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hardnews4

Cansado de visitar diversos sites e blogs e sempre ler o mesmo conteúdo todas as vezes? Já não aguenta mais todos os dias posts exatamente iguais, mudando apenas o nome do jogo? O PlayerTwo traz para você o próximo degrau na escala evolutiva do jornalismo-verdade (ou quase isso) de joguinhos, a HARD NEWS!

No HARD NEWS! de hoje, o sucesso dos Amiibos faz com que eles ultrapassem as vendas de seu próprio consoles, as novas condições que a equipe de The Last Guardian está passando para conseguir terminar o jogo é revelada e a paiN Gaming consegue marcar presença num dos melhores horários da televisão brasileira.


A era perdida dos fliperamas

Autor: Em: Artigos Data: 09/12/2014 às 20:17

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arcades

Este título parece um tanto quanto radical e saudosista, mas aquele que nunca jogou num Arcade (popularmente conhecido no Brasil como Fliperama) que atire a primeira pedra. Atualmente quando se abre um site de notícias de games você se depara com mais um Assassin’s Creed e o quão realista os jogos são, e ser gamer se tornou algo simples.

A grande diferença dos jogos de hoje para os arcades dos anos 80-90 é o desafio. Nos jogos atuais, por mais que tenham puzzles variados e horas de jogatina, você ainda pode se valer de saves e tutoriais na internet, enquanto nos arcades você tinha uma única chance de terminar o game (a não ser que você tivesse mais fichas). Tentar “zerar” Cadillacs and Dinosaurs com apenas uma ficha era tarefa para poucos, assim como tentar ser o melhor no Street Fighter II não perdendo pra ninguém no 1×1 (vulgarmente chamado de tirar um contra), e caso perdesse teria que entrar novamente numa enorme fila de desafiantes.

Além dos obstáculos do jogo, você tinha desafios desde sair para o fliperama até a encontrar uma máquina disponível para jogar, porque ao contrário de como é hoje onde você joga do conforto de sua casa e online com outras pessoas na hora que bem entender, naquela época fliperamas eram vistos pela maioria dos pais como um lugar marginalizado e cheio de delinquentes. Não pode-se tirar a razão dos pais, porque afinal, a maioria dos fliperamas ficavam em botecos e as crianças tinham que ficar juntas de beberrões e fumantes.

Vencido o desafio de ir até o fliperama a nova disputa era de conseguir jogar, os fliperamas viviam lotados mesmo tendo mais de um arcade do jogo, lembrando do problema dos valentões de um metro e oitenta que te tiravam do jogo dizendo “sai que é a minha vez”, e você só conseguia voltar  depois que ele esgotasse o bolso cheio de fichas. No fliperama também haviam os “jogos de adultos”, também chamados de pinball, na verdade este jogo de rebater bolinhas não eram populares entre as crianças por um simples motivo, a máquina era alta. Pois é, ficava meio difícil uma criança conseguir ver as bolinhas e jogar e toda vez que alguém tentava, vinham os mais velhos e diziam “volta pro Steet Fighter, isso aqui é pra gente grande”.

Hoje em dia se você quer matar a saudade daquela época (ou ter noção de como era), pode ir a shopping centers que possuem arcades nas praças de recreação, mas geralmente são ambientes mais familiares, um pouco diferente de como era antigamente, perdendo um pouco da “magia”. Se você cresceu nesta época, sinta-se com sorte e não deixe de comentar qual o jogo ou fato que mais te marcou.


tomb raider

A nova geração deixou de ser novidade e passou a ser a regra. Com mais de um ano nas costas, já é possível fazer um balanço dos consoles que disputam o topo e alguns prognósticos acerca do futuro dessa guerra – que, ao contrário do que parece, está muito longe de terminar.

Se o Playstation 4 vem liderando folgado a briga pelos consumidores nesse primeiro ano, o Xbox One já começou a se recuperar do baque inicial e tenta reconquistar a confiança dos gamers para entrar nos trilhos de vez. Nada preocupante para a Microsoft, mas ainda assim o aparelho vem tendo um desempenho abaixo das expectativas iniciais.

Existem muitos fatores que podem manter essa vantagem no lado Sonysta da força ou reverter o placar, mas um dos principais pontos são os jogos exclusivos. É importante olhar com calma para eles, pois quantidade não significa necessariamente qualidade, e mesmo quando são excelentes, podem enganar.

O Xbox One tem quantitativamente mais títulos exclusivos do que o Playstation 4 e também tem mais previstos para 2015 do que o concorrente. Ponto para a Microsoft, certo? Talvez. Não dá para saber com certeza. Há algumas variáveis interessantes aí.

Não quero discutir muito a qualidade, pois isso é subjetivo. No entanto, o Xone tem jogos como Kinect Sports Rivals, Magic 2015 e outros títulos de pouca expressão. Do lado verde, Sunset Overdrive, Dead Rising 3, Titanfall, Ryse: Son of Rome, Halo: The Master Chief Collection, Killer Instinct, Forza Motorsport 5 e Forza Horizon 2 fazem a alegria dos caixistas.

Já pesando para o lado oposto, InFamous: Second Son, The Last of Us, BigLittlePlanet 3, InFamous: First Light, Driveclub e Killzone são responsáveis por alavancar o PS4. Apesar da diferença numérica, quando se analisa o peso dos lançamentos, talvez ambos sejam equivalentes.

Para o ano que vem, a batalha pode pender mais para o lado do Xbox: Quantum Break, Halo 5: Guardians, Rise of the Tomb Raider, Fable Legends, Crackdown e Scalebound falam mais alto que Uncharted 4, Bloodborne e The Order 1886. No entanto, a maioria dos exclusivos do Xone não vêm de estúdios first party.

Como essas exclusividades são externas, podem ser quebradas a qualquer momento – Lara Croft que o diga, pois é bem provável que o próximo jogo da série esteja na concorrência apenas um tempo depois de estrear.

Mesmo assim, se você é ou pretende ser um dono de Xbox One, pode comemorar pois terá muitos exclusivos a caminho no ano que vem. É claro que não falamos de muita coisa boa e tudo isso pode mudar com alguns anúncios bombásticos, mas esse será sempre um fator importante na briga pela nova geração.


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A segunda geração de Pokémon pode ter sido sensacional por conter dois continentes para viajar, apenas 252 bichinhos e algumas caras mais conhecidas do pessoal, como Red e Professor Carvalho, mas minha favorita sempre foi a terceira. Ainda lembro de quando fui no shopping com meus pais e implorei pelo Pokémon Emerald ao passar na frente de uma loja de jogos no final de semana de lançamento, e por algum milagre a gente voltou pra casa com o game em mãos.

Jogar Pokémon Omega Ruby/Alpha Sapphire, remake de Ruby/Sapphire/Emerald, foi como voltar àquela época. Não é a primeira vez que a Game Freak se aventura em remakes, mas eu não tinha memória o suficiente das versões originais dos anteriores para conseguir avaliar o quão a fundo ela vai na reprodução de detalhes.

Algumas cenas e características eram impossíveis de ficar de fora: Professor Birch sendo perseguido no comecinho do jogo é um marco, assim como a fila de capangas do Team Aqua ou Team Magma na porta do Oceanic Museum. Como esquecer também da dupla Solrock e Lunatone das gêmeas do sétimo ginásio, do Milotic de Wallace ou do Metagross de Steven? Por outro lado, eu nunca iria imaginar que eles fossem trazer de volta o senhor que dá o TM Roar ao personagem, ao lado de seu inseparável Poochyena.

ORAS faz um trabalho incrível de mesclar esses elementos do passado com ferramentas e mecânicas novas. A importância e utilidade da tela de baixo continuou crescendo como nas versões X/Y, quando deixou de ser apenas um menu estendido para se tornar uma central de ferramentas, compreendendo todo o modo online do jogo (o PSS), o Super Training e o Pokémon Amie.


Análise – Far Cry 4 (PC)

Autor: Em: Análises/ Microsoft/ PC/ Sony Data: 03/12/2014 às 18:19

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O penúltimo lançamento do ano da gigante Ubisoft foi o quarto episódio da série Far Cry, game de mundo aberto com proposta semelhante ao seu predecessor. Dessa vez, o jogo se passa no país fictício de Kyrat, na região da Cordilheira do Himalaia, e o jogador encarna o protagonista Ajay Ghale para cumprir o último desejo de sua falecida mãe: ter suas cinzas espalhadas pelo templo de Lakshmana. E é claro, apesar de soar como uma coisa simples, vai ser necessário mais que um guia e pernas para chegar até o tal templo.

Os cinco primeiros minutos são, na verdade, a apresentação da trama e do vilão principal, o controverso Pagan Min, cuja aparência excêntrica foi criticada pelos fãs antes do lançamento do jogo. No entanto, em poucos minutos ele se mostra um personagem muito bem trabalhado e que seu visual não influenciou no que o antecessor, Vaas Montenegro, trouxe à série: um tremendo antagonista maníaco que não conhece regras ou limites.

Nessa introdução o jogador também é apresentado aos visuais deslumbrantes e a paisagem detalhada, padrão que é característica da produtora em outras séries, como Assassin’s Creed. As montanhas ao fundo e a vegetação característica de regiões montanhosas melhoram a imersão e fazem com que o jogador entre no clima da trama rapidamente.

Em comparação com o anterior, o jogo manteve a proposta de caçar animais, inimigos, liberar torres de transmissão e planejar a melhor forma de tomar bases militares do exército de Pagan Min. Entretanto, tudo está mais difícil em Far Cry 4, desde o poder de fogo dos inimigos até os recursos que eles possuem, como caçadores que podem voltar os animais capturados contra o jogador. Falando em animais, diferentes espécies foram adicionadas e algumas removidas para se enquadrar ao ecossistema do jogo, mas isso não quer dizer que eles estão menos ameaçadores. Até o final do jogo é necessário cuidado ao adentrar florestas e regiões não habitadas: grupos de lobos e cachorros, tigres, onças e ursos são animais ameaçadores nas matas, mas não se engane, alguns animais herbívoros são tão ameaçadores ou até mesmo mais que os carnívoros (cada encontro com um rinoceronte é uma experiência dolorosa e desagradável).


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Há pouco mais de um ano comentamos aqui no blog sobre speedruns: uma corrida contra o tempo para tentar terminar um jogo o mais rápido possível. Tanto os EUA quanto a Europa recebem algumas maratonas do tema por ano, que reúnem dezenas de corredores para demonstrar e divertir a plateia, seja ela local ou por transmissão pela internet.

Como tentativa de alavancar a prática por aqui e mostrar que também sabemos quebrar um Zelda ou Sonic, a comunidade Speed Games Record Brasil (SGRB) agendou para o dia 6 de dezembro a primeira grande maratona brasileira de speedruns. Serão quase 30h de gameplay seguidas, começando com um bloco de Resident Evil e passando por ícones como Dino Crisis 2, Ocarina of Time e Donkey Kong Country 2, até finalizar com outro grande bloco: Mega Man X no domingo a noite.

Além de speedruns normais, uma race de MMX4 está confirmada entre os runners Luiz e Moon, para decidir qual dos dois é o mais rápido no game. Esse e todos os outros jogos serão transmitidos no canal deles da Twitch, e caso alcancem um determinado número de espectadores em alguns trechos, brincadeiras são liberadas, como matar o Tyrant em Resident Evil só com uma faca.

Guardem a data! A primeira Maratona de speedruns da SGRB acontece das 17h do sábado, 6 de dezembro, até as 19:30 do domingo, 7 de dezembro, exclusivamente no canal SpeedGamesRecordBrasil da Twitch. O cronograma completo, com jogos, runners e incentivos, pode ser visto neste link ou ampliando a imagem abaixo, e para conhecer mais do grupo é só acessar seu website.

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Estive jogando a versão beta de The Crew nos últimos dias e percebi que o game é a expressão maior do caminho que os jogos vem tomando recentemente. Apesar de nem ter sido lançado, o título mostra claramente a que veio e aponta na direção da interatividade e da integração, duas grandes tendências para os videogames.

O multiplayer local nunca estará descartado – o excelente Towerfall Ascension está aí para provar isso – mas em um mundo cada vez mais conectado é impossível negar a importância de se poder jogar com seus amigos via internet como se estivesse um do lado do outro.

Faz tempo que venho escrevendo sobre a nova geração e avaliando que o salto gráfico pouco notável não deve ser parâmetro para medir a relevância dos novos consoles. O importante mesmo dessa vez é que PS4 e Xone abriram caminho para um novo leque de possibilidades com a capacidade de rodar multiplayers massivos.

O MMO deixou de ser um elemento exclusivo do gênero RPG e passou a ser incorporado por qualquer game que tenha alguma característica coletiva. Agora um jogo qualquer pode ter aspectos de role-playing implementados em suas mecânicas, como customização e curva de desenvolvimento, e ser tratado como multiplayer massivo.

The Crew é essencialmente um MMO de corrida que prioriza o aspecto social e customizável, permitindo que você jogue, sem nenhum lag ou prejuízo em qualidade técnica, com seus amigos cooperativamente em qualquer missão ao longo do game. O mapa aberto é imenso – outro fator inimaginável na geração antiga – e completamente integrado entre todos os jogadores que estão online.

Estamos apenas no começo de uma nova revolução no jeito de se jogar videogame. Enquanto os MMORPGs se acomodaram com fórmulas de sucesso definidas, não havia muita inovação na maneira de se aproveitar essas funções. Agora teremos muito mais possibilidades, e The Crew é um dos títulos que largou na frente nesse novo paradigma. Algo muito bom vem por aí nos próximos anos se os desenvolvedores souberem trabalhar com essas novas ferramentas.


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Ainda na sua versão Alpha, o novo MOBA da Blizzard, Heroes of the Storm, já mostra o seu conceito e seus problemas. Obviamente, deve ser levado em consideração o caráter de teste do jogo por estar em desenvolvimento ainda, mas o jogo já apresenta falhas que podem comprometer a evolução e a popularidade do jogo, como a pouca variedade de personagens, 35 atualmente, e o alto custo na compra de montarias, customização e novos personagens.

A primeira vista, Heroes of the Storm apresenta excelentes gráficos e jogabilidade diferenciada. Com personagens renomados de outros jogos da Blizzard, é possível travar combates épicos em diferentes mapas que possuem mecânicas exclusivas, tornando o jogo único e dinâmico. Cada mapa possui mini games, que normalmente envolvem a conquista de algum objetivo por parte dos jogadores visando fortalecer a sua equipe.

Marcado pela simplicidade dos controles, de interface e aprendizado intuitivos, HotS tem um sério problema que é a demora para se obter Ouro e adquirir itens na loja. Comparado ao IP do League of Legends, o Ouro tem a mesma utilidade e é obtido da mesma forma porém é necessário um esforço maior para consegui-lo e seu poder de comprar é bem menor. Também pode-se adquirir itens através de dinheiro real, ai entra o maior problema detectado até agora: tudo é muito caro. Com itens chegando a aproximadamente 45 reais, todos os preços são extremamente inflacionados e impraticáveis, como, por exemplo, o pacote que contem heróis, customizações e duas montarias, que chega à casa de assustadores 270 reais.

No geral, os preços deixam os itens disponíveis no shop como artigos de luxo e, de certo modo, torna o jogo “pay to win”, pois quem desembolsar mais dinheiro real conseguirá novos e mais fortes personagens mais rapidamente. Caso você tenha paciência (e não queira gastar uma fortuna), com um certo esforço e dedicação, você pode comprar todos os personagens e algumas montarias através de Ouro, mas prepare-se, os preços vão de 2000 Ouro até 10000 e o ganho normal por partida é de apenas 50.

Ignorando erros de programação, bugs e features inacabadas, Heroes of the Storm promete, mas talvez não tenha tanta chance de alcançar um alto nível de jogos competitivos como outros jogos do mesmo gênero. Divertido e rápido, é um ótimo jogo para passar o tempo e brincar com os amigos. O jeito é esperar o lançamento da versão oficial para se ter um veredito mais consistente sobre o jogo e todas as suas features, só fica a dúvida se os preços da loja continuarão altos assim, e caso isso ocorra, é bom a Blizzard ter alguma carta na manga para segurar a clientela e estimular as compras.


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Não é de agora que as obras de ficção científica inspiram o mundo a criar tecnologias inovadoras e revolucionárias. Call os Duty: Advanced Warfare é um dos jogos que poderiam entrar para esta lista, já que a história do jogo se passa no ano de 2054 em meio uma crise terrorista. Para combater essa ameaça, o governo dos EUA contrata uma companhia militar privada para auxilia-los, que se vale de equipamentos sofisticados como armas a lazer e granadas teleguiadas.

Advanced Warfare poderia entrar na lista, não fosse pelo fato de algumas tecnologias mostradas no jogo já existissem, mais precisamente o exoesqueleto utilizado pelos soldados. Claro que ao falar de exoesqueleto uma das primeiras coisas que vem a mente é a armadura do Homem de Ferro, mas calma que ainda não chegamos a este ponto (uma pena, porque isso seria muito legal).

A DARPA (Defence Advanced Research Projects Agency) é responsável pelo financiamento do exoesqueleto Soft Robotic Exosuit, que tem como função principal se ajustar ao corpo do soldado e imitar os movimentos dos tendões e músculos, diminuindo drasticamente o cansaço do corpo e a fadiga. O instituto publicou em seu site que a “Warrior Web” não é uma armadura, mas sim uma roupa de baixo dos soldados para auxiliar a carregar os equipamentos que podem ultrapassar os 100 kg, e este peso pode dobrar ou triplicar de acordo com os movimentos feitos (agachar, andar, correr, ajoelhar-se) e terrenos percorridos.

O projeto do exoesqueleto esta nas mãos do Instituto de Engenharia Bi0lógica da Universidade de Harvard, que desenvolve o protótipo. O vídeo acima mostra como esta a evolução e desenvolvimento do equipamento.


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Cansado de visitar diversos sites e blogs e sempre ler o mesmo conteúdo todas as vezes? Já não aguenta mais todos os dias posts exatamente iguais, mudando apenas o nome do jogo? O PlayerTwo traz para você o próximo degrau na escala evolutiva do jornalismo-verdade (ou quase isso) de joguinhos, a HARD NEWS!

No HARD NEWS! de hoje, o mundo real e a ficção se aproximam em São Paulo pela falta d’água, Assassin’s Creed atinge seu maior patamar até hoje e o New 3DS ganha nova versão de Cooking Mama. Paulistanos e Nintendistas, desculpem-me previamente.