>

watch dogs

Nos últimos posts (esse e esse), eu contei um pouco da história do crash de 1983, de como os consoles quase acabaram e como eles se salvaram da extinção pelos PCs para sobreviver até os dias atuais. Vimos a importância das decisões corporativas e seu impacto direto na vida do consumidor – no caso, eu e você, você e eu. Agora vamos falar de um exemplo prático disso que ocorreu recentemente.

Na semana passada, a Ubisoft anunciou que Watch Dogs será o último “jogo adulto” para o Wii U por falta de público desse setor no console. Segundo a empresa, as vendas de games para o aparelho da Nintendo representavam uma fatia de apenas 3% nos lucros do último ano fiscal. A partir de agora, os donos do videogame branco serão agraciados apenas com títulos mais casuais da Ubi, como Just Dance.

O Wii, apesar de ter uma extensa biblioteca de excelentes jogos – assunto para um post à parte, pois muita gente não conhece as pérolas ocultas do Wii e acaba desmerecendo o console -, ganhou o estigma de casual ou até infantil. Por mais que Mad World, No More Heroes 1 e 2, The Conduit 1 e 2, Red Steel 1 e 2, Monster Hunter, Fatal Frame e outros neguem essa fama, a opinião pública de um modo geral classificou o Wii dessa forma.

Se a Nintendo queria um videogame voltado também para o público hardcore, o nome Wii U é um desastre do ponto de vista do marketing. O lendário Reggie Fils-Aimé já explicou que o nome remete a “nós e você” e explicou que isso significa que o console atendia às necessidades dos casuais “we” e do hardcore “you”. No entanto, isso remete a um aparelho já estigmatizado e injustiçado, e seria melhor não atrelar o Wii U ao antecessor de uma forma tão íntima, por serem consoles de propósitos diferentes.

Eis uma decisão corporativa que afetou diretamente a vida dos jogadores. Se você tem um Wii U, prepare-se para passar vontade vendo Assassin’s Creed Unity, Rainbow Six, Far Cry 4 e os próximos lançamentos das franquias Splinter Cell, Ghost Recon e Watch Dogs. Os fãs da Ubi que apostaram no console da Nintendo nessa geração vão ter que se contentar com Just Dance e talvez um ou outro Rayman.

Se no mercado de portáteis a Nintendo vem marcando apenas gols de placa, na guerra dos consoles, ela vem sendo dominada pelas concorrentes graças a decisões equivocadas.

NES

Na semana passada, relembramos a história do crash – não o Bandicoot – de 1983, em que os consoles quase deixaram de existir por se tornarem um modelo obsoleto de negócios. Mas você, caro leitor, que olha pro lado e observa seu Xbox, Playstation ou Wii, deve estar se perguntando por que ele está aí, firme e forte. Vamos tirar a poeira do baú e ver como foi que os videogames saíram dessa cilada, Bino.

Com a derrocada da Atari, todas as fabricantes americanas de consoles também sofreram os efeitos de uma indústria desorganizada e caótica. Dessa forma, as desenvolvedoras independentes não tinham uma plataforma confiável para lançar seus produtos e também estavam ameaçadas. Em meio a esse pânico generalizado, a salvação veio do outro lado do mundo.

Fundada em 1889 – você não leu errado -, a Nintendo passou por incursões no mercado de brinquedos, cartas, motéis – você não leu errado de novo – e até utensílios domésticos, mas o grande sucesso veio com os videogames. Após o Color TV Game e o portátil Game & Watch, a Big N, que ainda não era tão “big” assim, planejou um console de baixo custo e hardware potente para os padrões da época.

O Family Computer, ou Famicom, foi lançado em 1983 no Japão, e oferecia processador de 8 bits. Com o aparelho, era possível jogar sucessos da Nintendo como Donkey Kong, arcade clássico de 1981, no conforto de casa. A estratégia foi muito bem elaborada, pois o console cruzou o oceano em direção ao quase extinto mercado norte americano e concedeu um Phoenix Down à indústria de games.

O Nintendo Entertainment System, também conhecido como NES ou Nintendinho para os íntimos, chegou à terra do Tio Sam em 1985 e reacendeu o desejo pelos consoles caseiros com jogos como Super Mario Bros., lançado no mesmo ano. Foi em 1986, no entanto, que um boom de grandes lançamentos começou e ajudou a impulsionar a Nintendo e a indústria de games como um todo.

The Legend of Zelda, Kid Icarus, Dragon Quest e Super Mario Bros.: The Lost Levels comandaram o retorno à todo vapor, e a ascensão da Sega com o Master System, que chegou aos Estados Unidos em junho de 86, contribuiu para que seu Playstation,Wii ou Xbox esteja na sua estante te observando de volta. Não sabemos se os consoles vão existir para sempre. Mas eles só estão vivos hoje por decisões que foram tomadas, e poderiam ter desaparecido também por decisões.

É interessante entender como escolhas corporativas influenciam diretamente na vida dos consumidores, e é importante acompanhar esse cenário e estar atento às mudanças que possam ocorrer. Videogames são feitos para divertir, sim. Mas estão inseridos em um contexto maior, e precisam se submeter às lógicas da indústria. Nós, gamers, temos que compreender o que acontece por trás de tudo isso.

1354671185

Fala galera, como falei semana passada hoje iremos continuar a falar de itens de support. No post anterior, discutimos sobe os três itens que compõe a “core build” de um support e nesse iremos falar da “post core” ou dos itens complementares dos champions dessa role. Eu não irei falar de todos os itens do jogo por motivos óbvios então só mencionarei os itens que considero viáveis em supports no estado atual do jogo.

Itens de utilidade:

Esses itens tem como principal atrativo suas auras e habilidades extras que permitem que o jogador auxilie seu time através dessas ferramentas. Esse tipo de item funciona bem em qualquer tipo de support quando feito na situação adequada.

Arauto de Zeke:
Deve ser comprado quando seu time possui muito mais dano físico do que mágico. A aura desse item representa algo próximo de um Cetro Vampírico e uma Espada Longa extras no inventário de seus aliados. Imagine que seu top e o midlaner do seu time se beneficiem de ambos os atributos, incluindo o AD Carry nessa conta, o item representa quase 3600 de ouro extra na forma de atributos para seu time durante uma fight. O preço do item com certeza é seu ponto fraco além do fato de que você praticamente não irá aproveitar o attack damage e lifesteal que o item dá.

Cadinho de Mikael:
A habilidade extra com certeza é o que faz esse item ser comprado. Sendo praticamente uma mistura das sumoner spells heal e cleanse, o uso adequado desse item pode fazer com que teamfights sejam vencidas com facilidade mesmo que algum de seus aliados cometa um erro de posicionamento. São raras as situações onde o time inimigo não tenha nenhum disable para que você possa comprar o item fazendo com que ele seja praticamente um must-buy para supports que defendem a backline de seu time. O ponto fraco desse item com certeza são os atributos que ele dão que nem sempre serão úteis (com exceção do cooldown reduction): nem todo support precisa da quantidade de regeneração de mana que esse item dá e 40 de Magic Resist é muito pouco para um investimento de 2450 de ouro. Após as mudanças no patch 4.10 a Riot conseguiu balancear o item fazendo com que o jogador tenha que escolher entre a utilidade de ativa ou investir em outros itens que podem torná-lo mais resistente.

Sombras Gêmeas:
Apesar de não ser um item tão popular eu o acho ótimo pela versatilidade que sua ativa trás. Com os fantasmas que o item solta é possível perseguir inimigos, fugir deles ou até mesmo saber em qual região do mapa eles estão. Movement Speed é um atributo muito bom após a lane phase pois facilita a sua movimentação no mapa para wardar  e também para se posicionar durante as teamfights, Cooldown Reduction provavelmente é o atributo mais importante para um support depois de sua resistência (Armor, Magic Resist e Health) porém nem todos os champions tem bons ratios para se aproveitar dos 80 de Ability Power que esse item dá. A ausência de atributos defensivos e a presença de Ability Power nesse item são seus pontos fracos e é o que faz com que ele seja tão situacional.

Turíbulo Ardente:
Assim como as Sombras Gêmeas, esse item é extremamente situacional. Para começo de conversa, somente campeões com heals e shields podem fazer uso de sua passiva. Em segundo lugar, é necessário que existam campeões que tem seus ataques básicos como principal fonte de dano para se beneficiarem do attack speed extra que esse item dá. Por último, mas não menos importante, tem de existir uma compatibilidade entre o support que você está jogando e o alvo da passiva (se você está jogando com um support frágil como a Janna, não será possível usar seus escudos em um Jax que estará muito mais avançado do que você em uma teamfights). Todas essas circunstâncias situacionais junto dos atributos que o item dá fazem com que ele quase nunca seja comprado em jogos de alto nível. Porém vamos lembrar que esse item dá um valor parecido com o do Arco Recurvado em forma de atributos podendo ter grande impacto nas lutas se usado em campeões como Tristana e Kog’Maw.

Itens de Resistência:

Esses itens tem como objetivo aumentar a sua sobrevivência durante teamfights permitindo que você fique vivo por mais tempo e possa usar mais habilidades para ajudar seu time. Esse tipo de item é uma boa escolha para supports melee e também para ranged em situações que você está morrendo muito rápido ou morrendo demais.

Coração Congelado:
Uma ótima opção de item defensivo contra times muito focados em dano físico à base de auto attacks. Esse item é ótimo contra champions como Kog’Maw, Vayne, Jax, Tristana porém não é a melhor opção contra champions como Renekton, Lucian, Graves e Corki. É muito comum iniciantes na role comprarem esse item visto a importância de cooldown reduction em supports porém quando se está comprando um item defensivo deve-se pensar primeiro na sua sobrevivência e deixar atributos extra como mana e cooldown reduction de lado.

Medalhão dos Solari de Ferro:
Eu o considero como item de resistência mágica coletivo pois ele aumenta o Magic Resist de seus aliados próximos além do shield que ajuda seu time à absorver uma boa quantidade de dano (se você usar esse item e atingir seus quatro aliados no nível 11 ele dará um total de 800 de HP extra em forma de escudo para seu time). Esse item é uma boa compra quando o time inimigo tem muito dano mágico em área e/ou muito dano mágico e seu time não tem nenhum item de Magic Resist.

Presságio de Randuin:
O melhor item contra dano físico do jogo no geral. Além de te dar armor, dá uma quantidade enorme de health fazendo com que você seja muito resistente contra dano físico mesmo se desconsiderarmos sua passiva. A ativa desse item é extremamente versátil e pode ser usada para dar slow na backline inimiga com supports que dão engage ou mesmo usado para fugir de seus inimigos, também pode ser usado para dar slow na frontline inimiga com supports que tem como foco proteger seus carries. É o item “go-to” quando se está tomando muito dano físico.

Semblante Espiritual:
Esse item só funciona para supports com curas, preferencialmente curas em área ou em vários alvos. É uma opção válida quando se precisa de resistência mágica e seu time já fez itens para se proteger desse tipo de dano te dando liberdade de comprar um item de Magic Resist “individual”. Health e cooldown reduction são ótimos atributos em support e 20% à mais de self-heal muitas vezes pode ser a diferença entre a sua vida ou morte durante uma teamfight.

Véu da Banshee:
Assim como o Semblante Espiritual, é um item de resistência mágica “individual” e deve ser comprado se o resto de seu time já estiver protegido contra dano mágico. É um item mais versátil que o Semblante pois não tem sua eficiência limitada para supports com heals. Dá 50 de HP à mais que o Semblante e a mesma quantidade de Magic Resist além da passiva sensacional que pode bloquear habilidades importantes do time inimigo podendo mudar o rumo de uma teamfight.

Itens de dano:

Esses itens só são viáveis em Mage Supports pois eles são os únicos que se adaptam bem em dar dano além da utilidade para seu time. É importante ressaltar que apesar disso, Mage Supports também podem fazer itens de resistência e utilidade dependendo da situação da partida fazendo com que os itens de dano sejam apenas uma opção extra para esse tipo de support.

Amplulheta de Zhonya:
Mesmo sendo um item de dano, pode ser considerada uma opção defensiva para Mage Supports, o uso adequado da ativa desse item permite que você deixe de tomar uma grande quantidade de dano principalmente contra champions com alto burst. Supports como a Morgana que precisa pular no time inimigo para iniciar se beneficiam mais desse item do que os que tem range alto em suas habilidades.

Cajado do Vazio:
Normalmente um item que você só irá fazer se sua pós-core build for focada totalmente em causar dano. Esse item deve ser comprado caso o time inimigo tenha muita resistência mágica e se você já tiver uma boa quantidade de ability power para aumentar o dano de suas habilidades.

Ladrão de Almas de Mejai:
É um item de snowball e depende de sua performance para definir sua efetividade. O investimento nele é compensado quando você tem cinco cargas fazendo com que ele tenha o custo-benefício na mesma proporção. Quando com 20 stacks esse item tem uma eficiência de ouro superior à 350% quando comparado ao retorno em atributos. Recomendo que esse item seja feito em situações onde você não esteja morrendo muito pois assistências são relativamente fáceis de conseguir fazendo com que não morrer seja a parte dificil de fazer esse item ser explorado ao máximo.

Sufocamento ígneo:
Esse item é ideal em champions que dão uma grande quantidade de dano em uma rotação de habilidades. Quando esses campeões são combinados com esse item é muito fácil você matar os alvos menos resistentes em um combo de skills causando um impacto positivo grande para seu time durante uma teamfight. Esse tipo de item fica melhor ainda quando seu time tem assassinos que dão dano mágico como a Ahri pois ela também se beneficia da amplificação de dano mágico desse item.

Tormento de Liandry:
Boa opção em supports que tem habilidades de cooldowns baixos e/ou hablidades que dão dano ao longo do tempo fazendo com que a passiva do item cause o máximo de dano possível. Um dos champions que funcionam bem com esse item é a Zyra já que ela tem duas formas de reduzir a mobilidade de seus inimigos com o seu snare e o slow das plantas dobrando o dano causado pelo item além de que as plantas por si só conseguem ativar a passiva com facilidade por um bom tempo.

Espero que todos tenham gostado do post e que ele tenha ajudado vocês na hora de completar os seus seis itens de support. Um abraço e até semana que vem com o último post do support em dez passos.

Um abraço.

atari

Eu sempre falo sobre a indústria de games em meus textos aqui no PlayerTwo porque acho importante que nós, apreciadores dessa nobre arte, tenhamos consciência de como esse mercado funciona e possamos desenvolver uma visão mais ampla sobre o panorama de nossos consoles e jogos. O post de hoje serve justamente para mostrar como decisões corporativas das empresas afetam nossa vida de consumidores diretamente.

Você já deve ter ouvido falar do crash de 1983, certo? Pois vamos entender um pouco melhor como começou essa história e ver como ela se desdobra até os dias de hoje. Voltemos para o fim dos anos 70, nos primórdios dos videogames. Após o surgimento dessas máquinas, com o Magnavox Odyssey sendo o principal produto da época, entramos na segunda geração no final da década.

O grande expoente desse período é o famoso e saudoso Atari 2600, pelo qual os jogadores mais antigos nutrem uma grande nostalgia. Lançado em 1977 nos Estados Unidos, ele prosperou por vários anos, fazendo com que a Atari crescesse num ritmo absurdo entre 1980 e 1983. Os números são imbatíveis até hoje: em três anos, a empresa pulou de um faturamento de US$75 milhões para inacreditáveis US$2 bilhões!

No entanto, essa expansão desenfreada teve seus custos. A indústria de games ainda engatinhava, mas a atratividade, o rápido crescimento e as expectativas de lucro fizeram com que muitas empresas se aventurassem por esse caminho ainda inexplorado. O problema é que a mão de obra dos desenvolvedores era extremamente desvalorizada e os jogos estavam sendo feitos sob condições cada vez mais precárias para atender a demanda.

A quantidade de consoles lançados era cada vez maior e a concorrência com os computadores pessoais começava a ameaçar os aparelhos que tinham como única função rodar jogos. E a qualidade dos títulos lançados ficava menor à medida que os salários dos programadores era ínfimo e o reconhecimento pelo trabalho era nulo. Em 1979, alguns funcionários da Atari decidiram sair da empresa e fundar a Activision, o primeiro estúdio third-party da história.

Não havia nenhum tipo de licenciamento para estúdios independentes lançarem jogos em consoles como existe hoje. Então vários desenvolvedores passaram a criar outras produtoras e fazer seus games por conta própria, o que começou a minar o lucro das fabricantes. Nesse cenário de iminente crise – apesar do crescimento já citado -, a Atari, sem seus principais funcionários, não conseguiu mais emplacar bons games.

Dois casos emblemáticos foram o de Pac-Man e ET. A empresa conseguiu o direito de lançar um dos games mais bem sucedidos dos fliperamas em seu console, mas a adaptação foi feita às pressas, sem mão de obra qualificada e com pretensões demais – a Atari produziu mais jogos do que havia vendido de aparelhos projetando um sucesso inimaginável e acabou arcando com um enorme prejuízo, pois o game foi um fracasso.

Em 1982, o esperado game ET: Extra-Terretial, baseado no clássico de Steven Spielberg, foi feito em um tempo reduzidíssimo e das 4 milhões de unidades fabricadas, apenas 500 mil foram vendidas. A Atari enterrou – literalmente – o resto do estoque após o fiasco. Com um erro após outro, as finanças da empresa, que só crescia, começaram a declinar até que a maior companhia de games da época praticamente faliu e levou a indústria de games ao colapso.

Tudo indicava que os consoles deixariam de existir e dariam lugar aos PCs. Mas isso é história para a semana que vem.

E o tal do PS Vita?

Autor: Em: Artigos/ Nintendo/ Sony Data: 04/08/2014 às 9:32

Tags: , , , ,

ps vita

Quase três anos depois do lançamento do Playstation Vita, a quantidade de jogos atraentes do portátil é quase nula e a diferença de unidades vendidas entre ele e o principal concorrente é monstruosa – praticamente impossível de reverter, eu diria. Afinal, o que houve com o tal Vita?

Nos antigos idos de 2011, a disputa entre DS e PSP havia se encerrado há tempos, coroando o produto da Nintendo como grande campeão sem possibilidade para discussão. A nova geração de portáteis seria representada por 3DS e PS Vita, e a princípio o console da Sony aparentava ter vantagens

O hardware do 3DS é inegavelmente inferior, correspondendo a um intervalo entre Nintendo 64 e Game Cube. Já o Vita corresponde a quase um PS3, com gráficos inacreditáveis para um portátil. No entanto, o pequeno notável da Nintendo já vendeu 44 milhões de unidades, contra míseros 4 milhões do concorrente.

A Sony não aprendeu com a derrota do PSP, muito pelo contrário. Ela apostou em um hardware mais robusto ainda – o DS também era menos potente na época – e se deu mal novamente. Não que o 3DS tenha uma biblioteca de títulos tão ampla quanto o seu antecessor, mas é muito mais diversificada que a do Vita, cujos exclusivos de peso podem ser contados nos dedos.

O problema de um sistema muito potente é que desenvolver jogos torna-se mais caro e, por conseguinte, mais arriscado. Um estúdio de menor expressão não pode se dar ao luxo de produzir um game para Vita e correr o risco de ter prejuízo com as baixas vendas.

Isso faz com que o 3DS seja mais seguro para os desenvolvedores, o que o torna uma plataforma mais atraente também para os consumidores, já que há mais jogos para ele. Se o Wii sofreu com a falta de apoio das thirds no fim de seu ciclo, o Vita é que enfrenta esse obstáculo hoje.

Se é melhor fazer games para o 3DS, o portátil da Sony tem menos games, e assim atrai menos jogadores, o que faz suas vendas serem menos expressivas e o torna mais arriscado ainda para os estúdios. Essa espiral se repete indefinidamente, e três anos depois de seu lançamento a situação já é irreversível. Ironicamente o PS Vita foi vítima de sua própria qualidade, o hardware mais potente.

undo-button

Fala galera! Depois de um longo intervalo, estou de volta com o support em dez passos. No post de hoje irei falar sobre itens que você sempre terá de fazer, também conhecido como “Core build”. O build complementar é nosso próximo assunto então sem pânico, logo falarei de mais itens.

Pedra da visão:

Esse item é essencial e em praticamente todas as partidas você vai precisar dele para cumprir seu papel como support em uma partida. Quando usado em seu potencial máximo, esse item economiza 75 de ouro por minuto com as sentinelas que você coloca no mapa.

Itens de geração de ouro:

Um dos problemas dos supports é o seu ganho de ouro que é inferior à das outras posições. Para resolver esse problema, a Riot criou itens que dão ouro ao longo do tempo ou através de passivas que eles têm. Existem três itens de geração de ouro e eu irei compará-los em diferentes aspectos e por fim vou explicar qual os campeões e situações adequadas para comprar cada um deles.

Atributos:

Além da geração de ouro, todos os itens dão atributos. Desde o patch 4.3 todos os itens têm 10% de redução de tempo de recarga então eu não irei considerar esses atributos já que nenhum dos três itens tem vantagem nesse aspecto.

  • Escudo Relicário/Braçadeira de Targon/Face da Montanha: Todos esses itens dão vida e os upgrades regeneração de vida. Vida é um ótimo atributo para a lane phase e teamfights pois permite que você sobreviva mais tempo durante as teamfights.
  • Gume do Ladrão Arcano/Presas Gélidas/Asserção da Rainha Gélida: Todos esses itens dão poder de habilidade e os upgrades regeneração de mana. Poder de habilidade é um atributo bom para mage supports pois eles têm um ratio de AP alto fazendo com que seu dano aumente bastante.
  • Moeda Antiga/Medalhão do Nômade/Talismã da Ascenção: Todos esses itens dão regeneração de mana e os upgrades regeneração de vida. Ambos os atributos são muito ruins tanto na lane phase como em teamfights com raras exceções de lanes extremamente focadas em poke sem nenhum potencial de finalizar as mortes.

Ativa:

Todos esses itens tem uma ativa que permitem que o jogador auxilie seu time através dessa habilidade extra que o item dá.

  • Face da Montanha: ótima ativa para a proteção de alvos com pouca resistência pois os campeões que compram esse item tendem a ter vida alta pelos seus atributos e itens mais comuns feitos neles. Outra forma de aproveitar essa habilidade é usar nos campeões de sua frontline (preferencialmente assassinos) para maximizar o burst de seu time na backline inimiga.
  • Asserção da Rainha Gélida: boa ativa para perseguir um inimigo ou escapar de uma luta que não deu certo. Apesar de não dar dano (140 de dano mágico quando você está no nível 18), 80% de slow por 2 segundos provavelmente bastará para garantir a morte de um inimigo ou a fuga de seu time.
  • Talismã da Ascenção: na minha opinião a melhor ativa entre os itens de ouro. A habilidade tem a mesma função que a Asserção da Rainha Gélida porém permite que seu time inteiro corra para fugir ou matar o inimigo e também pode ser usada para fazer rotações no mapa.

Geração de ouro:

Por último, mas não importante, irei analisar o quanto cada item gera de ouro já que esse foi o principal objetivo da Riot quando criou esses itens. Infelizmente terei de mostrar números, coisa que muita gente não gosta mas acho que eles são bem simples de se entender.

Explicando a tabela:

  • Global Gold se refere à quantidade de ouro que você irá ganhar sem usar a passiva do item. Essa informação está ligada ao “atributo” ouro à cada 10 segundos que cada item dá no período de um minuto.
  • Gold (Passive) se refere à quantidade de ouro que você irá ganhar considerando somente a passiva de cada item no período de um minuto.
  • Gold Total se refere à soma do Global Gold e Gold (Passive) no período de um minuto.
  • Os cálculos feitos para o Escudo Relicário e Braçadeira de Targon foram feitos baseados na quantidade de cargas que são geradas em um minuto e considerando que cada minion irá dar 20 de ouro (valor que o melee minion dá na primeira onda, lembrando que esse número aumenta durante o jogo).
  • Os cálculos feitos para a Moeda Anciã e Medalhão do Nômade considera que em um minuto 12 minions inimigos irão morrer (esse número ignora o siege minion que aparece à cada 90 segundos).
(Clique para ampliar)

(Clique para ampliar)

A tabela nos diz que o Gume do Ladrão Arcano e as Presas Gélidas são os itens que geram mais ouro quando os comparamos itens nível 1 entre si e fizermos os mesmos com os upgrades. Porém é importante lembrar a distorção desses resultados pois conforme o tempo passa a efetividade do Escudo Relicário e Braçadeira de Targon aumenta pois o ouro que eles dão aumentam ao longo da partida.

Os itens que podem ser upados para a Face da Montanha e a Asserção da Rainha Gélida são os que geram mais ouro porém é importante considerar que após a lane phase você terá menos chances de usar a passiva desses itens (as pessoas ainda não acostumaram em deixar o support farmar e é arriscado demais se expor e usar as habilidades em seus inimigos só para ganhar o gold extra). Enquanto isso, a Moeda Anciã e o Medalhão do Nômade irão te dar uma quantidade de ouro praticamente constante durante o jogo todo.

Então… Qual comprar?

  • Escudo Relicário/Braçadeira de Targon/Face da Montanha: Ideal para supports melee pois eles se beneficiam do HP extra e a execução da passiva anula uma das maiores deficiências desses supports: a baixa capacidade de empurrar a lane.
  • Gume do Ladrão Arcano/Presas Gélidas/Asserção da Rainha Gélida: Praticamente obrigatório em Mage Supports pois eles têm ratios de AP altos fazendo com que esse item aumente seu dano absurdamente e em Poke supports pois eles podem facilmente usar a passiva dele.
  • Moeda Antiga/Medalhão do Nomade/Talismã da Ascenção: É a opção que resta para os supports ranged sem a capacidade alta de poke como a Janna. Apesar dele ser “must buy” em poucos supports, é um item que se encaixará em praticamente qualquer campeão e team composition graças à sua ativa de utilidade enorme.

Botas:

Assim como a Pedra da Visão, é um item que você irá precisar praticamente todo jogo para que você tenha seu potencial maximizado. Ao contrário da Sightstone, existem várias opções de bota eu irei analisar quais as melhores situações para cada uma delas, as botas que não considero tão boas em supports.

  • Botas Ionianas da Lucidez: Boa opção para supports que são dependentes de habilidades com tempos de recarga altos. NÃO INDICADA PARA MELEE SUPPORTS.
  • Botas da Mobilidade: Ideais para situações onde seu objetivo é dar roam e impactar as outras lanes com ganks.
  • Passos de Mercúrio: Opção defensiva contra composições com muito dano mágico e/ou muitos disables.
  • Sapatos do Feiticeiro: Conveniente para Mages ou Poke supports quando o time precisa de mais dano. NÃO INDICADA PARA MELEE SUPPORTS.
  • Tabi Ninja: Opção defensiva contra times com muitos campeões dependentes de auto-attacks e/ou muito dano físico.

Tanto as Botas Ionianas da Lucidez como os Sapatos do Feiticeiro não são recomendados para Melee pois elas não dão atributos que eles precisam. Melees tendem à estar em posições que podem ser focados e tomar muito dano logo as opções defensivas são muito boas neles, as Botas da Mobilidade também são viáveis pois ajudam campeões como Leona e Blitzcrank à se posicionar e acertar seus skillshots.

Na minha opinião, a ordem ideal dos itens é começar com um item de geração de ouro, um totem da vigilância e poções, na primeira ida à base fazer o upgrade nele e comprar um cristal de rubi. Na sua segunda ida à base comprar a Pedra da Visão, trocar sua trincket para a Lente detectora e por fim comprar a bota básica. Obviamente não é sempre que você irá conseguir comprar os itens exatamente nesse timing mas acho que a forma ideal de jogar solo queue é investir primeiro no seu item de ouro, em seguida comprar a Pedra da Visão e por fim sua bota. Apesar disso, não levem tudo que eu falo ao pé da letra e se você prefere comprar a Pedra da Visão em sua primeira ida à base sinta-se a vontade.

Peço desculpas pelo sumiço e pela demora nas postagens e espero que todos tenham gostado do post. Um abraço e até a próxima!

 

final de LoL

Todos sabemos que o brasileiro gosta de esportes, e principalmente de ganhar em esportes. O automobilismo era febre nos tempos de Ayrton Senna, o tênis foi mania durante o auge de Guga, o vôlei teve grande destaque na mídia com a geração de Giba e o MMA é a bola da vez graças a brasileiros como Anderson Silva e José Aldo. Além desses esportes, será que o Brasil está se tornando um país apaixonado pelo eSport também?

No último final de semana, o Rio de Janeiro foi palco de duas competições importantíssimas de videogame competitivo. Milhares de pessoas lotaram o Maracanãzinho para prestigiar as finais nacionais do torneio de League of Legends, e mais de cem mil acompanharam o evento ao vivo pela internet.

Também no sábado, dia 26 de julho, ocorreu a Liga GF, maior torneio de jogos de luta do Brasil, que contou com competidores de games como Ultra Street Fighter IV, The King of Fighters XIII, Ultimate Marvel Vs. Capcom 3 e Super Smash Bros. Melee.

Tudo isso ocorreu poucos dias após o EVO, um dos maiores eventos de games competitivos do mundo, sediado nos Estados Unidos, mas que teve audiência massiva no Brasil. Também em julho tivemos o Anime Friends, que abrange não só o universo dos animes e mangás, mas oferece também diversos campeonatos de videogame.

O Brasil ainda não se destacou fortemente no cenário mundial, mas a base de fãs desses jogos está ficando cada vez maior, os torneios estão mais populares e há muito mais jogadores hoje do que antigamente. Se estamos presenciando o florescer do eSport brasileiro, eu não sei. Mas isso é até um pouco reconfortante depois do vexame na Copa do Mundo.

murdered

A principal crítica que tenho feito nos últimos textos aqui dizem respeito à grande mesmice em que algumas franquias se tornaram e – pior que isso – ao fato de grande parte dos jogadores simplesmente aceitarem isso e continuarem consumindo os mesmos jogos de sempre com apenas uma ou outra melhoria gráfica como se algumas texturas mais bem detalhadas justificassem o preço abusivo.

Na semana passada, comparei Call of Duty, que já mantém uma base muito fiel de fãs há vários anos e deixou de apresentar inovações há muito tempo, seguindo à risca a filosofia de que em time que está ganhando não se mexe, com uma proposta nova de jogo de tiro em primeira pessoa, VizionEck, que ainda será lançado.

Dessa vez, destaco outro game também sem muita divulgação, lançado recentemente para PS4, PS3, Xbone, X360 e PC, que se sobressai por uma ideia original e cativante, diferente de tudo o que vemos no dia-a-dia na indústria de games. Desenvolvido pela Airtight Games e distribuído pela gigante dos RPGs Square Enix, Murdered: Soul Suspect é inovador por um motivo: o personagem principal morre.

Não, isso não foi um spoiler. Esse é um jogo policial em que você investiga sua própria morte. Quer que eu repita? Isso mesmo, você precisa identificar o seu próprio assassino. A primeira cena do game mostra o detetive (que já fora criminoso, o que o torna um personagem bastante complexo) Ronan O’Connor sendo morto pelo assassino que tentava capturar.

Ao ir “em direção à luz”, você descobre que não poderá descansar em paz enquanto não descobrir quem é o misterioso matador e resolver o caso de sua própria morte. Com algumas bases no espiritismo, as mecânicas de jogo são extremamente curiosas, permitindo que a alma de Ronan possua qualquer NPC e leia sua mente ou tente descobrir algo.

No meio do caminho, você descobre alguns perigos que essa vida extraterrena oferece e também conhece outras almas penadas vagando por aí precisando de ajuda. Apesar de perder a capacidade de interagir com objetos reais, O’Connor ganha muitas habilidade extras que serão fundamentais em sua missão final.

Este que vos escreve admite que ainda está no início do jogo, mas pode afirmar que é um dos games mais originais que já teve a oportunidade de jogar. Não há como dizer se Murdered: Soul Suspect será bem sucedido, mas uma coisa é certa: a indústria precisa de mais jogos com ideias novas como esse.

6192747_orig

Ter algo customizado é algo de interesse para muitas pessoas. Seja para demonstrar completa individualidade ou apenas para ser mais um item de coleção, o fato é ter um item desses muitas vezes é considerado um artigo de luxo – principalmente quando falamos de consoles. É pensando nesse segmento de mercado que o destaque de hoje fica por conta da Rose Colored Gaming!

A loja é regida pelo habilidoso Matthew Wiggins. Ele conta que tudo começou quando modificou seu Neo Geo Pocket e postou os resultados em um fórum de games. Apesar de no momento a RGC só customizar portáteis antigos – da geração do Gameboy Advance para baixo – seu trabalho não é menos complexo e com certeza não deve ser desvalorizado. Outro detalhe que merece destaque é que além dos portáteis, Matthew já se aventurou customizando e vendendo fitas com Rom Hacks – como The Legend of Zelda: Parallel Worlds – e até mesmo um SNES. Todos os seus trabalhos incluem labels totalmente refeitas, assim como as caixas que guardam os consoles.

8767093_orig

Os únicos “problemas” disso tudo são a disponibilidade dos produtos e, para alguns, o preço. Sobre o preço um Game Boy Advance customizado está custando $249,00. O alto custo não se dá somente pelas novas cores dos botões e da carcaça; o portátil ganhou nada mais que uma backlight screen – tela com luz própria. Apesar de existirem modificações alternativas para que isso seja possível, Matthew usa um método mais “prático” e funcional: ele retira as telas de Gameboy’s Advance SP e coloca no modelo antigo.

Se  você gostou do trabalho de customização e gostaria de adquirir um modelo prepare-se para o segundo problema. Como o trabalho é feito unicamente por uma pessoa o estoque ficará esgotado por vários dias e a alta demanda fará com que sua sorte seja o fator determinante para realizar a compra. É por isso que a melhor solução é seguir a página da RCG no Facebook, pois antes de lançar um novo modelo Matthew avisa aos consumidores para que todos tenham igualmente uma chance de comprar seus produtos.

Fotorrealismo ou criatividade artística?

Autor: Em: Artigos/ Notícias/ Sony Data: 14/07/2014 às 8:21

Tags:

VizionEck

Quanto mais a tecnologia avança, mais potentes ficam as máquinas, mais alucinantes as velocidades de processamento e mais belos os gráficos dos videogames. Hoje em dia, qualquer desenvolvedora independente consegue realizar façanhas e entregar jogos mais realistas do que os grandes blockbusters de dez ou quinze anos atrás.

No entanto, a banalização dos super gráficos está causando um movimento contrário na indústria. É tão fácil ver games hiper realistas que essa já não é uma característica tão atraente para os consumidores. Quando todos os jogos parecem ser tão iguais, são justamente os diferentes que se sobressaem e se destacam, chamando a atenção dos jogadores.

Os olhos cansados de observarem repetidas tentativas de reproduzir fielmente a vida real se surpreendem ao deparar-se com conceitos inovadores, que fogem completamente da tônica realista em que vivemos. Basta comparar dois lançamentos previstos para o fim desse ano.

Call of Duty: Advanced Warfare promete entregar gráficos mais realistas do que o antecessor, que prometia a mesma coisa em relação ao seu antecessor, e assim por diante. É claro que será muito divertido acompanhar essa evolução técnica nos visuais e nas mecânicas do jogo. Porém o deleite é muito maior ao vislumbrar VizionEck, o FPS exclusivo de Playstation 4 que deve ser lançado ainda em 2014.

Ambos são jogos de tiro em primeira pessoa com enfoque no multiplayer competitivo e na ação. Mas enquanto um deles se limita a imitar continuamente o mundo real, o outro imerge o jogador em um universo alternativo, completamente abstrato e nem um pouco parecido com a nossa realidade.

Não quero dizer que Call of Duty vai fazer menos sucesso. Com certeza não vai. Mas é surpreendente o modo com que VizionEck capturou a atenção da imprensa especializada e dos gamers. CoD pode ter mais fãs, mas certamente o jogo tímido e surreal causa muito mais curiosidade do que a grande montanha de “mais do mesmo” em que a indústria de games se enterrou.

Destaque

  • ladoguerra
  • ladosonic
  • ladohighlight

Categorias

Redes Sociais


Publicidade

Parceiro

Vídeos do Mr. K