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infamous second son

Venho abordando a questão da nova geração bem intensamente nos últimos posts. O PlayerTwo já falou bastante sobre prós e contras dos consoles novos e especulou incessantemente a respeito do futuro próximo. Agora é uma boa hora para fazer uma análise fria com os pés no chão sobre tudo isso.

Este humilde blogueiro que vos escreve está jogando InFAMOUS Second Son e pode afirmar com propriedade: ainda não chegamos na nova geração. Que fique claro que isso não é um review. O jogo é incrível, estou viciado e parei de jogar por vinte minutinhos para escrever.

No entanto, tenho que dizer que, por melhor que seja, o game não chega perto de alcançar o cerne da geração. É claro que os gráficos são extremamente bonitos, os efeitos surpreendem e a localização para o público brasileiro foi muito bem feita, mas a questão é que nada disso parece destoar muito do que os consoles antigos faziam.

Outros jogos como Titanfall e Ryse também apelam para a capacidade gráfica, mas se esquecem de que a transição para uma nova geração depende de muito mais do que isso. Eu me lembro de quando joguei The Legend of Zelda: Twilight Princess pela primeira vez no Wii e tive a clara sensação de que nada daquilo poderia existir em um console anterior. Vale lembrar que esse game também foi lançado para o GameCube, então eu não me refiro aos gráficos, definitivamente.

A maior parte dos jogos bons da nova geração também estão disponíveis para a antecessora. Tomb Raider, Thief, Metal Gear Solid V: Ground Zeroes, Assassin’s Creed IV: Black Flag, além do esperado Watch Dogs, que deve sair mês que vem. Todos esses têm versões para PS3 e X360.

A nova geração ainda não caminha com as próprias pernas, mesmo que o PS4 e o XbOne tenham vendido, juntos, mais de 12 milhões de unidades. Isso não quer dizer que ela não possa nos surpreender positivamente, e muito. Quando será que ela vai começar para valer?

Tony Hawk's American Wasteland

Observe essa imagem bizarra, repleta de serrilhados e cercada por texturas sofríveis. Agora tente adivinhar de quando é esse game. 2003, você arrisca. 2004, talvez. Eu digo que se você, caro leitor, chutou isso, está redondamente enganado. Esse game é Tony Hawk’s American Wasteland, lançado em 2005 para Xbox 360, Xbox, PS2, PC e Game Cube. E por que eu estou mostrando isso?

Muito tem se falado a respeito da nova geração. Críticas vêm sendo feitas a várias características, especialmente a escassez de jogos exclusivos e o salto gráfico pouco perceptível em relação à anterior. No entanto, esses argumentos, apesar de válidos, estão um pouco forçados. Talvez pelo fato de termos saído de uma geração longa, de cerca de oito anos, não nos lembremos exatamente de como é essa transição.

No lançamento do X360, PS3 e Wii, poucos jogos exclusivos deles eram realmente bons. “Ah, mas já começou tendo um Zelda!”, grita alguém no fundo da sala. Ok, mas Twilight Princess também foi lançado no cubo azul da Big N. A maioria dos títulos ainda eram compartilhados com a geração antiga, até que os consoles novos tivessem autonomia para ter seus próprios games de peso.

Esse processo leva um certo tempo. Não é da noite para o dia que se cultiva uma base de consumidores suficientemente estável para lançar um grande blockbuster. O PS4, XbOne e Wii U ainda não alcançaram a maturidade para andar com as próprias pernas. Os próprios desenvolvedores têm sua parcela de culpa nessa situação, pois se fizessem mais games para a nova geração, atrairiam mais jogadores para ela, tornando-a independente dos primos mais velhos.

Com relação aos gráficos, role seu mouse para cima e observe atentamente a imagem no topo do post mais uma vez. Aquele era o grande salto da geração. É claro que, anos depois, as produtoras pegaram o jeito e aprimoraram o visual de seus jogos. É exatamente o mesmo que está acontecendo atualmente. Não há razão para se preocupar com a proximidade gráfica entre PS4/XbOne e PS3/X360. Precisamos aguardar alguns anos para analisar esse salto com precisão e segurança.

Não estou dizendo que não se deva ter um pé atrás quanto à nova geração. Sempre é bom esperar um ou dois anos após o lançamento dos consoles para tomar uma decisão. Comprar qualquer um nesse momento é extremamente equivocado. No entanto, o horizonte não parece tão tenebroso quanto alguns críticos andam pintando. A geração está apenas começando…

leadimage

Controle de visão é um dos aspectos mais importantes de uma partida de League Of Legends tanto em nível competitivo como casual. Acho um tema importante para todos os jogadores principalmente para os supports, posição que tem a maior responsabilidade em controlar visão do jogo (apesar das mudanças ter distribuído um pouco melhor essa tarefa entre os cinco players de um time). No post de hoje irei falar sobre os conceitos básicos de Controle de Visão e a importância de cada um deles, posicionamento de wards, pequenos truques e “hot spots” para elas serão o próximo assunto abordado.

Por que controle de visão é importante?

A posição de seus inimigos é uma informação importantíssima durante uma partida de League of Legends. Se você sabe a posição de seus inimigos é mais fácil tomar decisões corretas e quanto mais decisões corretas você tomar, maiores as suas chances de vencer.

locadoras

A rápida ascensão e o sofrível desaparecimento das locadoras foram fenômenos claramente perceptíveis ao longo dos anos. Com o surgimento do VHS, ir ao cinema não era mais imperativo para assistir a algum filme. A possibilidade de aproveitar as películas no conforto de casa criou um cenário propício à disseminação desse tipo de comércio, que brotou por toda a cidade e alcançou o auge durante a década de 1990. Vinte anos após o boom das locadoras, como sobrevivem esses estabelecimentos hoje em dia?

A popularização da rede mundial de computadores fez o negócio despencar. “Não só a internet, mas a pirataria também prejudicou muito as locadoras”, lembra Julio Cesar Borges, filho do dono da Comics, localizada em São Caetano do Sul. Na ativa desde 1994, o local deixou de alugar apenas filmes e voltou o olhar para os videogames. “Locação de jogos ainda é bastante lucrativa, e vai melhorar muito por que a pirataria está acabando”, acrescenta o rapaz que divide a atenção entre os aluguéis de games e a administração dos torneios que a Comics realiza todos os fins de semana.

As locadoras acabaram tornando-se ponto de encontro para aficionados por filmes ou games. Com o tempo, os clientes deixaram de consumir tanto, mas continuaram a frequentar os espaços. Organizar campeonatos entre o público foi uma ação que manteve a lucratividade e atraiu mais jovens. “A maioria dos que vêm aqui têm entre 12 e 19 anos”, afirma Julio Cesar.

Ambientes muito queridos pelos mais saudosistas, esses estabelecimentos se sentiram obrigados a mudar os rumos e passaram a alugar jogos de videogame ao invés de filmes. Por causa dessa nova demanda do mercado, muitos acabaram tendo que fechar as portas por não se adequar aos tempos modernos. Mesmo os que realizaram essa transição enfrentaram sérias dificuldades por alguns anos.

“Na época do Playstation 2, era complicado porque tinha muito jogo pirata e ninguém queria saber de comprar ou alugar os originais”, lamenta Fernando Alves, gerente da Game Store, no bairro do Tatuapé, em São Paulo. Ele reconhece que as restrições contra a pirataria implementadas pelas empresas de games salvaram as locadoras. “Com os videogames novos, praticamente não existem mais falsificações. Os jogos são muito caros, então o pessoal aluga primeiro para ter certeza de que gosta e só depois compra mesmo”, diz Fernando.

“Mas só oferecer para alugar não adianta. Pra ir pra frente, tem que vender também”, adverte Fernando. Diferente da maioria, essa locadora começou em 1999 já trabalhando com games. “Quando apareceu a onda dos jogos paralelos, que eram bem mais baratos, nós começamos a alugar filmes também para sobreviver”. Hoje o cenário é diferente, pois a pirataria está com os dias contados devido às novas medidas de segurança das fabricantes de consoles.

“Hoje em dia quem só faz locação de DVDs não tem mais como se manter, estão todos fechando. O tal do Netflix e os outros serviços que disponibilizam seriados e filmes pela internet quebraram as pernas de um monte de gente”. A afirmação parece ser verdadeira mesmo, porque a menos de cem metros dali, a locadora Renata Filmes, que antes só disponibilizava películas, hoje reserva uma parede inteira somente para videogames.

“No começo, a gente alugava só as fitas. Depois, começou a aparecer DVD e Blu-Ray, mas a clientela estava sumindo cada vez mais. O jeito foi migrar pros videogames, senão a loja ia falir. Hoje, ainda temos filmes, mas a procura pelos jogos está aumentando”, narra Luciana dos Santos, que trabalha no caixa da Renata Filmes. “Daqui pra frente, não sei o que vai acontecer, mas a tendência é que a busca pelos games continue crescendo”, acrescenta.

Essa é a tônica no mundo inteiro. Enquanto o filme mais bem-sucedido de Hollywood é “Avatar”, que desde 2009 já movimentou US$2,7 bilhões, o jogo “Grand Theft Auto V”, lançado no final de 2013, faturou US$1 bilhão nos primeiros três dias. Os números são impressionantes e indicam que a indústria de jogos vem se expandindo amplamente nos últimos anos.

Os consoles atuais, como o Playstation 4 e Xbox One precisam de conexão com a internet para funcionar, impedindo que jogos pirateados sejam executados, pois a fiscalização online ocorre constantemente. Esse fator, somado aos serviços de streaming de filmes pela internet fizeram com que as locadoras tomassem os games como principal produto.

Entretanto, o futuro parece trazer bons ventos, afinal quem trabalha no ramo demonstra otimismo em relação aos próximos anos. “Daqui pra frente, acho que os lucros só vão aumentar”, prevê Julio. Tomando as palavras do concorrente como suas, Fernando acrescenta: “agora devem aparecer cada vez mais locadoras de jogos”.

asas

Fechando o mês do Neo Retrô, esse post trará uma grande quantidade de jogos que merecem esse título. Como já dito, jogos Neo-Retrô são aqueles que sofreram remakes e/ou receberam uma nova cara nessa geração, mas sem perder sua essência. Aqui no blog três jogos já apareceram nessa categoria: Ducktales Remastered, TMNT: Turtles in Time Re-shelled e Castlevania: Dracula X Chronicles. Vamos conferir mais alguns que merecem destaque:

eggs

A terceira parte do guia do competitivo de Pokémon, lançada lá no mês de fevereiro, concluiu todo o plano de fundo que era preciso para começar a criar um pokémon “de verdade”. Com isso, existe apenas uma barreira para sair do treinamento individual e ir para a composição de times: como aperfeiçoá-lo.

Ao invés de seguir o modelo habitual da coluna, esta quarta parte do guia tem a função de reunir algumas dicas para que o treinamento individual seja um pouco mais rápido (leia-se menos chato). Os primeiros tópicos serão apenas citações do que já foi falado anteriormente, mas no final alguns assuntos farão sua estreia aqui.

battlefield

Estamos na semana em que o golpe militar completa 50 anos. Naquela época, os games mal engatinhavam, mas e se eles pudessem contar a história desse período sombrio do Brasil?

Tudo começaria com um Sid Meier’s Civilization, em que o presidente estaria tentando realizar reformas sociais para reduzir a miséria. No entanto, uma guerra ideológica estava em curso no cenário internacional, e, com isso, surge um Battlefield, em que o exército toma o poder para evitar que o país enverede por rumos duvidosos.

No começo, a ideia parecia boa e tanto a população quanto a imprensa apoiaram, como um Pac-Man correndo atrás de um fantasma azulado. Pouco tempo depois, contudo, o fantasma revelou sua face e o pobre herói redondo teve de se virar pelos labirintos para fugir das garras do inimigo.

Quando as pessoas se deram conta do que estava acontecendo, um grupo de artistas munidos de violões e belos acordes, como em Guitar Hero, começaram a caminhar e cantar e seguir a canção para conscientizar o povo de que estavam vivendo uma ditadura cruel. Porém os soldadinhos de Battlefield tentaram calar os músicos de todas as formas, e Guitar Hero acabou sendo descontinuado.

Durante os anos mais tensos do regime militar, algumas pessoas que tentavam resistir entravam em um portal, como no game de mesmo nome da Valve, e desapareciam. Alguns voltavam, outros acabavam se perdendo em algum porão sujo.

Claro que também haviam alegrias. Em um momento “FIFA”, o Brasil foi tricampeão mundial no México e levantou a taça para delírio da torcida, fazendo da seleção canarinho a primeira a ganhar três copas do mundo. Enquanto isso, a economia vivia um verdadeiro milagre, como aqueles conquistados em boas administrações do SimCity.

Nenhum tiro foi disparado – talvez alguns membros da ordem de Assassin’s Creed contribuíram para isso – e, aos poucos, o Brasil foi voltando a se redemocratizar. Quando tivemos a primeira eleição em muitos anos, a princesa estava em outro castelo, e o presidente não foi eleito diretamente pelo povo, além de ter falecido pouco tempo antes de assumir o cargo.

Com o tempo, porém, reconquistamos o direito de votar em nossos governantes e agora vivemos numa sociedade tão livre quanto uma jogatina descompromissada de GTA – com seus prós e contras, é claro.

Essa foi uma versão reduzida e condensada da história, contada de uma maneira didática, para que o PlayerTwo não deixe de relembrar essa data tão conturbada e importante para nosso país.

gta online

Neste mês de março, temos falado sobre o tema “neo-retrô”, como todos os leitores já devem ter notado. Mas e se invertermos um pouco a ideia de novos jogos antigos e pensarmos sobre jogos antigos antes mesmo deles serem novos? Vou explicar. Os games retrô que nós conhecemos hoje um dia já foram novidades e, especialmente os mais clássicos, trouxeram alguma inovação ou tiveram influência na indústria. O impacto deles fez com que se tornassem importantes e fossem lembrados por anos. E os jogos atuais, será que vão envelhecer tão bem?

É importante lembrar que a indústria de games é relativamente recente, levando-se em conta que o cinema tem mais de cem anos, por exemplo. Nos primórdios, as novas tecnologias ainda eram incomuns e os produtores precisavam descobrir a linguagem ideal para desenvolver jogos. Muitas tentativas e erros foram necessários para que as fórmulas de sucesso dos games fossem criadas. Especialmente entre os anos 70 e 80, a experimentação se deu em grande escala, pois cada arcade era um jogo diferente com comandos e mecânicas próprios.

Quando um certo nível de padronização foi atingido, alguns gêneros foram definidos e o público se fidelizou aos modelos resultantes desse progresso, criando as bases ideais para que as empresas pudessem lançar consoles caseiros. Dessa forma, os videogames foram introduzidos nos lares das pessoas e passaram a seguir certas regras, afinal os desenvolvedores tinham que se adequar aos padrões de controle das máquinas.

Exatamente por causa de todas essas fases, os games dessas épocas são tão importantes. Nas décadas de 90 e 2000, não surgiram tantos clássicos como em anos anteriores, pois era mais lucrativo se manter em uma zona de conforto lançando sequências ou remakes de franquias consagradas.

Ainda vivemos resquícios desse processo, entretanto o advento da internet e o progresso técnico dos gráficos estão obrigando cada vez mais os desenvolvedores a se reinventar e criar novas formas de jogar. Nesse contexto surgiram estilos como o FPS, sandbox e stealth. Claro que eles derivam de games antigos, mas as novas tecnologias permitiram um grande avanço nesses gêneros, que hoje têm como expoentes alguns dos principais blockbusters da atualidade, como Call of Duty, Assassin’s Creed, GTA e FIFA.

Esse tipo de jogo tem de enfrentar alguns desafios semelhantes aos que Space Invaders, Pac-Man, Tetris e outros clássicos tiveram. Sempre que a tecnologia progride, novas barreiras têm de ser ultrapassadas para que a inovação apareça. É necessário pensar em novas linguagens. Dois exemplos bem concretos e atuais são a iminente queda da barreira entre singleplayer e multiplayer e a chegada da realidade virtual.

Com a capacidade dos novos consoles de se manter sempre conectados, os criadores de jogos precisam pensar em conceitos novos para lidar com essas questões. Uma das saídas mais bem recebidas e que deve se tornar uma tendência é que os jogadores estejam o tempo todo interagindo com outros, mesmo não estando num modo multiplayer.

Graças a aparelhos como o Oculus Rift, os desenvolvedores poderão inventar inúmeros métodos de se jogar, com muitas inovações. Essa mudança pode ser tão brusca que a maioria das pessoas não consegue nem imaginar como seria jogar em realidade virtual. Assim como antes dos primeiros arcades aparecerem, ninguém saberia como controlar um personagem digital apenas com alguns botões e alavancas. Essas linguagens e formas de atuar não surgem do nada e precisam ser pensadas pelos produtores por meio de experiências bem ou mal sucedidas.

Não há como saber se os games atuais serão lembrados por tanto tempo quanto os clássicos e se entrarão para esse hall, mas eles têm potencial para isso se explorarem as novas possibilidades que a tecnologia abre sem medo de se arriscarem, a fim de fugir do clichê e criar novas maneiras de jogar. Afinal os grandes clássicos são assim por terem buscado experiências inéditas.

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Durante esse mês, falamos de várias formas de sentir parte do gosto do passado: remakes, releituras, jogos antigos que inspiram novos. Na minha opinião todos esses modos são válidos porém não se comparam à nostalgia de achar seu primeiro console guardado no fundo de um armário, ligá-lo e ficar a tarde inteira jogando sem nem perceber o tempo passar. Ligar seu videogame antigo e jogar seu primeiro jogo favorito é uma ótima experiência, e o ápice da nostalgia é chamar seus amigos e fazer competições internas, todos ali na mesma sala.

Experiências como essas reuniões para jogar videogames cumprem o real propósito desses aparelhos: entreter e aproximar as pessoas umas das outras. Infelizmente o avanço da tecnologia e a integração da internet com os videogames mantiveram ou até mesmo aumentaram a função de entretenimento, porém a parte de aproximar as pessoas ficou um pouco de lado com essas novas ferramentas. No caso, a conexão entre internet e videogame permite que você conheça e jogue com pessoas de todos os lugares do mundo, porém minha sensação é que as pessoas que se conhecem na vida “real” e gostam dos mesmos jogos têm cada vez menos se encontrado pessoalmente para jogar e passar alguns momentos juntos.

Sei que é o mês dos jogos neo-retrô, mas nesse post estou propondo uma experiência retrô que é se reunir na casa de amigos para jogar jogos que vocês gostam como era comum até os consoles da geração PS2, independente do videogame que seja: quarta, terceira, segunda, primeira geração, computador, jogos clássicos, reúna-se com seus amigos, e aprecie esses momentos o máximo que puder.

sonic

A primeira vista, o Sega Pub parece cheio de vida. Pessoas conversam, drinks saem a todo momento, música ao vivo enche o ambiente. No entanto, com o passar do tempo, as luzes baixas e o cheiro de álcool começam a revelar um quadro um pouco diferente do que isso.

Em meio a panfletos sobre aulas de datilografia, um ninja sentado no balcão pede mais uma dose de saquê para si e para um garoto provavelmente ilegal ao seu lado, que constantemente bate a própria cabeça contra a tábua de madeira. Uma garota tenta animar o ambiente com sua voz, mas o macaco que a acompanha nem se esforça para balançar seu chocalho.

Ao gritar por justiça, um homem saca uma serra elétrica e parte a mesa a frente em dois, enquanto um sujeito de bandana azul pega uma cadeira e prossegue para bater nas costas dele. Não demora muito para um dos mafiosos ao fundo, que mandam na casa, levantar e expulsar ambos aos chutes.

Nesse mesmo tempo, um táxi para em frente ao local e desembarca um passageiro: alto, pelos azuis, botas vermelhas, bandagens nas mãos e um lenço amarrado no pescoço. Sonic aproveita a porta ainda aberta e acelera o passo para entrar antes que se feche, para a alegria do ninja que não aguentava mais a luz que vinha de fora.

O bartender logo vê o sorriso cansado do ouriço e já oferece o “de sempre”, aceito com um balançar de cabeça logo que ele senta próximo ao ninja. Enquanto sua bebida não chega, ele pega um dos panfletos, dá uma lida como quem não quer nada e o guarda – nunca se sabe como o futuro será. Uma incerteza que, na verdade, o acompanha há anos.