para nosso país.

gta online

Neste mês de março, temos falado sobre o tema “neo-retrô”, como todos os leitores já devem ter notado. Mas e se invertermos um pouco a ideia de novos jogos antigos e pensarmos sobre jogos antigos antes mesmo deles serem novos? Vou explicar. Os games retrô que nós conhecemos hoje um dia já foram novidades e, especialmente os mais clássicos, trouxeram alguma inovação ou tiveram influência na indústria. O impacto deles fez com que se tornassem importantes e fossem lembrados por anos. E os jogos atuais, será que vão envelhecer tão bem?

É importante lembrar que a indústria de games é relativamente recente, levando-se em conta que o cinema tem mais de cem anos, por exemplo. Nos primórdios, as novas tecnologias ainda eram incomuns e os produtores precisavam descobrir a linguagem ideal para desenvolver jogos. Muitas tentativas e erros foram necessários para que as fórmulas de sucesso dos games fossem criadas. Especialmente entre os anos 70 e 80, a experimentação se deu em grande escala, pois cada arcade era um jogo diferente com comandos e mecânicas próprios.

Quando um certo nível de padronização foi atingido, alguns gêneros foram definidos e o público se fidelizou aos modelos resultantes desse progresso, criando as bases ideais para que as empresas pudessem lançar consoles caseiros. Dessa forma, os videogames foram introduzidos nos lares das pessoas e passaram a seguir certas regras, afinal os desenvolvedores tinham que se adequar aos padrões de controle das máquinas.

Exatamente por causa de todas essas fases, os games dessas épocas são tão importantes. Nas décadas de 90 e 2000, não surgiram tantos clássicos como em anos anteriores, pois era mais lucrativo se manter em uma zona de conforto lançando sequências ou remakes de franquias consagradas.

Ainda vivemos resquícios desse processo, entretanto o advento da internet e o progresso técnico dos gráficos estão obrigando cada vez mais os desenvolvedores a se reinventar e criar novas formas de jogar. Nesse contexto surgiram estilos como o FPS, sandbox e stealth. Claro que eles derivam de games antigos, mas as novas tecnologias permitiram um grande avanço nesses gêneros, que hoje têm como expoentes alguns dos principais blockbusters da atualidade, como Call of Duty, Assassin’s Creed, GTA e FIFA.

Esse tipo de jogo tem de enfrentar alguns desafios semelhantes aos que Space Invaders, Pac-Man, Tetris e outros clássicos tiveram. Sempre que a tecnologia progride, novas barreiras têm de ser ultrapassadas para que a inovação apareça. É necessário pensar em novas linguagens. Dois exemplos bem concretos e atuais são a iminente queda da barreira entre singleplayer e multiplayer e a chegada da realidade virtual.

Com a capacidade dos novos consoles de se manter sempre conectados, os criadores de jogos precisam pensar em conceitos novos para lidar com essas questões. Uma das saídas mais bem recebidas e que deve se tornar uma tendência é que os jogadores estejam o tempo todo interagindo com outros, mesmo não estando num modo multiplayer.

Graças a aparelhos como o Oculus Rift, os desenvolvedores poderão inventar inúmeros métodos de se jogar, com muitas inovações. Essa mudança pode ser tão brusca que a maioria das pessoas não consegue nem imaginar como seria jogar em realidade virtual. Assim como antes dos primeiros arcades aparecerem, ninguém saberia como controlar um personagem digital apenas com alguns botões e alavancas. Essas linguagens e formas de atuar não surgem do nada e precisam ser pensadas pelos produtores por meio de experiências bem ou mal sucedidas.

Não há como saber se os games atuais serão lembrados por tanto tempo quanto os clássicos e se entrarão para esse hall, mas eles têm potencial para isso se explorarem as novas possibilidades que a tecnologia abre sem medo de se arriscarem, a fim de fugir do clichê e criar novas maneiras de jogar. Afinal os grandes clássicos são assim por terem buscado experiências inéditas.

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Durante esse mês, falamos de várias formas de sentir parte do gosto do passado: remakes, releituras, jogos antigos que inspiram novos. Na minha opinião todos esses modos são válidos porém não se comparam à nostalgia de achar seu primeiro console guardado no fundo de um armário, ligá-lo e ficar a tarde inteira jogando sem nem perceber o tempo passar. Ligar seu videogame antigo e jogar seu primeiro jogo favorito é uma ótima experiência, e o ápice da nostalgia é chamar seus amigos e fazer competições internas, todos ali na mesma sala.

Experiências como essas reuniões para jogar videogames cumprem o real propósito desses aparelhos: entreter e aproximar as pessoas umas das outras. Infelizmente o avanço da tecnologia e a integração da internet com os videogames mantiveram ou até mesmo aumentaram a função de entretenimento, porém a parte de aproximar as pessoas ficou um pouco de lado com essas novas ferramentas. No caso, a conexão entre internet e videogame permite que você conheça e jogue com pessoas de todos os lugares do mundo, porém minha sensação é que as pessoas que se conhecem na vida “real” e gostam dos mesmos jogos têm cada vez menos se encontrado pessoalmente para jogar e passar alguns momentos juntos.

Sei que é o mês dos jogos neo-retrô, mas nesse post estou propondo uma experiência retrô que é se reunir na casa de amigos para jogar jogos que vocês gostam como era comum até os consoles da geração PS2, independente do videogame que seja: quarta, terceira, segunda, primeira geração, computador, jogos clássicos, reúna-se com seus amigos, e aprecie esses momentos o máximo que puder.

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A primeira vista, o Sega Pub parece cheio de vida. Pessoas conversam, drinks saem a todo momento, música ao vivo enche o ambiente. No entanto, com o passar do tempo, as luzes baixas e o cheiro de álcool começam a revelar um quadro um pouco diferente do que isso.

Em meio a panfletos sobre aulas de datilografia, um ninja sentado no balcão pede mais uma dose de saquê para si e para um garoto provavelmente ilegal ao seu lado, que constantemente bate a própria cabeça contra a tábua de madeira. Uma garota tenta animar o ambiente com sua voz, mas o macaco que a acompanha nem se esforça para balançar seu chocalho.

Ao gritar por justiça, um homem saca uma serra elétrica e parte a mesa a frente em dois, enquanto um sujeito de bandana azul pega uma cadeira e prossegue para bater nas costas dele. Não demora muito para um dos mafiosos ao fundo, que mandam na casa, levantar e expulsar ambos aos chutes.

Nesse mesmo tempo, um táxi para em frente ao local e desembarca um passageiro: alto, pelos azuis, botas vermelhas, bandagens nas mãos e um lenço amarrado no pescoço. Sonic aproveita a porta ainda aberta e acelera o passo para entrar antes que se feche, para a alegria do ninja que não aguentava mais a luz que vinha de fora.

O bartender logo vê o sorriso cansado do ouriço e já oferece o “de sempre”, aceito com um balançar de cabeça logo que ele senta próximo ao ninja. Enquanto sua bebida não chega, ele pega um dos panfletos, dá uma lida como quem não quer nada e o guarda – nunca se sabe como o futuro será. Uma incerteza que, na verdade, o acompanha há anos.

sonic boom

A indústria de videogames é extremamente dinâmica e está sempre se renovando, buscando novas experiências para o jogador e apresentando inovações tecnológicas. A constante fluidez em que se encontra esse mercado faz com que a demanda de novas franquias seja sempre alta. Com isso, novos personagens surgem todos os anos para cativar o público com suas aventuras.

No entanto, existem alguns clássicos que sempre estarão no hall da fama dos videogames, e as séries e personagens antigos também têm espaço, mesmo em uma indústria tão instável. Com a onda dos jogos neo-retrô que estamos abordando nesse mês especial, não podemos deixar de falar nos “novos velhos personagens”.

Rostinhos conhecidos dos gamers como Mario e Sonic estão sempre dando as caras em novos títulos. Por mais populares que eles sejam, contudo, é importante que haja algumas mudanças para que eles continuem se mantendo atuais, mesmo após tantos anos salvando princesas ou coletando anéis.

Recentemente a Sega revelou o próximo game de seu mascote, e com ele foram mostradas diversos aprimoramentos artísticos no conceito do ouriço azul e seus companheiros de aventura. O choque causado pelas faixas enroladas no tornozelo, bandana amarrada no pescoço do protagonista e pelo Knuckles pós-anabolizantes foi grande entre os fãs.

Outro novo velho personagem é o rival do Sonic. O mascote da Nintendo está sempre se modernizando, desde a primeira vez que apareceu, como o bom e velho Jumpman. Uma das novas concepções de Mario que mais surpreenderam os jogadores foi a de Super Smash Bros. Brawl, em que ele usava um macacão jeans.

Pode não ser um exemplo tão atual, mas outra direção de arte incrivelmente inovadora é a de The Legend of Zelda: Wind Waker, para o Game Cube. Na época, após quase duas décadas de franquia, era a primeira vez que Link se apresentava de maneira tão caricata e cartunesca, mas foi um traço muito bem aceito pelos fãs.

Esse tipo de mudança drástica no visual dos novos velhos personagens é necessária para preservar sua autenticidade e manter o interesse pela série alto. Afinal, ninguém está casado com a franquia para passar décadas olhando para a mesma cara, não é mesmo?

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Jogos beat’n run sempre fizeram a alegria dos players casuais principalmente na Era de Ouro do SNES e Mega Drive. Vários títulos que hoje são taxados como clássicos marcaram inúmeros consoles. Streets of Rage, Final Fight e Golden Axe são apenas alguns dos inúmeros exemplos que podem ser citados. Mas hoje falaremos do game que conta com 4 grandes amigos cujos nomes remetem a grandes nomes da arte: Teenage Mutant Ninja Turtles ou simplesmente Tartarugas Ninjas!

O jogo das tartarugas mais queridas dos games teve o início de sua saga em 1989 para o NES. Sempre adotando o estilo de bater e correr para muitos o primeiro contato só ocorreu quando o 4º jogo da série alcançou os arcades e, posteriormente, o SNES, intitulado Teenage Mutant Ninja Turtles IV: Turtles in Time.

O jogo é fantástico e conta com tudo que um jogo nesse estilo precisa para ser bom: boa quantidade de fases (10 no total), boa jogabilidade e dificuldade que se ajusta com o passar das fases. Não é a toa que ganhou um excelente remake feito pela Ubisoft chamado TMNT: Turtles in Time Re-shelled, lançado na PSN e na XBLA.

Como o título sugere o jogo tem seu enredo voltado para viagens no tempo, fazendo com que os quatro ninjas tenham que passar por diversas eras que vão da pré-história até o velho-oeste, para que logo no fim o jogo dê um salto para o futuro.

O remake segue a mesma linha da versão original, mas é baseado na versão arcade do game. Isso quer dizer que algumas fases mudaram e o game agora conta com a adição de mais chefes. Graficamente falando temos novos efeitos visuais e todo o jogo é feito em 3D, mas sem perder a essência e fluidez durante a jogatina.

A jogabilidade se manteve a mesma mas agora as tartarugas podem se mover em 8 direções Alguns golpes também sofreram alterações como por exemplo jogar o inimigo na tela – algo que não está mais disponível no remake -.

Outro ponto interessante é que as vozes dos personagens foram gravadas novamente com o elenco do desenho que era exibido no ano de 2003. As músicas tocadas nos estágios também foram todas refeitas.

Para quem jogou a série clássica com certeza o Turtles in Time Re-shelled é um verdadeiro tributo para as tartarugas, já que a grande maioria dos seus novos jogos não foram muito memoráveis. Para quem não jogou com toda certeza essa é uma experiência beat’n run que se destacou nessa nova geração.

dlc quest

A primeira coisa que vem em nossa mente quando falamos de jogos neo-retrô são remakes de jogos clássicos, mods ou releituras, mas nem sempre as coisas são assim. Existem muitos que possuem características de clássicos como Mario e Sonic com visual bem simples onde seu objetivo é andar para a direita, derrotar o chefão e fazer a maior pontuação possível (plataformas) e, que ao mesmo, tempo incorporam elementos modernos como DLC, rankings online e a criação (e propagação) de mods.

A união desses elementos do presente e do passado resultam em jogos 100% novos, com elementos modernos porém com cara de retrô. Títulos como esse nos conquistam facilmente pelo seu visual e sistema de plataforma que nos deixam nostálgicos com facilidade junto da gama de novas opções que surgiram em jogos modernos. Apesar de muitas vezes essa mistura dar certo, a junção de elementos novos e modernos muitas vezes pode ser problemática como por exemplo o uso excessivo de DLC’s que são criticados pelo jogo DLC Quest onde todos os elementos do jogos precisam ser comprados com moedas (até mesmo funções como som e pausa).

Outra problemática de elementos modernos são os rankings online de cada jogo. O dilema criado com esses rankings são que eles inibem a competição entre pessoas próximas. Antes de sua existência, a disputa para ver o melhor em determinado jogo era sempre interna entre grupos de amigos criando a cultura de “o melhor da turma” ou “o melhor do bairro”. Algo que foi arruinado com a chegada desse novo elemento.

Já aspectos de customização com mods, há maior facilidade em sentir seu progresso em um jogo onde DLC’s são os pontos fortes dos elementos de jogos modernos.

Esse modelo de jogo que agrupa características de jogos antigos em conjunto de upgrades que o avanço da tecnologia nos trouxe tem tudo para dar certo, pois jogos em plataforma nos causam nostalgia com facilidade o que nos faz criar afeto por esse tipo de jogo mais rapidamente ainda mais quando você tem vantagens de jogos novos como DLCs. O único cuidado que as produtoras desses jogos devem ter é o mal uso dos elementos recentes o que pode fazer com que o jogo passe a ser só uma colcha de retalhos.

strider

Strider nunca foi uma série que ocupou um dos poucos cantos quentes do meu coração. Suponho que isso deve ocorrer com muitos, pois para o bem ou para o mal a palavra que mais define a série e seu protagonista é: imemorável. Strider consegue ser assim de várias formas: sua jogabilidade não se destaca, seus personagens não se destacam, suas músicas não se destacam e por aí vai.

Se o objetivo de um reboot for modificar uma ideia sem danificar seu espírito, pode-se dizer que Strider 2014, mesmo indo por caminhos diferentes, acabou no mesmo lugar que seus antecessores.

O maior diferencial do novo jogo é seu flerte com o metroidvania. Julgando pelo estado final do jogo me arrisco em dizer que essa decisão de certa forma dividiu a mente dos criadores. Por um lado temos belos mapas abertos esperando para serem explorados e por outro a distância e a transição entre esses locais foi tão mal implementada que no fim a experiência que o jogador tem ainda é de que as fases são lineares.

A curva de dificuldade se comporta de maneira peculiar. Ela é uma curva exponencial com picos irregulares nos chefes. No início você precisa de muita vontade para ser derrotado por inimigos simples enquanto os chefes da mesma área podem lhe fazer chorar sangue. No fim já temos algo mais normalizado, as fases e seus inimigos passam a ser um desafio ao nível de seus chefes.